Promover desenvolvimento sustentado
O reforço do trabalho do Partido e o desenvolvimento sustentado no Distrito, foram pontos debatidos da 6.ª Assembleia da Organização Regional de Castelo Branco do PCP, realizada no sábado com a presença de Carlos Carvalhas e Ilda Figueiredo.
O Governo que discrimina o interior na redistribuição da riqueza no OE e do PIDDAC.
Na Assembleia, que teve início às 10h30, participaram, par além de Carlos Carvalhas, Armindo Miranda, membro da Comissão Política, Carlos Gonçalves, do Comité Central, e Armando Morais, da Comissão Central de Controlo e responsável pela Direcção Regional de Castelo Branco.
A Resolução Política aprovada por unanimidade pela centena de delegados presentes à Assembleia, começa por registar a evolução sofrida no distrito de Castelo Branco desde há três anos, data da realização da 5.ª Assembleia.
A propósito, Armando Morais, na sua intervenção, sublinhou como curiosa «a semelhança de procedimentos» dos governos PS e PSD/PP - «um apoiado por um partido que se diz de esquerda, e outro apoiado por forças políticas de direita e de extrema direita» - em relação «à vida e morte das empresas e dos problemas sociais daí decorrentes», dando razão ao aforismo popular "um diz mata, o outro diz esfola".
Assim, «ao plano Mateus do governo PS, seguiu-se o plano de Daniel Bessa, existindo pelo meio uma encomenda do governador civil de Castelo Branco, intitulado 2B.Baixa - que futuro». Um traço comum sobressai destes documentos: «primeiro, dar a ideia que se vai intervir para resolver os problemas do atraso do distrito e da região; segundo, que o diagnóstico da situação estava e está feito, faltando vontade política para fazer os investimentos públicos necessários e para promover iniciativas que levem os empresários a investir no distrito.
Desemprego aumenta
De facto, o distrito, onde os índices de desenvolvimento se agravaram e há mais empresas encerradas e mais desemprego, está a sofrer as consequências da política de direita deste Governo que discrimina o interior na redistribuição da riqueza no Orçamento do Estado e do PIDDAC. Basta dizer que, em apenas cinco anos, o distrito passou do 10º para o 15º lugar.
A batalha a travar nas próximas Eleições Europeias e Autárquicas no Distrito – que sofre os efeitos de não ter eleitos da CDU e do PCP com responsabilidades nas Câmaras Municipais – foram igualmente motivo de reflexão da Assembleia.
Os trabalhos foram encerrados por Carlos Carvalhas, cuja intervenção abordou os temas mais sentidos da sociedade portuguesa, referindo-se, ainda, à situação e problemas do distrito de Castelo Branco.
Entretanto, um almoço, realizado no intervalo das duas sessões da Assembleia, constituiu um momento alto de convívio entre delegados e convidados, entre os quais Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU, que aproveitou a ocasião para pronunciar algumas palavras.
A eurodeputada comprometeu-se a continuar a defender, depois das eleições de 13 de Junho, as Minas da Panasqueira, para que o minério fosse transformado em Portugal e não mandado em bruto para os EUA, assim como o regadio da Cova da Beira e o sector têxtil e do vestuário, com a criação de marcas próprias. Valorizou, por isso, a necessidade do voto nas eleições europeias para a eleição de mais deputados.
Reforçar o Partido
A concretização do projecto e propostas do PCP para o desenvolvimento sustentado do Distrito de Castelo Branco, de acordo com a 6.ª Assembleia, pressupõe uma organização estruturada, uma forte militância e uma permanente intervenção dos comunistas nos movimentos unitários de massas e noutras organizações unitárias. Nesse sentido foram definidas linhas de trabalho e apontadas medidas.
Tendo, ainda, em conta que para este trabalho é necessário acentuar um estilo de trabalho que tenha no centro das atenções os problemas dos trabalhadores e das populações, a Assembleia elegeu uma nova Direcção Regional – 24 camaradas, dos quais 6 são mulheres - que, pela composição social, pelo leque de membros oriundos de mais concelhos, sectores e empresas, poderá dar mais eficácia ao trabalho de direcção e corresponder melhor à realidade do Partido.
