Os novos escravos
«Na última década este tráfico (de seres humanos) assumiu uma dimensão impensável e a situação tornou-se insustentável, com o fenómeno a ser equiparado às formas de escravatura», afirmou Mário Gomes Dias, auditor do Ministério da Administração Interna, num seminário sobre Tráfico de Seres Humanos que decorreu segunda-feira, em Lisboa.
As redes ilegais movimentam, por ano, cerca de um milhão e duzentas mil mulheres, com lucros que podem em alguns países ultrapassar os alcançados com o tráfico de droga.
Portugal é essencialmente um posto de trânsito entre a América Latina e a Europa Central e, apesar de não termos ainda ratificado o tratado das Nações Unidas em relação a esta matéria, assinado em 2000, temos instrumentos legais úteis no combate a esta calamidade, defendeu aquele especialista.
Num campo repleto de ameaças e medos «as vítimas encaram o agente policial com medo», pelo que, concluiu Gomes Dias, «têm de ser abordadas de forma diferente».
As redes ilegais movimentam, por ano, cerca de um milhão e duzentas mil mulheres, com lucros que podem em alguns países ultrapassar os alcançados com o tráfico de droga.
Portugal é essencialmente um posto de trânsito entre a América Latina e a Europa Central e, apesar de não termos ainda ratificado o tratado das Nações Unidas em relação a esta matéria, assinado em 2000, temos instrumentos legais úteis no combate a esta calamidade, defendeu aquele especialista.
Num campo repleto de ameaças e medos «as vítimas encaram o agente policial com medo», pelo que, concluiu Gomes Dias, «têm de ser abordadas de forma diferente».