Uma batalha de todo o Partido
No exigente quadro político e de tarefas com que nos confrontamos este ano, assumem particular importância as eleições para o Parlamento Europeu, que têm lugar no próximo mês de Junho.
As eleições realizam-se após o fracasso do compromisso em torno da denominada «Constituição Europeia» na Cimeira de Bruxelas, de Dezembro último. Apesar de se terem imposto as contradições entre os denominados grandes em torno do poder na União Europeia (que de alguma forma se podem traduzir na composição do directório: se a Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália, ou também a Espanha e a Polónia) e do adiamento das negociações, a ameaça deste projecto neoliberal, antidemocrático e militarista mantém-se, seja a 25 países, seja com o desenvolvimento do «núcleo duro», desde que em ambos os casos as grandes potências da União Europeia vejam assegurado o seu domínio.
Saliente-se que, apesar do desacordo, foi amplamente sublinhado a existência de acordo quanto à quase totalidade das questões em discussão – de que a adopção da «estratégia de segurança» (que define a doutrina militarista e intervencionista da UE) ou a declaração sobre as relações entre a UE e os Estados Unidos (que propõe uma parceria para a partilha do mundo) são aspectos centrais.
O fracasso das negociações nesta cimeira vem dar razão àqueles que, como o PCP, desde o primeiro momento firmemente alertaram para o perigo que a denominada «Constituição Europeia» representa para os interesses dos trabalhadores e para a soberania de Portugal. Pelo que a continuação da consciencialização dos perigos e ameaças da denominada «Constituição Europeia», assim como a mobilização contra tal projecto, deve continuar.
A mobilização é fundamental
As eleições para o Parlamento Europeu exigem o empenhamento de todo o nosso colectivo partidário na mobilização do eleitorado para a importância do voto na CDU, tanto mais quando estas eleições se têm vindo a caracterizar por uma muito elevada abstenção e, à semelhança de eleições anteriores, seremos mais uma vez confrontados com o silenciamento e a deturpação das nossas posições e iniciativas – nomeadamente face à União Europeia e às eleições para o Parlamento Europeu – por parte de alguns órgãos de comunicação social. Assim como com a tentativa de branquear e escamotear as profundas cumplicidades entre o PSD, PS e CDS-PP quanto às questões europeias, assim como as suas responsabilidades na direcção da integração de Portugal na União Europeia nos últimos 18 anos: governo PSD (10 anos de Cavaco Silva), governo PS (6 anos de António Guterres) e governo PSD/CDS-PP (2 anos de Durão e Portas).
Saliente-se, a este propósito, o significativo facto de na véspera do inicio da Cimeira de Bruxelas, em Dezembro, PS, PSD e CDS-PP terem aprovado na Assembleia da República, uma resolução onde defendem – mais uma vez – o conteúdo da denominada «Constituição Europeia».
Pela importância que assumem, estas eleições deverão inscrever-se de forma coerente, e não contraditória, no quadro geral da actividade de todo o colectivo partidário. Deste modo, a intervenção do Partido em torno das eleições para o Parlamento Europeu deve inserir-se na mobilização dos trabalhadores e de amplos sectores contra a ofensiva da política de direita do Governo PSD/CDS-PP, nomeadamente evidenciando o quanto esta se suporta e confunde com as políticas e orientações promovidas ao nível da União Europeia.
Pelo que se coloca a necessidade de planificar e desenvolver, desde já, a intervenção de cada uma das nossas organizações nesta batalha, consciencializando para a importância de um bom resultado da CDU.
Um bom resultado da CDU será o melhor e mais decisivo contributo para a luta contra a política de direita do Governo PSD/CDS-PP em Portugal e para a defesa dos interesses dos trabalhadores e do País ao nível da União Europeia, nomeadamente no Parlamento Europeu.
Um bom resultado da CDU será o melhor contributo para o reforço da intervenção da força política que mais consequentemente, em Portugal e no Parlamento Europeu, tem criticado e denunciado firmemente as gravosas consequências da actual integração capitalista, federalista e militarista da União Europeia. Da força política que se pode orgulhar de um diversificado e coerente património de propostas e de intervenção, construída a partir de uma profunda ligação aos problemas concretos dos trabalhadores, das populações e do País. Uma força política que está empenhada e desenvolve uma permanente solidariedade com a luta de outros povos, assim como uma ampla cooperação com outras forças políticas comunistas e progressistas na Europa e no mundo – o PCP.