Entre as várias medidas apontadas, destaca-se a necessidade de um funcionamento regular dos vários organismos e comissões específicas; o aumento do número de camaradas com tarefas concretas nos seus organismos; maior ligação à juventude e coordenação de trabalho; realização regular de Assembleias de Organização; desenvolvimento de um trabalho regular junto das empresas e locais de trabalho, com ligação às respectivas concelhias; recrutamento de novos militantes; renovação e rejuvenescimento dos organismos de direcção; maior divulgação dos materiais do Partido e do Avante! e do Militante, instrumentos fundamentais de trabalho, quer para formação ideológica dos militantes, quer para uma informação objectiva sobre os problemas e lutas dos trabalhadores.
A situação do distrito
No distrito de Castelo Branco, a indústria transformadora - sector têxtil -, onde fundamentalmente assenta o aparelho produtivo, para além do comércio e alguma construção, está a sofrer uma verdadeira sangria com o encerramento de importantes unidades, pondo em evidência a necessidade de implementar políticas capazes de aumentar a capacidade produtiva instalada. Para revitalizar a indústria têxtil, a Assembleia aponta nomeadamente a necessidade de promover e valorizar uma imagem de marca de Lanifícios e Vestuário da região, diversificar as exportações e procurar de novos mercados.
Entretanto, o pequeno comércio é asfixiado pela concorrência de grandes superfícies, que voltadas paras as importações, afectam também o escoamento dos produtos agrícolas da região; o sector agrícola vive grandes dificuldades, com o absentismo e descapitalização de pequenas e médias explorações agrícolas resultantes das políticas agrícolas nacionais e comunitárias; o sector florestal sofre a ausência de apoios ao desenvolvimento de uma fileira florestal, apesar da enorme área de floresta - a maior do país - consumida pelos incêndios; o turismo é vítima da falta de políticas integradas de promoção e animação turísticas.
Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego, devida ao encerramento de empresas, tem agravado a situação social do distrito, onde a incidência da pobreza é grande, o sistema de saúde é deficitário em verbas, meios técnicos e humanos e os problemas estruturais nos domínios da educação, ensino e formação impedem novos passos para o desenvolvimento.
A passagem do Centro Hospitalar da Cova da Beira a Sociedade Anónima – primeiro passo para a sua privatização – começa já a sobrecarregar os seus utentes e a Lei de Bases da Segurança Social, aprovada pelo Governo PSD/PP, constitui um gravíssimo retrocesso que abre as portas a um perigoso assalto dos dinheiros da segurança social pelas seguradoras e fundos de pensões privados.
Enfim, Saúde, Justiça, Educação e Ensino, Desporto Habitação, Transportes, Segurança Social e outros bens sociais são direitos que não estão assegurados no Distrito de Castelo Branco.
A Resolução Política aprovada por unanimidade pela centena de delegados presentes à Assembleia, começa por registar a evolução sofrida no distrito de Castelo Branco desde há três anos, data da realização da 5.ª Assembleia.
A propósito, Armando Morais, na sua intervenção, sublinhou como curiosa «a semelhança de procedimentos» dos governos PS e PSD/PP - «um apoiado por um partido que se diz de esquerda, e outro apoiado por forças políticas de direita e de extrema direita» - em relação «à vida e morte das empresas e dos problemas sociais daí decorrentes», dando razão ao aforismo popular "um diz mata, o outro diz esfola".
Assim, «ao plano Mateus do governo PS, seguiu-se o plano de Daniel Bessa, existindo pelo meio uma encomenda do governador civil de Castelo Branco, intitulado 2B.Baixa - que futuro». Um traço comum sobressai destes documentos: «primeiro, dar a ideia que se vai intervir para resolver os problemas do atraso do distrito e da região; segundo, que o diagnóstico da situação estava e está feito, faltando vontade política para fazer os investimentos públicos necessários e para promover iniciativas que levem os empresários a investir no distrito.
Desemprego aumenta
De facto, o distrito, onde os índices de desenvolvimento se agravaram e há mais empresas encerradas e mais desemprego, está a sofrer as consequências da política de direita deste Governo que discrimina o interior na redistribuição da riqueza no Orçamento do Estado e do PIDDAC. Basta dizer que, em apenas cinco anos, o distrito passou do 10º para o 15º lugar.
A batalha a travar nas próximas Eleições Europeias e Autárquicas no Distrito – que sofre os efeitos de não ter eleitos da CDU e do PCP com responsabilidades nas Câmaras Municipais – foram igualmente motivo de reflexão da Assembleia.
