Prevenir incêndios
Uma delegação da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, constituída por João Frazão e António Salavessa, encontrou-se na quinta-feira passada, a seu pedido, com o Coordenador Distrital do Serviço de Bombeiros e Protecção Civil.
Durante o encontro, que tratou questões relacionadas com os incêndios florestais, o PCP registou o esforço significativo dos Bombeiros no combate a este flagelo, considerando, entretanto, que, para o cumprimento cabal desse objectivo, é necessário não apenas a existência de uma estrutura dinâmica e motivada, mas também a atribuição de competências e meios.
A verdade é que, apesar das afirmações de responsáveis governamentais, de que os distritos menos afectados no ano passado constituiriam prioridade este ano, não se encontram indícios que o confirmem, malgrado, no mês de Junho, se terem registado já 363 incêndios com uma área total ardida de 143 ha.
Da conversa realizada, e pelo seu próprio conhecimento, o PCP constata uma certa descoordenação daqueles serviços com outros, designadamente ao nível da prevenção, visível na ausência de informação quanto às Comissões Municipais de Defesa da Floresta, «que não se sabe se existem, se têm meios e funcionamento regular».
Mais, os Planos de Ordenamento Florestal continuam por aprovar, apesar de constituírem instrumentos essenciais para a definição de estratégias de prevenção e combate, como continua por realizar a limpeza de matas e a construção de caminhos e aceiros nas matas do Estado. «Péssimo exemplo», aliás, diz o PCP, para os pequenos e médios proprietários do distrito.
Também não foi feito o reforço de meios materiais, só este ano tendo sido reposto os equipamentos perdidos em 1991, o que significa que, este ano, na generalidade, os bombeiros têm de trabalhar com o mesmo material do ano passado, só que mais velho. Por outro lado, a «propalada intervenção dos militares no patrulhamento das florestas» não vai acontecer em Aveiro, com excepção de um antigo protocolo entre o Serviço Distrital e a base de S. Jacinto.
Face ao panorama, o PCP promete ir questionar o Governo sobre a necessidade de reforço de meios a distribuir este ano ao distrito e sobre a participação de militares na prevenção e combate aos incêndios, sendo certo que para este flagelo, contribui, entre outros factores, a falta de ordenamento da floresta, a insuficiência de caminhos e aceiros ou o abandono da floresta, resultante das políticas agrícolas e de desenvolvimento do mundo rural deste e de outros Governos.
Durante o encontro, que tratou questões relacionadas com os incêndios florestais, o PCP registou o esforço significativo dos Bombeiros no combate a este flagelo, considerando, entretanto, que, para o cumprimento cabal desse objectivo, é necessário não apenas a existência de uma estrutura dinâmica e motivada, mas também a atribuição de competências e meios.
A verdade é que, apesar das afirmações de responsáveis governamentais, de que os distritos menos afectados no ano passado constituiriam prioridade este ano, não se encontram indícios que o confirmem, malgrado, no mês de Junho, se terem registado já 363 incêndios com uma área total ardida de 143 ha.
Da conversa realizada, e pelo seu próprio conhecimento, o PCP constata uma certa descoordenação daqueles serviços com outros, designadamente ao nível da prevenção, visível na ausência de informação quanto às Comissões Municipais de Defesa da Floresta, «que não se sabe se existem, se têm meios e funcionamento regular».
Mais, os Planos de Ordenamento Florestal continuam por aprovar, apesar de constituírem instrumentos essenciais para a definição de estratégias de prevenção e combate, como continua por realizar a limpeza de matas e a construção de caminhos e aceiros nas matas do Estado. «Péssimo exemplo», aliás, diz o PCP, para os pequenos e médios proprietários do distrito.
Também não foi feito o reforço de meios materiais, só este ano tendo sido reposto os equipamentos perdidos em 1991, o que significa que, este ano, na generalidade, os bombeiros têm de trabalhar com o mesmo material do ano passado, só que mais velho. Por outro lado, a «propalada intervenção dos militares no patrulhamento das florestas» não vai acontecer em Aveiro, com excepção de um antigo protocolo entre o Serviço Distrital e a base de S. Jacinto.
Face ao panorama, o PCP promete ir questionar o Governo sobre a necessidade de reforço de meios a distribuir este ano ao distrito e sobre a participação de militares na prevenção e combate aos incêndios, sendo certo que para este flagelo, contribui, entre outros factores, a falta de ordenamento da floresta, a insuficiência de caminhos e aceiros ou o abandono da floresta, resultante das políticas agrícolas e de desenvolvimento do mundo rural deste e de outros Governos.