Carris retoma a luta
Na próxima quarta-feira, dia 29, a frota da Carris vai estar de novo parada, a partir das 20 horas, até às 8 horas manhã do dia seguinte. Os trabalhadores do tráfego retomam a luta contra a passagem da tutela da empresa para a autarquia de Lisboa, passo que consideram ser o primeiro para a privatização. Estão confrontados com uma generalizada ofensiva aos
direitos consagrados em negociação colectiva - das quais se destaca a imposição da flexibilização dos horários de trabalho -, e com um comportamento que a Festru/CGTP-IN qualifica de «terrorismo laboral» num comunicado divulgado aos trabalhadores. Perante os baixos salários e a tentativa «de fazer letra morta do Acordo de Empresa», aos funcionários da Carris sobra a razão do seu protesto e a força da sua unidade para travar os planos desta administração que poderão, em muito, prejudicar as suas vidas.
A Carris parou no passado dia 14, tendo-se registado uma adesão de 95 por cento, de acordo com os sindicatos. De uma frota com 750 autocarros, apenas circularam entre 25 e 30. Na manhã daquele dia realizou-se um encontro no Ministério dos Transportes, de onde os sindicatos saíram sem que lhes tenha sido feita qualquer tipo de proposta nova e onde a administração considerou esgotada a sua capacidade negocial. Para dia 29 está marcada nova reunião. Após 17 períodos de greve realizados entre os dias 25 de Setembro e 29 de Janeiro, a Festru já avisou que, caso se mantenha a intransigência negocial, os trabalhadores poderão avançar com paralisações para as datas em que vai decorrer o Europeu de futebol e o festival Rock in Rio.
direitos consagrados em negociação colectiva - das quais se destaca a imposição da flexibilização dos horários de trabalho -, e com um comportamento que a Festru/CGTP-IN qualifica de «terrorismo laboral» num comunicado divulgado aos trabalhadores. Perante os baixos salários e a tentativa «de fazer letra morta do Acordo de Empresa», aos funcionários da Carris sobra a razão do seu protesto e a força da sua unidade para travar os planos desta administração que poderão, em muito, prejudicar as suas vidas.
A Carris parou no passado dia 14, tendo-se registado uma adesão de 95 por cento, de acordo com os sindicatos. De uma frota com 750 autocarros, apenas circularam entre 25 e 30. Na manhã daquele dia realizou-se um encontro no Ministério dos Transportes, de onde os sindicatos saíram sem que lhes tenha sido feita qualquer tipo de proposta nova e onde a administração considerou esgotada a sua capacidade negocial. Para dia 29 está marcada nova reunião. Após 17 períodos de greve realizados entre os dias 25 de Setembro e 29 de Janeiro, a Festru já avisou que, caso se mantenha a intransigência negocial, os trabalhadores poderão avançar com paralisações para as datas em que vai decorrer o Europeu de futebol e o festival Rock in Rio.