Uma festa a valer, para todos!
No fim-de-semana, mais exactamente nos dias 22 e 23 de Maio, todos os caminhos vão dar a Beja, ao Parque de Feiras e Exposições, onde o PCP realiza a Festa Alentejana.
Veja PROGRAMA DETALHADO e um dossier CATARINA EUFÉMIA no site do PCP
Música, cultura, gastronomia e política. De tudo isto será feita a Festa Alentejana, que se realiza em Beja nos dias 22 e 23 de Maio, ou seja, nos próximos sábado e domingo. O programa musical desta iniciativa dos comunistas de Beja é de primeiro plano, contando com artistas como Jorge Palma, Janita Salomé e Vitorino, Paulo Ribeiro, Felipa Pais e Ana Sofia Varela, entre muitos outros.
A par da música de qualidade, há também teatro, exposições, colóquios, jogos populares, desporto, a Feira do Livro e do Disco e ainda uma homenagem ao poeta José Carlos Ary dos Santos, desaparecido há vinte anos. Como não podia deixar de ser, a intervenção política terá um lugar de destaque, nomeadamente no comício de encerramento, que conta com as intervenções do secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, e da cabeça de lista da CDU às eleições de 13 de Junho, Ilda Figueiredo.
Organizada pela Direcção da Organização Regional de Beja do PCP – que retoma, assim, uma iniciativa com tradições nos anos oitenta na cidade e na região –, a Festa Alentejana decorre no amplo e moderno Parque de Feiras e Exposições de Beja. Para a entrada na Festa, há um «título de solidariedade» de cinco euros para os dois dias ou, em alternativa, bilhetes de três euros para um dia.
Para além dos grandes nomes da música (ver programa), pela Festa Alentejana passarão novas bandas e projectos musicais, no Festival Bejavante, promovido, no sábado, pela JCP. Neste festival, que tem o objectivo de divulgar e promover as bandas de garagem do distrito, participam as bandas «Undercut», «7 Hate 9», «Gadz», «Dope Hair Blinders» e «Ashes from Decay». No quadro da campanha para as eleições ao Parlamento Eurpeu, a 13 de Junho, o lema do festival de bandas é «Faz-te ouvir cá, vota CDU».
No domingo, para o desfile de grupos corais alentejanos, está prevista a participação de 30 grupos –cerca de um milhar de pessoas a cantar – vindos de todo o Alentejo e também da Gande Lisboa. Será uma homenagem ao «cante» alentejano que terminará com um grande jantar que promete ser outro momento de convívio fraterno.
Muitos livros e discos,
exposições e gastronomia
Uma das particularidades da Festa Alentejana é a existência, no amplo recinto, de um espaço de animação infantil dinamizado por um grupo de alunos do curso de Animação Sociocultural da Escola Bento de Jesus Caraça. Ali, os mais novos podem fazer pintura, moldagem e pintura de rosto e participar em jogos infantis.
Sublinhe-se que, na Feira do Livro e do Disco, que se estende por um espaço de 500 metros quadrados, durante os dois dias, estão asseguradas as presenças de diversos autores, entre os quais Urbano Tavares Rodrigues e Miguel Urbano Rodrigues. Serão apresentados vários livros, entre os quais «Catarina de Baleizão», editado pela Cooperativa Cultural Alentejana e coordenado por João Honrado (ver caixa), e «Uma revolução na Revolução – Reforma Agrária no Sul de Portugal», dirigido por António Murteira. Milhares de títulos, entre os quais as últimas edições literárias e discográficas, vão estar disponíveis aos visitantes, assegurando editoras como a Caminho uma presença significativa.
Haverá ainda uma homenagem ao grande poeta comunista Ary dos Santos, desaparecido há 20 anos, e várias exposições e mostras artísticas, entre as quais uma exposição de fotografia do brasileiro Sebastião Salgado e uma outra de ilustrações de livros.
É claro que, numa festa, sobretudo alentejana, não podia faltar a boa gastronomia. Não há festa sem um petisco, um bom prato, um copo de bom vinho da região... Na Festa Alentejana foram instalados dois restaurantes preparados para servir o ensopado de borrego, o cozido de grão, a carne de porco à alentejana e outros pratos da rica gastronomia regional. E, além destes dois restaurantes, estão ainda 13 tasquinhas com petiscos variados representando concelhos e freguesias do distrito de Beja. E, ainda, tasquinhas com petiscos de Évora, Litoral Alentejano, Moita, Amadora, Seixal, Braga e Algarve.
Catarina Eufémia assassinada há 50 anos
Um exemplo que vive
Completou-se ontem, dia 19 de Maio, meio século sobre o assassinato de Catarina Eufémia, operária agrícola baleizoeira morta a tiro por um oficial da GNR, em 1954, durante um movimento grevista.
Este ano, o PCP volta a prestar homenagem – como o tem feito sempre, ao longo destas três décadas de liberdade, e mesmo antes, na clandestinidade – a Catarina de Baleizão, integrando dois actos cheios de simbolismo na Festa Alentejana.
Ontem, quarta-feira, Odete Santos, deputada comunista e candidata da CDU ao Parlamento Europeu, visitou Baleizão e, à noite, na Casa do Povo, participou, com João Honrado, na apresentação do livro «Catarina de Baleizão/50 anos depois da morte», editado pela Cooperativa Cultural Alentejana. No livro, a história da operária agrícola que foi assassinada carregando um filho nos braços e outro no ventre, é contada a várias vozes, assim como a história dos tempos difíceis em que viveu e morreu.
