No fundo da tabela
As previsões de Outono da Comissão Europeia indicam que a economia portuguesa continua a afastar-se da média europeia, sendo ultrapassada pela Grécia.
Em 1997, o Produto Interno Bruto por habitante representava 73,4 por cento do valor médio da União Europeia. Os governantes de então mostravam-se orgulhosos pelo facto de o nosso país ter deixado de ser o mais pobre da União Europeia. No fundo da tabela lá estava a Grécia a provar que havia pior que nós.
Só que, desde esse ano, a economia começou a manifestar uma tendência de divergência face aos restantes países da UE, que cresciam mais do que Portugal. Este ano, a riqueza nacional baixará para 67,3 por cento da média europeia, ficando atrás da Grécia que, em três anos, passou de 64,6 por cento para 68,9 por cento.
De acordo com a Comissão Europeia o fraco desempenho de Portugal irá prolongar-se pelo menos até 2005, ano em que o nosso PIB representará apenas 66 por cento da média dos Quinze.
Pelo contrário, a economia helénica que este ano regista um crescimento de 4,1 por cento, deverá continuar a progredir, estimando-se que daqui a dois anos atinja 71,8 do PIB europeu.
O terceiro país mais pobre, a Espanha, também há muito que deslocou do fundo da tabela. Em 1997, estava apenas seis pontos percentuais à frente de Portugal. em 2005, essa diferença atingirá mais de 20.
É certo que a partir de 1 de Maio do próximo ano, a entrada de mais dez países, dos quais só Chipre e a Eslovénia têm um PIB per capita superior ao nosso, colocará Portugal numa posição estatística mais «confortável». Mas mesmo isso poderá durar pouco tempo. É que alguns dos países candidatos, em particular a Checoslováquia, têm efectuado uma recuperação notável e estão aproximar-se a grande velocidade.
Desemprego galopante
Face à crise económica que se instalou nas principais economias, a Comissão prevê agora que o PIB comunitário cresça este ano apenas 0,4 por cento, ou seja uma baixa de 0,6 por cento em relação Às projecções feitas na Primavera. Para o próximo ano, o crescimento previsto fica-se pelos 1,8 por cento, contra os 2,3 por cento anteriormente avançados.
A taxa de desemprego continuará a agravar-se em Portugal durante os próximos dois anos, podendo ultrapassar os sete por cento. A Comissão afirma ainda que a «deterioração das condições deverá reduzir os valores dos aumentos salariais no sector privado», os quais cairão dos 5,5 por cento registados em 2002 para os 2,5 por cento no período de 2004 a 2005. Na prática, o executivo comunitário espera um congelamento ou mesmo redução salarial face à evolução da inflação média.
A provar o fracasso total das políticas do Governo português, a Comissão afirma ainda que o défice público continuará a aumentar, antecipando um valor de 3,3 por cento para este ano, mesmo tendo em conta as receitas extraordinárias, e de 3,9 por cento em 2005.
Só que, desde esse ano, a economia começou a manifestar uma tendência de divergência face aos restantes países da UE, que cresciam mais do que Portugal. Este ano, a riqueza nacional baixará para 67,3 por cento da média europeia, ficando atrás da Grécia que, em três anos, passou de 64,6 por cento para 68,9 por cento.
De acordo com a Comissão Europeia o fraco desempenho de Portugal irá prolongar-se pelo menos até 2005, ano em que o nosso PIB representará apenas 66 por cento da média dos Quinze.
Pelo contrário, a economia helénica que este ano regista um crescimento de 4,1 por cento, deverá continuar a progredir, estimando-se que daqui a dois anos atinja 71,8 do PIB europeu.
O terceiro país mais pobre, a Espanha, também há muito que deslocou do fundo da tabela. Em 1997, estava apenas seis pontos percentuais à frente de Portugal. em 2005, essa diferença atingirá mais de 20.
É certo que a partir de 1 de Maio do próximo ano, a entrada de mais dez países, dos quais só Chipre e a Eslovénia têm um PIB per capita superior ao nosso, colocará Portugal numa posição estatística mais «confortável». Mas mesmo isso poderá durar pouco tempo. É que alguns dos países candidatos, em particular a Checoslováquia, têm efectuado uma recuperação notável e estão aproximar-se a grande velocidade.
Desemprego galopante
Face à crise económica que se instalou nas principais economias, a Comissão prevê agora que o PIB comunitário cresça este ano apenas 0,4 por cento, ou seja uma baixa de 0,6 por cento em relação Às projecções feitas na Primavera. Para o próximo ano, o crescimento previsto fica-se pelos 1,8 por cento, contra os 2,3 por cento anteriormente avançados.
A taxa de desemprego continuará a agravar-se em Portugal durante os próximos dois anos, podendo ultrapassar os sete por cento. A Comissão afirma ainda que a «deterioração das condições deverá reduzir os valores dos aumentos salariais no sector privado», os quais cairão dos 5,5 por cento registados em 2002 para os 2,5 por cento no período de 2004 a 2005. Na prática, o executivo comunitário espera um congelamento ou mesmo redução salarial face à evolução da inflação média.
A provar o fracasso total das políticas do Governo português, a Comissão afirma ainda que o défice público continuará a aumentar, antecipando um valor de 3,3 por cento para este ano, mesmo tendo em conta as receitas extraordinárias, e de 3,9 por cento em 2005.