Fusão absurda

Os resultados da última reunião das administrações dos Hospitais de S. José, Capuchos e Desterro com o presidente da Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo preocupam as células do PCP daqueles Hospitais.
De facto, a reunião saldou-se pelo anúncio, por parte do presidente da ARSLVT, de se estar a estudar a possibilidade de aglutinar os três hospitais num único centro hospitalar, com um só Conselho de Administração.
Segundo os comunistas, com o argumento da contenção de despesas, do combate aos desperdícios ou da necessidade de racionalizar, o que se perfila é o «definhamento destas três unidades hospitalares e, eventualmente, o encerramento de algumas ou de todas». E tudo isto quando «já nem se fala da construção de um novo hospital em Lisboa, o Hospital de Todos os Santos», tantas vezes anunciado para substituir aqueles três velhos hospitais.
As células do PCP não entendem por que esta fusão se processou «no mais absurdo secretismo» e sem ter sido precedida de um estudo sobre o impacto que irá ter no funcionamento integrado e em termos de ganhos assistenciais. Até porque não havia problemas insanáveis que justificassem aquela decisão, sendo que a maioria deles surgiu com os recursos médicos nos Serviços Comuns de urgência mas foram sempre resolvidos com espírito de diálogo e compreensão.
É sabido que, por razões de economia de escala e de capacidade de gestão, os hospitais não devem ter mais de 600 camas mas o que agora se engendra é um «mega-hospital» com perto de 1100 camas e onde falta uma séria de especialidades, ao mesmo tempo que existirá um excesso de outras.
Com o actual modelo, as células do PCP prevêem, pois, o declínio destes hospitais - que nos últimos anos verificaram melhorias -, fazendo surgir «os reais desígnios do Ministério da Saúde»: «encaminhar para os privados as situações clínicas e os procedimentos diagnósticos e terapêuticos, transferências e redução de pessoal, contratações individuais pelo melhor preço, atentando contra os direitos dos trabalhadores, tendo como pano de fundo um asfixiante subfinanciamento». Assim, exigem que a tutela e actual administração «informem com clareza» as verdadeiras intenções desta reorganização, e em que pressupostos se baseia, e, ainda, que planificação está programada.


Mais artigos de: PCP

Lutar contra a exploração

O PCP assinalou, no passado dia 25 de Maio, o Dia de África, através de uma nota do seu Grupo de Trabalho para a imigração e minorias étnicas. Saudando calorosamente os imigrantes originários dos países africanos, a todos os comunistas portugueses exprimem a sua «firme solidariedade na luta comum pela igualdade de...

Fazer valer os direitos na Gartêxtil

A Gartêxtil fechou, mas o processo ainda não está terminado. Esta é a opinião do Secretariado da Direcção da Organização Regional da Guarda do PCP, que lembra que falta ainda ressarcir os trabalhadores pela perda dos seus postos de trabalho, bem como não estão ainda salvaguardados os seus direitos futuros, em caso de ser...

Política desastrosa na saúde

Num conjunto de visitas efectuadas pelos deputados comunistas Bernardino Soares e Odete Santos, acompanhados por dirigentes da Organização Regional de Lisboa do PCP, a diversas unidades de saúde da capital foi possível concluir que «só a entrega, o esforço e notável profissionalismo dos trabalhadores» permite esbater as...