Portugal dos pobres
O risco de pobreza e exclusão atinge mais de um quinto da população portuguesa. Na UE só a Grécia acompanha o nosso país neste triste indicador.
O estudo do Eurostat, Gabinete de Estatística Europeia, baseou-se num conjunto de 18 indicadores, monetários (pobreza financeira) e não monetários que abrangem os aspectos do emprego, educação e saúde da exclusão social. O limiar da pobreza foi fixado em 60 por cento do rendimento médio de cada país.
Os resultados divulgados, na segunda-feira, mostram que, segundo este último critério relativo, 15 por cento da população da União Europeia (cerca de 56 milhões de pessoas) estava, em 1999, ameaçada de pobreza, ou seja viviam abaixo do limiar de 60 por cento do rendimento médio por indivíduo adulto.
A Suécia apresentava a percentagem mais baixa de cidadãos nesta situação, nove por cento, seguindo-se a Dinamarca, Holanda e Finlândia com 11 por cento cada. Do lado oposto, surgem Portugal e Grécia, ambos com 21 por cento dos seus cidadãos ameaçados de pobreza. Mais de metade dos indivíduos confrontados com a pobreza, ou seja nove por cento da população (cerca de 23 milhões de pessoas), já estavam nesta situação há pelo menos durante dois ou três anos.
O efeito das transferências sociais, onde se excluem as pensões e reformas, na redução do risco de pobreza varia consoante os Estados. Ao nível da UE, as transferências sociais reduzem a taxa de pobreza de 24 por cento para 15 por cento. O efeito maior verifica-se na Suécia, com um redução de 19 por cento, na Dinamarca com uma redução de 13 por cento. Em Portugal, os montantes despendidos no combate à pobreza fazem reduzir estes índice em apenas seis pontos.
Note-se que antes das transferências, a maior taxa de pobreza verifica-se no Reino Unido e Irlanda, com 30 por cento da população afectada, na Suécia (28%) e só depois em Portugal (27%). No entanto, o nosso país apresenta de novo a mais alta taxa de risco persistente de pobreza (14%), contra nove por cento da média europeia e um mínimo de cinco por cento na Dinamarca, Finlândia e Holanda.
Os resultados divulgados, na segunda-feira, mostram que, segundo este último critério relativo, 15 por cento da população da União Europeia (cerca de 56 milhões de pessoas) estava, em 1999, ameaçada de pobreza, ou seja viviam abaixo do limiar de 60 por cento do rendimento médio por indivíduo adulto.
A Suécia apresentava a percentagem mais baixa de cidadãos nesta situação, nove por cento, seguindo-se a Dinamarca, Holanda e Finlândia com 11 por cento cada. Do lado oposto, surgem Portugal e Grécia, ambos com 21 por cento dos seus cidadãos ameaçados de pobreza. Mais de metade dos indivíduos confrontados com a pobreza, ou seja nove por cento da população (cerca de 23 milhões de pessoas), já estavam nesta situação há pelo menos durante dois ou três anos.
O efeito das transferências sociais, onde se excluem as pensões e reformas, na redução do risco de pobreza varia consoante os Estados. Ao nível da UE, as transferências sociais reduzem a taxa de pobreza de 24 por cento para 15 por cento. O efeito maior verifica-se na Suécia, com um redução de 19 por cento, na Dinamarca com uma redução de 13 por cento. Em Portugal, os montantes despendidos no combate à pobreza fazem reduzir estes índice em apenas seis pontos.
Note-se que antes das transferências, a maior taxa de pobreza verifica-se no Reino Unido e Irlanda, com 30 por cento da população afectada, na Suécia (28%) e só depois em Portugal (27%). No entanto, o nosso país apresenta de novo a mais alta taxa de risco persistente de pobreza (14%), contra nove por cento da média europeia e um mínimo de cinco por cento na Dinamarca, Finlândia e Holanda.