«Os desafios da globalização e do desenvolvimento»
Para debater «velhos e novos problemas» e «semear novos rumos», realizou-se, este fim-de-semana, em Montemor-o-Novo, o Congresso Alentejo XXI.
É necessário uma discriminação positiva para o Alentejo
A elaboração de um Plano de Desenvolvimento Estratégico para o Alentejo, que enquadre os investimentos, na próxima década, no novo Quadro Comunitário de Apoio, foi uma das principais conclusões do Congresso Alentejo XXI.
O plano estratégico deverá ser realizado, segundo os congressistas, com base em novos métodos que contenham a sua operacionalização e que enquadre o investimento no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio e dos próximos orçamentos de Estado. Um plano a realizar à luz de critérios de diversificação económica, produção e produtividade, emprego, formação, rendimentos e salários.
Logo na abertura do congresso, no sábado de manhã, o autarca anfitrião, o comunista Carlos Pinto de Sá, apontara para a necessidade de «acção», operacionalizando uma «estratégia clara, consensualizada, ambiciosa, mas realizável», que num «prazo razoável inverta as tendências dos indicadores fundamentais» e «reposicione o Alentejo num mais elevado nível de desenvolvimento».
Os cerca de mil congressistas concluíram também que é necessária uma nova base económica no Alentejo e a criação de uma carta identificadora das possibilidades de investimento no Alentejo, sem esquecer o debate sobre a aplicação da Política Agrícola Comum.
O próximo congresso ficou marcado para 2006 no distrito de Beja.
«Tudo parado»
Presente nesta iniciativa esteve o secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, que, no domingo, em conversa com os jornalistas, defendeu uma «discriminação positiva» para o Alentejo, uma das regiões mais pobres da Europa Comunitária, mas com «muitas potencialidades» em todos os domínios. «É necessário uma discriminação positiva para o Alentejo e para o interior do país com medidas concretas», considerou o secretário-geral do PCP.
Sobre o «Congresso do Alentejo XXI», Carlos Carvalhas afirmou que o fórum se soldou por um «êxito», defendendo a «concretização das proposta e vontades que as diversas forças políticas e sociais manifestaram». «Sem essa concretização, prosseguiu o secretário-geral do PCP, o congresso resume-se a «um bom diagnóstico e a um apontar de medidas, ficando depois tudo na mesma numa região que se vai desertificando e envelhecendo».
Referindo-se aos projectos considerados estruturantes no Alentejo, como o Aeroporto Civil de Beja, o complexo portuário de Sines e o empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, Carlos Carvalhas lamentou que esteja «tudo parado».
O plano estratégico deverá ser realizado, segundo os congressistas, com base em novos métodos que contenham a sua operacionalização e que enquadre o investimento no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio e dos próximos orçamentos de Estado. Um plano a realizar à luz de critérios de diversificação económica, produção e produtividade, emprego, formação, rendimentos e salários.
Logo na abertura do congresso, no sábado de manhã, o autarca anfitrião, o comunista Carlos Pinto de Sá, apontara para a necessidade de «acção», operacionalizando uma «estratégia clara, consensualizada, ambiciosa, mas realizável», que num «prazo razoável inverta as tendências dos indicadores fundamentais» e «reposicione o Alentejo num mais elevado nível de desenvolvimento».
Os cerca de mil congressistas concluíram também que é necessária uma nova base económica no Alentejo e a criação de uma carta identificadora das possibilidades de investimento no Alentejo, sem esquecer o debate sobre a aplicação da Política Agrícola Comum.
O próximo congresso ficou marcado para 2006 no distrito de Beja.
«Tudo parado»
Presente nesta iniciativa esteve o secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, que, no domingo, em conversa com os jornalistas, defendeu uma «discriminação positiva» para o Alentejo, uma das regiões mais pobres da Europa Comunitária, mas com «muitas potencialidades» em todos os domínios. «É necessário uma discriminação positiva para o Alentejo e para o interior do país com medidas concretas», considerou o secretário-geral do PCP.
Sobre o «Congresso do Alentejo XXI», Carlos Carvalhas afirmou que o fórum se soldou por um «êxito», defendendo a «concretização das proposta e vontades que as diversas forças políticas e sociais manifestaram». «Sem essa concretização, prosseguiu o secretário-geral do PCP, o congresso resume-se a «um bom diagnóstico e a um apontar de medidas, ficando depois tudo na mesma numa região que se vai desertificando e envelhecendo».
Referindo-se aos projectos considerados estruturantes no Alentejo, como o Aeroporto Civil de Beja, o complexo portuário de Sines e o empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, Carlos Carvalhas lamentou que esteja «tudo parado».