Os beatos do «venha a nós»
Falamos aqui dos «beatos», como justamente foram chamados os «promotores» do concílio neoliberal do convento do Beato, que teve por nome convencido «Compromisso Portugal» e por substância a ladaínha dos grandes interesses.
A homilia dos dignitários do capital, perante a ilustre assembleia de 500 gestores de «nova geração», foi o «Padre Nosso até ao venha a nós», visou – já o disse o PCP - absolver a política de direita pelo estado a que isto chegou, garantir que, na crise, a divisão de lucros e perdas prossiga conforme lhes convém, e assegurar, a médio prazo, que prevaleçam estes interesses de classe.
O seu «novo modelo económico» é revelho - «alterações constitucionais», «aprofundar o código laboral», três anos de «contenção salarial», mais «consumidor-pagador» nos direitos sociais, «novos limites de idade de reforma», OE «plurianual», «muito menos Estado burocrático» (para os trabalhadores), mas ainda mais poder político submisso ao económico, para a concentração e centralização do capital.
A reunião foi um momento visível do lobbing profundo dos interesses, sempre de «consenso» e por «Portugal», com «promotores» nomeados por todos os bancos e grupos financeiros.
Desta vez deixaram caír a estafada tónica dos «centros de decisão», preferindo os «centros de excelência», de propriedade algures nesta «Europa supraregional» (sic), mas não esqueceram o reacerto do poder «associativo empresarial», nem a promoção dos seus «capitães do dinheiro», da sua reserva política - António Borges - e dos quadros de futuro - AMexia, Líbano Monteiro, etc..
E fica-se a perceber a tal «sociedade civil» – um heterónimo de cartel do capital financeiro, em que pontificam Administradores de Grupo, ideólogos do neoliberalismo e operacionais das suas políticas, uma dezena de ex-governantes de Cavaco e DBarroso, dúzias de dirigentes do PSD e do CDS, de associados da Fundação Luso Americana, da Trilateral, do Bilderberg, das «obdiências», do «Clube Chiado» e uma mão cheia de boys e de assessores do Primeiro Ministro, para que nada se perca de tanta sabedoria.
E claro, também o PS, discreto qb, porque «não convém falar agora de consensos», mas ainda assim vendo uma «manifestação de modernidade» nos beatos do «venha a nós», e Jorge Coelho, ostensivamente reservado, também ele a tratar do (seu) futuro.
A homilia dos dignitários do capital, perante a ilustre assembleia de 500 gestores de «nova geração», foi o «Padre Nosso até ao venha a nós», visou – já o disse o PCP - absolver a política de direita pelo estado a que isto chegou, garantir que, na crise, a divisão de lucros e perdas prossiga conforme lhes convém, e assegurar, a médio prazo, que prevaleçam estes interesses de classe.
O seu «novo modelo económico» é revelho - «alterações constitucionais», «aprofundar o código laboral», três anos de «contenção salarial», mais «consumidor-pagador» nos direitos sociais, «novos limites de idade de reforma», OE «plurianual», «muito menos Estado burocrático» (para os trabalhadores), mas ainda mais poder político submisso ao económico, para a concentração e centralização do capital.
A reunião foi um momento visível do lobbing profundo dos interesses, sempre de «consenso» e por «Portugal», com «promotores» nomeados por todos os bancos e grupos financeiros.
Desta vez deixaram caír a estafada tónica dos «centros de decisão», preferindo os «centros de excelência», de propriedade algures nesta «Europa supraregional» (sic), mas não esqueceram o reacerto do poder «associativo empresarial», nem a promoção dos seus «capitães do dinheiro», da sua reserva política - António Borges - e dos quadros de futuro - AMexia, Líbano Monteiro, etc..
E fica-se a perceber a tal «sociedade civil» – um heterónimo de cartel do capital financeiro, em que pontificam Administradores de Grupo, ideólogos do neoliberalismo e operacionais das suas políticas, uma dezena de ex-governantes de Cavaco e DBarroso, dúzias de dirigentes do PSD e do CDS, de associados da Fundação Luso Americana, da Trilateral, do Bilderberg, das «obdiências», do «Clube Chiado» e uma mão cheia de boys e de assessores do Primeiro Ministro, para que nada se perca de tanta sabedoria.
E claro, também o PS, discreto qb, porque «não convém falar agora de consensos», mas ainda assim vendo uma «manifestação de modernidade» nos beatos do «venha a nós», e Jorge Coelho, ostensivamente reservado, também ele a tratar do (seu) futuro.