Pelo caminho da paz
Milhares de israelitas saíram às ruas de Telavive para exigir a Sharon o diálogo com os palestinianos e o fim da ocupação da Faixa de Gaza.
A maioria decidiu! Saímos de Gaza e começamos a dialogar
A capital de Israel foi palco, domingo, de um dos maiores protestos da história do país. Uma imensa multidão com cerca de 250 mil pessoas, de acordo com os organizadores, inundou as ruas de Telavive para demonstrar ao governo israelita que o povo não quer mais guerra, não está disposto a pagar mais vidas em nome da ocupação ilegal dos territórios palestinianos e exige medidas concretas que viabilizem o regresso ao processo de paz.
Convocada conjuntamente pelos partidos Trabalhista, Yahad Meretz, Am Ehad e pelo movimento Paz Agora, a iniciativa representou um dos momentos de maior afirmação da vontade popular de pacificação do território.
Sob o slogan «A maioria decidiu! Saímos de Gaza e começamos a dialogar», muitos milhares confirmaram na prática os dados avançados por uma sondagem, divulgada no dia anterior, que afirmava que 70 por cento dos israelitas são favoráveis à retirada da Faixa de Gaza e ao estabelecimento da paz.
O acto funcionou também como resposta aos ataques recentes da direita e da extrema-direita que, movendo influências junto do governo de Ariel Sharon e da administração norte-americana, pretende aumentar a repressão e, se possível, aniquilar os legítimos representantes dos palestinianos, julgando enterrar definitivamente o processo de paz e a constituição de um Estado palestino soberano.
Presente no protesto esteve uma delegação de meia centena de palestinianos, demonstrando que, havendo vontade, é possível voltar à mesa das negociações e fechar o ciclo de violência e morte que há meio século assola os dois povos.
A marcha terminou na Praça Yitzhak Rabin, onde se respeitou um minuto de silêncio em memória das vítimas do conflito.
Demolições continuam em Gaza
Milhares ficam na rua
Nem a manifestação de domingo nem as críticas do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, na passada semana, fizeram o governo de Ariel Sharon recuar na sua política de destruição de casas na zona da Faixa de Gaza.
Segundo informações veiculadas por quadros da ONU presentes no terreno, a situação pode tornar-se rapidamente num desastre humanitário, uma vez que à medida que os campos de refugiados se enchem com mais gente nota-se a falta de capacidade de assistência aos novos desalojados e começam a escassear recursos básicos como água, comida e cobertores.
Nos últimos dez dias, buldozeres apoiados pelo exército israelita destruíram pelo menos 150 habitações na Faixa de Gaza, elevando para 1800 o número de casas de famílias palestinianas derrubadas desde o início desta fase da ofensiva sionista, em 2000.
O governo de Sharon justifica as acções como retaliação contra a «ameaça dos bombistas suicidas», acusando as famílias de abrigarem militantes de organizações terroristas, facto rejeitado terminantemente pela esmagadora maioria dos que, de um momento para o outro e sem aviso prévio, são forçados a abandonarem as suas casas.
Por trás da destruição de habitações de palestinianos está a manobra de isolamento levada a cabo por Israel. Para além dos postos de controle, do muro de separação e da ocupação militar de zonas estratégicas no terreno, os israelitas pretendem alargar o «corredor Filadélfia», uma faixa de terra entre Gaza e a fronteira com o Egipto, apertando ainda mais o cerco ao povo e à autoridade palestiniana.
Este organismo, bem como os partidos e formações políticas palestinas, têm sofrido, nos últimos dias as consequências da escalada da repressão.
Ainda em Gaza, no domingo, helicópteros do exército de Israel atacaram as instalações da Fatah e, horas depois, quatro civis foram mortos num posto de controle.
Convocada conjuntamente pelos partidos Trabalhista, Yahad Meretz, Am Ehad e pelo movimento Paz Agora, a iniciativa representou um dos momentos de maior afirmação da vontade popular de pacificação do território.
Sob o slogan «A maioria decidiu! Saímos de Gaza e começamos a dialogar», muitos milhares confirmaram na prática os dados avançados por uma sondagem, divulgada no dia anterior, que afirmava que 70 por cento dos israelitas são favoráveis à retirada da Faixa de Gaza e ao estabelecimento da paz.
O acto funcionou também como resposta aos ataques recentes da direita e da extrema-direita que, movendo influências junto do governo de Ariel Sharon e da administração norte-americana, pretende aumentar a repressão e, se possível, aniquilar os legítimos representantes dos palestinianos, julgando enterrar definitivamente o processo de paz e a constituição de um Estado palestino soberano.
Presente no protesto esteve uma delegação de meia centena de palestinianos, demonstrando que, havendo vontade, é possível voltar à mesa das negociações e fechar o ciclo de violência e morte que há meio século assola os dois povos.
A marcha terminou na Praça Yitzhak Rabin, onde se respeitou um minuto de silêncio em memória das vítimas do conflito.
Demolições continuam em Gaza
Milhares ficam na rua
Nem a manifestação de domingo nem as críticas do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, na passada semana, fizeram o governo de Ariel Sharon recuar na sua política de destruição de casas na zona da Faixa de Gaza.
Segundo informações veiculadas por quadros da ONU presentes no terreno, a situação pode tornar-se rapidamente num desastre humanitário, uma vez que à medida que os campos de refugiados se enchem com mais gente nota-se a falta de capacidade de assistência aos novos desalojados e começam a escassear recursos básicos como água, comida e cobertores.
Nos últimos dez dias, buldozeres apoiados pelo exército israelita destruíram pelo menos 150 habitações na Faixa de Gaza, elevando para 1800 o número de casas de famílias palestinianas derrubadas desde o início desta fase da ofensiva sionista, em 2000.
O governo de Sharon justifica as acções como retaliação contra a «ameaça dos bombistas suicidas», acusando as famílias de abrigarem militantes de organizações terroristas, facto rejeitado terminantemente pela esmagadora maioria dos que, de um momento para o outro e sem aviso prévio, são forçados a abandonarem as suas casas.
Por trás da destruição de habitações de palestinianos está a manobra de isolamento levada a cabo por Israel. Para além dos postos de controle, do muro de separação e da ocupação militar de zonas estratégicas no terreno, os israelitas pretendem alargar o «corredor Filadélfia», uma faixa de terra entre Gaza e a fronteira com o Egipto, apertando ainda mais o cerco ao povo e à autoridade palestiniana.
Este organismo, bem como os partidos e formações políticas palestinas, têm sofrido, nos últimos dias as consequências da escalada da repressão.
Ainda em Gaza, no domingo, helicópteros do exército de Israel atacaram as instalações da Fatah e, horas depois, quatro civis foram mortos num posto de controle.