Nato envia «força letal»
Os confrontos inter-étnicos voltaram, desde quarta-feira da semana passada, ao quotidiano de sérvios e albaneses no Kosovo. A Nato enviou um reforço de militares para o terreno e ameaça usar «força letal».
«Em Belgrado manifestaram-se milhares de pessoas a favor da paz e contra a violência inter-étnica»
O balanço provisório indica que cerca de três dezenas de pessoas morreram e pelo menos meio milhar ficaram feridas, das quais 61 polícias da ONU e 11 militares da força de intervenção da Nato (KFOR).
O conflito entre a maioria albanesa e a minoria sérvia ter-se-á reacendido após desaparecimento de três crianças albanesas, na cidade de Mitrovica, alegadamente mortas por um grupo de sérvios.
A versão dos factos ainda não foi confirmada, e entre os funcionários das Nações Unidas levanta-se a suspeita de que os homicídios sejam um pretexto para a retoma das hostilidades entre as comunidades daquela província, que desde 1999 se encontra ocupada pela Nato.
De Mitrovica, o rastilho alastrou para o centro e leste do Kosovo com multidões de albaneses a incendiarem igrejas, obrigando os militares da KFOR a decretar o recolher obrigatório, encerrar o aeroporto da cidade e evacuar os sérvios de Pristina, capital do Kosovo.
Mais militares para o Kosovo
Prontos para entrar em acção, desde quinta-feira, estão mais 1350 soldados da Nato, que se juntam aos 20 mil efectivos da Aliança Atlântica e 10 mil polícias da ONU presentes no território desde os bombardeamentos contra a Sérvia, em 1999.
As duas organizações decidiram intervir e, como sublinhou o general Holger Kammerhoff, comandante da Kfor, «usar a força necessária» e mesmo a «força letal».
Reunido de emergência, quinta-feira da semana passada, o Conselho de Segurança da ONU condenou os confrontos e ordenou a retirada dos seus funcionários da cidade de Mitrovica, foco inicial da violência.
Os EUA mandaram evacuar a embaixada em Belgrado, capital da Sérvia, apesar da representação diplomática norte-americana não ter sido ameaçada.
Manifestações apelam à paz
Em Belgrado manifestaram-se, junto da representação diplomática americana, milhares de pessoas a favor da paz e contra a violência inter-étnica.
Os protestos fizeram-se sentir imediatamente à retoma dos confrontos, responsabilizando as forças da KFOR e a política externa da Nato e dos EUA pelo ressurgimento da violência.
O governo da República Sérvia ordenou, entretanto, o reforço de militares junto à fronteira com o Kosovo, medida de precaução em face da previsível fuga de habitantes de origem sérvia.
Tal ideia foi reforçada por Rasim Ljajic, ministro dos Direitos do Homem daquele país, que declarou que os incidentes ameaçam definitivamente o projecto de um Kosovo multiétnico, uma vez que «os acontecimentos mostraram claramente que os albaneses querem não só um Kosovo independente mas também um Kosovo etnicamente puro».
O conflito entre a maioria albanesa e a minoria sérvia ter-se-á reacendido após desaparecimento de três crianças albanesas, na cidade de Mitrovica, alegadamente mortas por um grupo de sérvios.
A versão dos factos ainda não foi confirmada, e entre os funcionários das Nações Unidas levanta-se a suspeita de que os homicídios sejam um pretexto para a retoma das hostilidades entre as comunidades daquela província, que desde 1999 se encontra ocupada pela Nato.
De Mitrovica, o rastilho alastrou para o centro e leste do Kosovo com multidões de albaneses a incendiarem igrejas, obrigando os militares da KFOR a decretar o recolher obrigatório, encerrar o aeroporto da cidade e evacuar os sérvios de Pristina, capital do Kosovo.
Mais militares para o Kosovo
Prontos para entrar em acção, desde quinta-feira, estão mais 1350 soldados da Nato, que se juntam aos 20 mil efectivos da Aliança Atlântica e 10 mil polícias da ONU presentes no território desde os bombardeamentos contra a Sérvia, em 1999.
As duas organizações decidiram intervir e, como sublinhou o general Holger Kammerhoff, comandante da Kfor, «usar a força necessária» e mesmo a «força letal».
Reunido de emergência, quinta-feira da semana passada, o Conselho de Segurança da ONU condenou os confrontos e ordenou a retirada dos seus funcionários da cidade de Mitrovica, foco inicial da violência.
Os EUA mandaram evacuar a embaixada em Belgrado, capital da Sérvia, apesar da representação diplomática norte-americana não ter sido ameaçada.
Manifestações apelam à paz
Em Belgrado manifestaram-se, junto da representação diplomática americana, milhares de pessoas a favor da paz e contra a violência inter-étnica.
Os protestos fizeram-se sentir imediatamente à retoma dos confrontos, responsabilizando as forças da KFOR e a política externa da Nato e dos EUA pelo ressurgimento da violência.
O governo da República Sérvia ordenou, entretanto, o reforço de militares junto à fronteira com o Kosovo, medida de precaução em face da previsível fuga de habitantes de origem sérvia.
Tal ideia foi reforçada por Rasim Ljajic, ministro dos Direitos do Homem daquele país, que declarou que os incidentes ameaçam definitivamente o projecto de um Kosovo multiétnico, uma vez que «os acontecimentos mostraram claramente que os albaneses querem não só um Kosovo independente mas também um Kosovo etnicamente puro».