Ordem contesta ministro
A Ordem dos Médicos (OM) revelou, em conferência de imprensa, terça-feira, que o número de doentes colocados em listas de espera para serem operados cresceu desde o início do Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas (PECLEC), contrariando o anuncio feito pelo ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira.
De acordo com Luís Filipe Pereira, até ao passado mês de Janeiro tinham sido operados cerca de 90 mil dos 123 mil doentes em espera, ficando ainda por atender mais de 30 mil pessoas. O que a OM contesta, pela voz de Miguel Leão, presidente do Conselho Regional do Norte daquela estrutura, é que os números oficiais «esqueceram» os cerca de 6600 utentes que todos os meses engrossam as listas, o que, tudo somado, dá 144 mil utentes ainda sem intervenção, mais do que o registado no início do programa.
Miguel Leão desmonta ainda a ideia de que os hospitais de gestão privada estejam a dar o contributo fundamental para a execução do programa, uma vez que apresentam uma taxa de execução de apenas 44 por cento contra os cerca de 88 por cento das unidades públicas.
A finalizar, o dirigente afirmou ainda que o ministro é «um perigo para a saúde pública», pois se nos 25 anos que já tem o Serviço Nacional de Saúde o ritmo de crescimento tivesse sido sempre este, existiriam hoje 3,6 milhões de pacientes a aguardar por uma operação à qual têm direito.
De acordo com Luís Filipe Pereira, até ao passado mês de Janeiro tinham sido operados cerca de 90 mil dos 123 mil doentes em espera, ficando ainda por atender mais de 30 mil pessoas. O que a OM contesta, pela voz de Miguel Leão, presidente do Conselho Regional do Norte daquela estrutura, é que os números oficiais «esqueceram» os cerca de 6600 utentes que todos os meses engrossam as listas, o que, tudo somado, dá 144 mil utentes ainda sem intervenção, mais do que o registado no início do programa.
Miguel Leão desmonta ainda a ideia de que os hospitais de gestão privada estejam a dar o contributo fundamental para a execução do programa, uma vez que apresentam uma taxa de execução de apenas 44 por cento contra os cerca de 88 por cento das unidades públicas.
A finalizar, o dirigente afirmou ainda que o ministro é «um perigo para a saúde pública», pois se nos 25 anos que já tem o Serviço Nacional de Saúde o ritmo de crescimento tivesse sido sempre este, existiriam hoje 3,6 milhões de pacientes a aguardar por uma operação à qual têm direito.