Dissidentes do SPD formam partido
Ex-militantes do SPD e sindicalistas que rejeitam os cortes sociais do governo alemão Gerhard Schroder formaram uma nova associação denominada «Alternativa Eleitoral Trabalho e Justiça Social», que já conta com 70 núcleos em toda a Alemanha, devendo constituir-se em partido político em congresso marcado para o próximo Outono.
Numa conferência realizada este fim-de-semana, em Berlim, a «Alternativa Eleitoral», que resultou da fusão de dois grupos desiludidos com a política do SPD, aprovou os estatutos e o programa que critica duramente a política de reformas dos social-democratas.
A nova formação manifesta-se contra a redução do subsídio de desemprego e a sua junção com o subsídio de sobrevivência, que entrará em vigor no próximo ano, e afectará, sobretudo, os desempregados de longa duração.
Além disso, repudia o aumento do horário semanal de trabalho sem contrapartida salarial que várias empresas alemãs, como a Siemens, já impuseram ou estão a tentar impor, defendendo a criação de um salário mínimo nacional de 1400 Euros (na Alemanha não há salário mínimo nacional estabelecido), para combater o chamado «dumping» salarial.
Exige também que o governo de centro-esquerda anule as taxas moderadoras recentemente introduzidas na saúde pública e renuncie aos cortes nas pensões de reforma.
Em contrapartida, a «Alternativa Eleitoral» propõe que se tribute mais a riqueza, através da reintrodução do imposto sobre as grandes fortunas e do aumento do imposto sobre altos rendimentos de 45 para 47 por cento, e também de medidas para estancar a fuga ao fisco.
Entre os fundadores do movimento destacam-se dois sindicalistas da Baviera recentemente expulsos do SPD, Thomas Haendel e Klaus Ernst, por terem apelado à fundação de um novo partido de esquerda.
O partido de Gerhard Schroeder atingiu na semana passada um mínimo histórico na sondagem do Instituto Forsa, rondando apenas os 23 por cento, depois de sucessivas derrotas em eleições regionais e nas recentes eleições para o Parlamento Europeu.
Numa conferência realizada este fim-de-semana, em Berlim, a «Alternativa Eleitoral», que resultou da fusão de dois grupos desiludidos com a política do SPD, aprovou os estatutos e o programa que critica duramente a política de reformas dos social-democratas.
A nova formação manifesta-se contra a redução do subsídio de desemprego e a sua junção com o subsídio de sobrevivência, que entrará em vigor no próximo ano, e afectará, sobretudo, os desempregados de longa duração.
Além disso, repudia o aumento do horário semanal de trabalho sem contrapartida salarial que várias empresas alemãs, como a Siemens, já impuseram ou estão a tentar impor, defendendo a criação de um salário mínimo nacional de 1400 Euros (na Alemanha não há salário mínimo nacional estabelecido), para combater o chamado «dumping» salarial.
Exige também que o governo de centro-esquerda anule as taxas moderadoras recentemente introduzidas na saúde pública e renuncie aos cortes nas pensões de reforma.
Em contrapartida, a «Alternativa Eleitoral» propõe que se tribute mais a riqueza, através da reintrodução do imposto sobre as grandes fortunas e do aumento do imposto sobre altos rendimentos de 45 para 47 por cento, e também de medidas para estancar a fuga ao fisco.
Entre os fundadores do movimento destacam-se dois sindicalistas da Baviera recentemente expulsos do SPD, Thomas Haendel e Klaus Ernst, por terem apelado à fundação de um novo partido de esquerda.
O partido de Gerhard Schroeder atingiu na semana passada um mínimo histórico na sondagem do Instituto Forsa, rondando apenas os 23 por cento, depois de sucessivas derrotas em eleições regionais e nas recentes eleições para o Parlamento Europeu.