No regresso à vida
Passadas que estão as alegrias, infelizmente mal cumpridas, que o futebol doou, eis o país de regresso á vida real com o seu cortejo de problemas bem menos efémeros que aquelas. Corrida a cortina, feita de entusiasmos e emoções, que varreu o país e confirmada que está a subsistência das razões de preocupação presentes no quotidiano da maioria das famílias, três anotações breves sobre a crise política e governativa que, apesar de tão intensos apelos para outras atenções, teimosamente permanece.
A primeira, para sublinhar que crise política e governativa, resultados eleitorais e desenvolvimento da luta de resistência à política do Governo são três elementos inseparáveis. Desde logo porque, apesar de na sua origem estar como elemento determinante o abandono de funções do primeiro-ministro, se apresentar como incontornável que as possibilidades e a real necessidade de esta crise ser resolvida com a realização de eleições antecipadas é inseparável dos resultados eleitorais do passado 13 de Junho e da estrondosa condenação da política do Governo que eles expressaram. E da indiscutível constatação que aqueles resultados, e a inequívoca erosão da base social e eleitoral que eles testemunham, serem não obra do acaso, mas sim a tradução da continuada luta e resistência que os trabalhadores e o povo há meses vinham desenvolvendo.
A segunda, e para que a história recente não o apague, recordar que a real possibilidade que agora se desenha de substituição do Governo e de interrupção da sua política foi inscrita há um ano na acção e objectivos de luta do PCP como uma necessidade, quando outros como o PS, ainda há poucos dias, lhe concediam o direito de desgovernar o país até 2006, ou simplesmente, como o BE, consideravam irrealista esse objectivo. Pelo que se regista positivamente, agora que a possibilidade lhes parece ter caído do céu, a adesão destes partidos, ainda que tarde e a más horas, à justa reclamação de há muito defendida pelo PCP.
A terceira para sublinhar, quando no horizonte se perfila a possível convocação de eleições antecipadas, a imperiosa necessidade de todos quantos aspiram não apenas a uma mudança de governo mas a uma efectiva alteração da política que há anos prevalece no país, reforçarem com o seu apoio quem de modo consequente combateu o actual governo e dá garantias de assegurar um novo rumo para a política nacional.
A primeira, para sublinhar que crise política e governativa, resultados eleitorais e desenvolvimento da luta de resistência à política do Governo são três elementos inseparáveis. Desde logo porque, apesar de na sua origem estar como elemento determinante o abandono de funções do primeiro-ministro, se apresentar como incontornável que as possibilidades e a real necessidade de esta crise ser resolvida com a realização de eleições antecipadas é inseparável dos resultados eleitorais do passado 13 de Junho e da estrondosa condenação da política do Governo que eles expressaram. E da indiscutível constatação que aqueles resultados, e a inequívoca erosão da base social e eleitoral que eles testemunham, serem não obra do acaso, mas sim a tradução da continuada luta e resistência que os trabalhadores e o povo há meses vinham desenvolvendo.
A segunda, e para que a história recente não o apague, recordar que a real possibilidade que agora se desenha de substituição do Governo e de interrupção da sua política foi inscrita há um ano na acção e objectivos de luta do PCP como uma necessidade, quando outros como o PS, ainda há poucos dias, lhe concediam o direito de desgovernar o país até 2006, ou simplesmente, como o BE, consideravam irrealista esse objectivo. Pelo que se regista positivamente, agora que a possibilidade lhes parece ter caído do céu, a adesão destes partidos, ainda que tarde e a más horas, à justa reclamação de há muito defendida pelo PCP.
A terceira para sublinhar, quando no horizonte se perfila a possível convocação de eleições antecipadas, a imperiosa necessidade de todos quantos aspiram não apenas a uma mudança de governo mas a uma efectiva alteração da política que há anos prevalece no país, reforçarem com o seu apoio quem de modo consequente combateu o actual governo e dá garantias de assegurar um novo rumo para a política nacional.