As eleições realizam-se após o fracasso do compromisso em torno da denominada «Constituição Europeia» na Cimeira de Bruxelas, de Dezembro último. Apesar de se terem imposto as contradições entre os denominados grandes em torno do poder na União Europeia (que de alguma forma se podem traduzir na composição do directório: se a Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália, ou também a Espanha e a Polónia) e do adiamento das negociações, a ameaça deste projecto neoliberal, antidemocrático e militarista mantém-se, seja a 25 países, seja com o desenvolvimento do «núcleo duro», desde que em ambos os casos as grandes potências da União Europeia vejam assegurado o seu domínio.
Saliente-se que, apesar do desacordo, foi amplamente sublinhado a existência de acordo quanto à quase totalidade das questões em discussão – de que a adopção da «estratégia de segurança» (que define a doutrina militarista e intervencionista da UE) ou a declaração sobre as relações entre a UE e os Estados Unidos (que propõe uma parceria para a partilha do mundo) são aspectos centrais.
O fracasso das negociações nesta cimeira vem dar razão àqueles que, como o PCP, desde o primeiro momento firmemente alertaram para o perigo que a denominada «Constituição Europeia» representa para os interesses dos trabalhadores e para a soberania de Portugal. Pelo que a continuação da consciencialização dos perigos e ameaças da denominada «Constituição Europeia», assim como a mobilização contra tal projecto, deve continuar.
A mobilização é fundamental
As eleições para o Parlamento Europeu exigem o empenhamento de todo o nosso colectivo partidário na mobilização do eleitorado para a importância do voto na CDU, tanto mais quando estas eleições se têm vindo a caracterizar por uma muito elevada abstenção e, à semelhança de eleições anteriores, seremos mais uma vez confrontados com o silenciamento e a deturpação das nossas posições e iniciativas – nomeadamente face à União Europeia e às eleições para o Parlamento Europeu – por parte de alguns órgãos de comunicação social. Assim como com a tentativa de branquear e escamotear as profundas cumplicidades entre o PSD, PS e CDS-PP quanto às questões europeias, assim como as suas responsabilidades na direcção da integração de Portugal na União Europeia nos últimos 18 anos: governo PSD (10 anos de Cavaco Silva), governo PS (6 anos de António Guterres) e governo PSD/CDS-PP (2 anos de Durão e Portas).
Saliente-se, a este propósito, o significativo facto de na véspera do inicio da Cimeira de Bruxelas, em Dezembro, PS, PSD e CDS-PP terem aprovado na Assembleia da República, uma resolução onde defendem – mais uma vez – o conteúdo da denominada «Constituição Europeia».
Pela importância que assumem, estas eleições deverão inscrever-se de forma coerente, e não contraditória, no quadro geral da actividade de todo o colectivo partidário. Deste modo, a intervenção do Partido em torno das eleições para o Parlamento Europeu deve inserir-se na mobilização dos trabalhadores e de amplos sectores contra a ofensiva da política de direita do Governo PSD/CDS-PP, nomeadamente evidenciando o quanto esta se suporta e confunde com as políticas e orientações promovidas ao nível da União Europeia.
Pelo que se coloca a necessidade de planificar e desenvolver, desde já, a intervenção de cada uma das nossas organizações nesta batalha, consciencializando para a importância de um bom resultado da CDU.
Um bom resultado da CDU será o melhor e mais decisivo contributo para a luta contra a política de direita do Governo PSD/CDS-PP em Portugal e para a defesa dos interesses dos trabalhadores e do País ao nível da União Europeia, nomeadamente no Parlamento Europeu.
Um bom resultado da CDU será o melhor contributo para o reforço da intervenção da força política que mais consequentemente, em Portugal e no Parlamento Europeu, tem criticado e denunciado firmemente as gravosas consequências da actual integração capitalista, federalista e militarista da União Europeia. Da força política que se pode orgulhar de um diversificado e coerente património de propostas e de intervenção, construída a partir de uma profunda ligação aos problemas concretos dos trabalhadores, das populações e do País. Uma força política que está empenhada e desenvolve uma permanente solidariedade com a luta de outros povos, assim como uma ampla cooperação com outras forças políticas comunistas e progressistas na Europa e no mundo – o PCP.