Clarificar interesses obscuros
O PCP requereu a presença no Parlamento do ex-responsável do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e do Ministro da Administração Interna. O pedido, formalizado em carta ao presidente da Comissão Eventual para os Fogos Florestais, sustenta-se na necessidade de clarificar o exacto alcance de declarações do ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros, em entrevistas à comunicação social, denunciando a existência de interesses políticos e económicos organizados no sistema de combate aos incêndios e de socorros.
Leal Martins, em entrevista ao jornal «Público», afirmou ter sido ameaçado de morte por ter impedido um negócio no valor de um milhão de euros. Entre outras afirmações sobre factos de excepcional gravidade está ainda a de que teria estado «metido num jogo político, de interesses económicos e de influências» e de que teria sido «atacado» por «um grupo de pressão» formado por «três ou quatro pessoas (...) com ligações aos jornais e ao antigo serviço».
Com esta audição, solicitada com carácter de urgência, os deputados comunistas acreditam que os esclarecimentos de Leal Martins e de Figueiredo Lopes são essenciais para uma boa orientação e andamento dos trabalhos da Comissão Eventual para os Fogos Florestais. Esta comissão, recorde-se, foi criada pouco depois do início dos trabalhos desta sessão legislativa na sequência de uma proposta nesse sentido apresentada pelo PCP.
Não deixa de ser estranha, entretanto, é a posição da maioria PSD/CDS-PP de considerar «inoportuna» a audição parlamentar do ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros. Esta posição foi tomada na passada semana em reunião da Comissão Eventual para os Incêndios Florestais, o que motivou uma reacção crítica do deputado Rodeia Machado. «Há uma leitura política clara deste recusa: quer PSD quer CDS/PP têm receio de ouvir Leal Martins» considerou o parlamentar do PCP, que reiterou o propósito da sua bancada em não desistir do pedido de «audição urgente» do ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
Leal Martins, em entrevista ao jornal «Público», afirmou ter sido ameaçado de morte por ter impedido um negócio no valor de um milhão de euros. Entre outras afirmações sobre factos de excepcional gravidade está ainda a de que teria estado «metido num jogo político, de interesses económicos e de influências» e de que teria sido «atacado» por «um grupo de pressão» formado por «três ou quatro pessoas (...) com ligações aos jornais e ao antigo serviço».
Com esta audição, solicitada com carácter de urgência, os deputados comunistas acreditam que os esclarecimentos de Leal Martins e de Figueiredo Lopes são essenciais para uma boa orientação e andamento dos trabalhos da Comissão Eventual para os Fogos Florestais. Esta comissão, recorde-se, foi criada pouco depois do início dos trabalhos desta sessão legislativa na sequência de uma proposta nesse sentido apresentada pelo PCP.
Não deixa de ser estranha, entretanto, é a posição da maioria PSD/CDS-PP de considerar «inoportuna» a audição parlamentar do ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros. Esta posição foi tomada na passada semana em reunião da Comissão Eventual para os Incêndios Florestais, o que motivou uma reacção crítica do deputado Rodeia Machado. «Há uma leitura política clara deste recusa: quer PSD quer CDS/PP têm receio de ouvir Leal Martins» considerou o parlamentar do PCP, que reiterou o propósito da sua bancada em não desistir do pedido de «audição urgente» do ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.