Na Amadora e em Sintra

Ao lado dos trabalhadores

«A multinacional Melka quer despedir cerca de 100 trabalhadores.» A acusação é da Comissão Concelhia de Sintra do PCP que, num comunicado de 3 de Setembro acusa o Governo de nada fazer para evitar o despedimento colectivo na unidade do Cacém da empresa. Os comunistas lembram que a empresa é viável e que não falta mercado, pelo que o processo de despedimento em curso deve-se apenas à desclocalização para a Ásia, já confirmada pela própria administração. Para sair mais facilmente, a empresa «oferece» dois meses de salário de indemnização pela assinatura da rescisão, o que o PCP considera «uma afronta indigna e revoltante».
Na Amadora, a MB Pereira da Costa não paga atempadamente aos trabalhadores há já vários meses e há cada uma indefinição cada vez maior relativamente ao futuro da empresa. Em nota à imprensa, o Organismo de Direcção do Sector de Empresas da Amadora do PCP, denuncia a «completa desorganização da gestão, um sistemático atraso no pagamento dos salários e uma falta de organização e planeamento do trabalho» que se vive na empresa. No dia 24, após um plenário sindical com mais de 200 trabalhadores, a empresa desbloqueou uma verba que permitiu o pagamento de parte da dívida que mantém aos trabalhadores. O PCP continua a exigir a apresentação de um projecto de viabilização que tenha como base a defesa dos direitos dos trabalhadores, o pagamento aos credores e projectos sólidos para a continuação da laboração. Os comunistas apelam aos trabalhadores da MB Pereira da Costa para que, «em conjunto com as suas estruturas, dinamizem a luta em defesa dos salários».
Também na Amadora, a célula do Partido na Câmara Municipal contesta a existência de trabalhadores que esperam há oito anos por um concurso de promoção para a sua carreira. Em comunicado distribuído aos trabalhadores da autarquia, o PCP denuncia o «completo bloqueamento da progressão na carreira dos trabalhadores». Os comunistas da CMA contestam ainda as medidas propostas pelo Governo para a administração pública, como o lay-off, a redução de actividades da empresa, e o despedimento colectivo e por extinção de posto de trabalho. O PCP considera que apenas a luta em unidade pode travar esta ofensiva e apela aos trabalhadores para que se unam em defesa dos direitos e dos salários.


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