Os trabalhos foram encerrados por Carlos Carvalhas, cuja intervenção abordou os temas mais sentidos da sociedade portuguesa, referindo-se, ainda, à situação e problemas do distrito de Castelo Branco.
Entretanto, um almoço, realizado no intervalo das duas sessões da Assembleia, constituiu um momento alto de convívio entre delegados e convidados, entre os quais Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU, que aproveitou a ocasião para pronunciar algumas palavras.
A eurodeputada comprometeu-se a continuar a defender, depois das eleições de 13 de Junho, as Minas da Panasqueira, para que o minério fosse transformado em Portugal e não mandado em bruto para os EUA, assim como o regadio da Cova da Beira e o sector têxtil e do vestuário, com a criação de marcas próprias. Valorizou, por isso, a necessidade do voto nas eleições europeias para a eleição de mais deputados.
Reforçar o Partido
A concretização do projecto e propostas do PCP para o desenvolvimento sustentado do Distrito de Castelo Branco, de acordo com a 6.ª Assembleia, pressupõe uma organização estruturada, uma forte militância e uma permanente intervenção dos comunistas nos movimentos unitários de massas e noutras organizações unitárias. Nesse sentido foram definidas linhas de trabalho e apontadas medidas.
Tendo, ainda, em conta que para este trabalho é necessário acentuar um estilo de trabalho que tenha no centro das atenções os problemas dos trabalhadores e das populações, a Assembleia elegeu uma nova Direcção Regional – 24 camaradas, dos quais 6 são mulheres - que, pela composição social, pelo leque de membros oriundos de mais concelhos, sectores e empresas, poderá dar mais eficácia ao trabalho de direcção e corresponder melhor à realidade do Partido.
Entre as várias medidas apontadas, destaca-se a necessidade de um funcionamento regular dos vários organismos e comissões específicas; o aumento do número de camaradas com tarefas concretas nos seus organismos; maior ligação à juventude e coordenação de trabalho; realização regular de Assembleias de Organização; desenvolvimento de um trabalho regular junto das empresas e locais de trabalho, com ligação às respectivas concelhias; recrutamento de novos militantes; renovação e rejuvenescimento dos organismos de direcção; maior divulgação dos materiais do Partido e do Avante! e do Militante, instrumentos fundamentais de trabalho, quer para formação ideológica dos militantes, quer para uma informação objectiva sobre os problemas e lutas dos trabalhadores.
A situação do distrito
No distrito de Castelo Branco, a indústria transformadora - sector têxtil -, onde fundamentalmente assenta o aparelho produtivo, para além do comércio e alguma construção, está a sofrer uma verdadeira sangria com o encerramento de importantes unidades, pondo em evidência a necessidade de implementar políticas capazes de aumentar a capacidade produtiva instalada. Para revitalizar a indústria têxtil, a Assembleia aponta nomeadamente a necessidade de promover e valorizar uma imagem de marca de Lanifícios e Vestuário da região, diversificar as exportações e procurar de novos mercados.
Entretanto, o pequeno comércio é asfixiado pela concorrência de grandes superfícies, que voltadas paras as importações, afectam também o escoamento dos produtos agrícolas da região; o sector agrícola vive grandes dificuldades, com o absentismo e descapitalização de pequenas e médias explorações agrícolas resultantes das políticas agrícolas nacionais e comunitárias; o sector florestal sofre a ausência de apoios ao desenvolvimento de uma fileira florestal, apesar da enorme área de floresta - a maior do país - consumida pelos incêndios; o turismo é vítima da falta de políticas integradas de promoção e animação turísticas.
Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego, devida ao encerramento de empresas, tem agravado a situação social do distrito, onde a incidência da pobreza é grande, o sistema de saúde é deficitário em verbas, meios técnicos e humanos e os problemas estruturais nos domínios da educação, ensino e formação impedem novos passos para o desenvolvimento.
A passagem do Centro Hospitalar da Cova da Beira a Sociedade Anónima – primeiro passo para a sua privatização – começa já a sobrecarregar os seus utentes e a Lei de Bases da Segurança Social, aprovada pelo Governo PSD/PP, constitui um gravíssimo retrocesso que abre as portas a um perigoso assalto dos dinheiros da segurança social pelas seguradoras e fundos de pensões privados.
Enfim, Saúde, Justiça, Educação e Ensino, Desporto Habitação, Transportes, Segurança Social e outros bens sociais são direitos que não estão assegurados no Distrito de Castelo Branco.