BREVES

UE quer
resolução
da ONU

Uma resolução da ONU é «condição prévia» para um «pleno empenhamento» da União Europeia na reconstrução do Iraque, declarou em Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Georges Papandreou, cujo país exerce a presidência rotativa da União.
A declaração foi feita, quinta-feira da passada semana, após um encontro entre o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, e os seus homólogos da União Europeia e da NATO.
Durante o almoço conjunto na sede da Aliança Atlântica, os ministros europeus e o seu parceiro norte-americano chegaram falaram ainda sobre a necessidade de «fazer avançar» o processo de paz no Médio Oriente, assinalou Papandreou. «Uma das principais prioridades é fazer avançar o processo de paz no Médio Oriente, com a publicação e aplicação do plano faseado de paz para regular o conflito israelo-palestiniano», disse.

Portugal
ultrapassa
os 3%

O défice português ultrapassará no presente e próximo anos o limite de três por cento imposto pelo Pacto de Estabilidade, segundo as estimativas da Primavera divulgadas na terça-feira pela Comissão Europeia.
Em 2003, o défice orçamental deverá atingir 3,4 por cento do Produto Interno Bruto, que poderá ser agravado pela descida do crescimento económico em 0,5 por cento, e 3,2 em 2004.
A Comissão recomenda a redução de despesas nos próximos três anos, sugerindo que, a par da aceleração do ritmo das reformas estruturais (na Administração Pública, Educação, Saúde e Segurança Social), a moderação salarial se torne um padrão.

Défice
francês
dispara

O défice orçamental da França atingiu no final de Fevereiro 15,470 milhões de euros (3,08 mil milhões de contos), 21,5 por cento mais dos que um ano antes, segundo dados divulgados, na segunda-feira, pelo Ministério da Economia e Finanças.
Este aumento deve-se em parte a uma diminuição das receitas, de 4,6 por cento, e a um incremento dos gastos, sobretudo militares, de 1,7 por cento. Os gastos para fins civis diminuíram, indicou o Ministério.

Produção
em queda
na Alemanha

A produção industrial alemã diminuiu 0,7 por cento, em Fevereiro, em relação a Janeiro, mês em que se tinha registado um incremento de 3,2 por cento comparativamente com Dezembro de 2002. O retrocesso foi especialmente sensível no território da ex-RDA, onde se verificou uma descida de 2,7 por cento, enquanto na região ocidental, a quebra ficou-se pelos 0,5 por cento.


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