Professores comunistas apontam medidas e propostas
Face às graves falhas detectadas no Sistema de Ensino português, os professores comunistas de Coimbra apresentam soluções e propostas alternativas.
Apesar do enorme insucesso, o Governo ainda quer aumentar os exames
Os professores comunistas destacam em primeiro lugar o elevado grau de abandono escolar – a percentagem de jovens que abandonam prematuramente a escola situa-se nos 45,5 por cento –, que irá aumentar o número de trabalhadores indiferenciados e provocar situações de marginalidade.
As provas de aferição aos alunos do 9.º ano continuam a revelar o fraco desempenho destes alunos em Português e Matemática e a «grande medida» que surgiu para alterar a situação e acabar com o insucesso foi o anúncio este ano de exames em todos os ciclos!
No Ensino Secundário é elevadíssimo o insucesso, principalmente no 10.º ano, o que indicia a fraca preparação dos alunos e o desajustamento entre as exigências dos dois ciclos de ensino, e é também muito elevada a percentagem de alunos que não terminam o 12.º ano.
Enfim, há pouca procura dos cursos tecnológicos, o que contribui para que o País não possua quadros intermédios de qualidade; há frustração nos docentes; grande parte dos alunos não tem ambiente em casa propício ao trabalho intelectual; tudo servindo para às vezes ouvir dizer que «a massificação do ensino baixou o nível do ensino público».
Para o PCP, as medidas necessárias para alterar a situação têm de passar pelo incentivo ao «desenvolvimento de uma cultura que valorize os saberes adquiridos na escola, criando em toda a sociedade a necessidade do conhecimento e da cultura». O que só se consegue «com uma escola de prestígio» que seja «uma referência para toda a sociedade».
Investir no sucesso escolar
Assim, as propostas dos comunistas passam, entre outras medidas, pela obrigatoriedade e universalidade da educação pré-escolar, com medidas de discriminação positiva para crianças sem acompanhamento em casa; por um primeiro e segundo ciclo a tempo inteiro e tendencialmente também o ensino secundário, com equipas pluridisciplinares que desenvolvam com os alunos actividades de estudo acompanhado; criação de equipas de psicólogos, assistentes sociais e orientadores escolares que apoiem alunos e famílias com dificuldades; protocolos com Centros de Saúde que permitam o despiste prematuro de doenças ou deficiências; reformulação de todos os currículos; articulação vertical e horizontal dos programas e adaptação de cada um deles ao desenvolvimento intelectual dos alunos a que se destinam.
Tendo em conta que a defesa destas medidas centra-se as criação de condições para que todos os alunos tenham sucesso, o PCP recusa desde logo os exames em todos os ciclos como forma de combate ao insucesso. Para o PCP, os exames podem medir o sucesso mas não combatem o insucesso, servindo apenas para aumentar a exclusão.
As provas de aferição aos alunos do 9.º ano continuam a revelar o fraco desempenho destes alunos em Português e Matemática e a «grande medida» que surgiu para alterar a situação e acabar com o insucesso foi o anúncio este ano de exames em todos os ciclos!
No Ensino Secundário é elevadíssimo o insucesso, principalmente no 10.º ano, o que indicia a fraca preparação dos alunos e o desajustamento entre as exigências dos dois ciclos de ensino, e é também muito elevada a percentagem de alunos que não terminam o 12.º ano.
Enfim, há pouca procura dos cursos tecnológicos, o que contribui para que o País não possua quadros intermédios de qualidade; há frustração nos docentes; grande parte dos alunos não tem ambiente em casa propício ao trabalho intelectual; tudo servindo para às vezes ouvir dizer que «a massificação do ensino baixou o nível do ensino público».
Para o PCP, as medidas necessárias para alterar a situação têm de passar pelo incentivo ao «desenvolvimento de uma cultura que valorize os saberes adquiridos na escola, criando em toda a sociedade a necessidade do conhecimento e da cultura». O que só se consegue «com uma escola de prestígio» que seja «uma referência para toda a sociedade».
Investir no sucesso escolar
Assim, as propostas dos comunistas passam, entre outras medidas, pela obrigatoriedade e universalidade da educação pré-escolar, com medidas de discriminação positiva para crianças sem acompanhamento em casa; por um primeiro e segundo ciclo a tempo inteiro e tendencialmente também o ensino secundário, com equipas pluridisciplinares que desenvolvam com os alunos actividades de estudo acompanhado; criação de equipas de psicólogos, assistentes sociais e orientadores escolares que apoiem alunos e famílias com dificuldades; protocolos com Centros de Saúde que permitam o despiste prematuro de doenças ou deficiências; reformulação de todos os currículos; articulação vertical e horizontal dos programas e adaptação de cada um deles ao desenvolvimento intelectual dos alunos a que se destinam.
Tendo em conta que a defesa destas medidas centra-se as criação de condições para que todos os alunos tenham sucesso, o PCP recusa desde logo os exames em todos os ciclos como forma de combate ao insucesso. Para o PCP, os exames podem medir o sucesso mas não combatem o insucesso, servindo apenas para aumentar a exclusão.