Manifestação contra política do sector
PSP, GNR, SEF, Polícia Marítima e Guarda Prisional vão realizar uma manifestação no dia 14 de Junho, durante o Euro 2004, para levar o Governo a inverter a sua política no sector.
Está na hora, Figueiredo vai-te embora!
«Decidimos levar a cabo uma acção de protesto no dia 14 de Junho como forma de demonstrar a indignação perante a actual situação que se vive nas estruturas de segurança e como alerta para a necessidade do Governo inverter a sua posição e a sua política relativamente a este sector», informou no sábado, em declarações à comunicação social, José Manageiro, da Associação de Profissionais da Guarda e porta-voz da Comissão que agrega as associações e sindicatos destas forças de segurança.
No mesmo dia, duzentos oficiais da PSP, descontentes com a sua situação profissional, entregaram, na Escola Prática da Polícia, livros do curso de formação inicial que frequentaram na instituição, seguindo em marcha lenta para Lisboa. A entrega dos livros na Escola Prática de Polícia (EPP) de Torres Novas, a que se seguiu a entrega de cópias dos diplomas dos cursos que frequentaram no Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna (ISCPSI), em Lisboa, constituiu um desafio aos responsáveis da direcção nacional da PSP e do Ministério da Administração Interna para que «digam quanto vale» a formação destes oficiais.
Durante a iniciativa, os oficiais sindicalizados, que se sentem discriminados em relação aos que têm licenciatura do ISCPSI, concentraram-se frente à EPP colocando nos vidros das viaturas cartazes que revelam o porquê do seu descontentamento - «Pela equiparação, contra a discriminação», «Basta de discriminação, oficiais de 1.ª, 2.ª e 3.ª não», «Oficiais da polícia continuam no 24 de Abril de 1974» ou «não estamos à venda mas temos valor» - iguais aos que exibiam frente ao peito no momento em que depositaram os livros junto ao oficial de dia da EPP.
Descontentamento policial
Mas os protestos das forças de segurança não se ficaram por aqui. Na passada quarta-feira, mais de cinco mil profissionais da PSP exigiram, durante uma manifestação, que culminou no Terreiro do Paço, em Lisboa, a demissão de Figueiredo Lopes.
«Está na hora, Figueiredo vai-te embora», gritavam os manifestantes empunhando as suas carteiras profissionais e cartazes com vários dizeres.
A ASPP, promotora do protesto, e que representa dez mil dos 21 mil efectivos da PSP, acusa o ministro da Administração Interna de «não respeitar a lei sindical» e de evitar diálogo com as associações e sindicatos da Polícia de Segurança Pública. Queixam-se ainda, entre outros problemas, da degradação de muitas esquadras, da falta de efectivos, de falhas nas comunicações, de viaturas sem condições para circular e de 3 mil polícias com as promoções congeladas.
No mesmo dia, duzentos oficiais da PSP, descontentes com a sua situação profissional, entregaram, na Escola Prática da Polícia, livros do curso de formação inicial que frequentaram na instituição, seguindo em marcha lenta para Lisboa. A entrega dos livros na Escola Prática de Polícia (EPP) de Torres Novas, a que se seguiu a entrega de cópias dos diplomas dos cursos que frequentaram no Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna (ISCPSI), em Lisboa, constituiu um desafio aos responsáveis da direcção nacional da PSP e do Ministério da Administração Interna para que «digam quanto vale» a formação destes oficiais.
Durante a iniciativa, os oficiais sindicalizados, que se sentem discriminados em relação aos que têm licenciatura do ISCPSI, concentraram-se frente à EPP colocando nos vidros das viaturas cartazes que revelam o porquê do seu descontentamento - «Pela equiparação, contra a discriminação», «Basta de discriminação, oficiais de 1.ª, 2.ª e 3.ª não», «Oficiais da polícia continuam no 24 de Abril de 1974» ou «não estamos à venda mas temos valor» - iguais aos que exibiam frente ao peito no momento em que depositaram os livros junto ao oficial de dia da EPP.
Descontentamento policial
Mas os protestos das forças de segurança não se ficaram por aqui. Na passada quarta-feira, mais de cinco mil profissionais da PSP exigiram, durante uma manifestação, que culminou no Terreiro do Paço, em Lisboa, a demissão de Figueiredo Lopes.
«Está na hora, Figueiredo vai-te embora», gritavam os manifestantes empunhando as suas carteiras profissionais e cartazes com vários dizeres.
A ASPP, promotora do protesto, e que representa dez mil dos 21 mil efectivos da PSP, acusa o ministro da Administração Interna de «não respeitar a lei sindical» e de evitar diálogo com as associações e sindicatos da Polícia de Segurança Pública. Queixam-se ainda, entre outros problemas, da degradação de muitas esquadras, da falta de efectivos, de falhas nas comunicações, de viaturas sem condições para circular e de 3 mil polícias com as promoções congeladas.