No domingo, 23, com a participação de Carlos Carvalhas, secretário-geral do PCP, e de Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu, às 11 horas, há uma romagem ao cemitério de Baleizão, seguindo-se um desfile até ao monumento que assinala o local do assassinato de Catarina e uma intervenção do secretário-geral do PCP.
A par da música de qualidade, há também teatro, exposições, colóquios, jogos populares, desporto, a Feira do Livro e do Disco e ainda uma homenagem ao poeta José Carlos Ary dos Santos, desaparecido há vinte anos. Como não podia deixar de ser, a intervenção política terá um lugar de destaque, nomeadamente no comício de encerramento, que conta com as intervenções do secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, e da cabeça de lista da CDU às eleições de 13 de Junho, Ilda Figueiredo.
Organizada pela Direcção da Organização Regional de Beja do PCP – que retoma, assim, uma iniciativa com tradições nos anos oitenta na cidade e na região –, a Festa Alentejana decorre no amplo e moderno Parque de Feiras e Exposições de Beja. Para a entrada na Festa, há um «título de solidariedade» de cinco euros para os dois dias ou, em alternativa, bilhetes de três euros para um dia.
Para além dos grandes nomes da música (ver programa), pela Festa Alentejana passarão novas bandas e projectos musicais, no Festival Bejavante, promovido, no sábado, pela JCP. Neste festival, que tem o objectivo de divulgar e promover as bandas de garagem do distrito, participam as bandas «Undercut», «7 Hate 9», «Gadz», «Dope Hair Blinders» e «Ashes from Decay». No quadro da campanha para as eleições ao Parlamento Eurpeu, a 13 de Junho, o lema do festival de bandas é «Faz-te ouvir cá, vota CDU».
No domingo, para o desfile de grupos corais alentejanos, está prevista a participação de 30 grupos –cerca de um milhar de pessoas a cantar – vindos de todo o Alentejo e também da Gande Lisboa. Será uma homenagem ao «cante» alentejano que terminará com um grande jantar que promete ser outro momento de convívio fraterno.
Muitos livros e discos,
exposições e gastronomia
Uma das particularidades da Festa Alentejana é a existência, no amplo recinto, de um espaço de animação infantil dinamizado por um grupo de alunos do curso de Animação Sociocultural da Escola Bento de Jesus Caraça. Ali, os mais novos podem fazer pintura, moldagem e pintura de rosto e participar em jogos infantis.
Sublinhe-se que, na Feira do Livro e do Disco, que se estende por um espaço de 500 metros quadrados, durante os dois dias, estão asseguradas as presenças de diversos autores, entre os quais Urbano Tavares Rodrigues e Miguel Urbano Rodrigues. Serão apresentados vários livros, entre os quais «Catarina de Baleizão», editado pela Cooperativa Cultural Alentejana e coordenado por João Honrado (ver caixa), e «Uma revolução na Revolução – Reforma Agrária no Sul de Portugal», dirigido por António Murteira. Milhares de títulos, entre os quais as últimas edições literárias e discográficas, vão estar disponíveis aos visitantes, assegurando editoras como a Caminho uma presença significativa.
Haverá ainda uma homenagem ao grande poeta comunista Ary dos Santos, desaparecido há 20 anos, e várias exposições e mostras artísticas, entre as quais uma exposição de fotografia do brasileiro Sebastião Salgado e uma outra de ilustrações de livros.
É claro que, numa festa, sobretudo alentejana, não podia faltar a boa gastronomia. Não há festa sem um petisco, um bom prato, um copo de bom vinho da região... Na Festa Alentejana foram instalados dois restaurantes preparados para servir o ensopado de borrego, o cozido de grão, a carne de porco à alentejana e outros pratos da rica gastronomia regional. E, além destes dois restaurantes, estão ainda 13 tasquinhas com petiscos variados representando concelhos e freguesias do distrito de Beja. E, ainda, tasquinhas com petiscos de Évora, Litoral Alentejano, Moita, Amadora, Seixal, Braga e Algarve.
Catarina Eufémia assassinada há 50 anos
Um exemplo que vive
Completou-se ontem, dia 19 de Maio, meio século sobre o assassinato de Catarina Eufémia, operária agrícola baleizoeira morta a tiro por um oficial da GNR, em 1954, durante um movimento grevista.
Este ano, o PCP volta a prestar homenagem – como o tem feito sempre, ao longo destas três décadas de liberdade, e mesmo antes, na clandestinidade – a Catarina de Baleizão, integrando dois actos cheios de simbolismo na Festa Alentejana.
Ontem, quarta-feira, Odete Santos, deputada comunista e candidata da CDU ao Parlamento Europeu, visitou Baleizão e, à noite, na Casa do Povo, participou, com João Honrado, na apresentação do livro «Catarina de Baleizão/50 anos depois da morte», editado pela Cooperativa Cultural Alentejana. No livro, a história da operária agrícola que foi assassinada carregando um filho nos braços e outro no ventre, é contada a várias vozes, assim como a história dos tempos difíceis em que viveu e morreu.
No domingo, 23, com a participação de Carlos Carvalhas, secretário-geral do PCP, e de Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU ao Parlamento Europeu, às 11 horas, há uma romagem ao cemitério de Baleizão, seguindo-se um desfile até ao monumento que assinala o local do assassinato de Catarina e uma intervenção do secretário-geral do PCP.