Arranha-céus no centro da cidade
Corre por estes dias na CML um dos casos mais graves do presente mandato: uma revisão do Plano Director camuflada de alteração simplificada, para dispensar no futuro a intervenção quer da população de Lisboa quer da Assembleia Municipal. A maioria PSD-PP na CML insiste assim em tentar permitir ao capital imobiliário especulativo duas benesses: por um lado, alterar a seu bel-prazer o uso e função de solos em zonas sensíveis da Cidade e, por outro, construir em altura desmesurada em zonas onde tal é absolutamente incompatível. O solo é um bem escasso na cidade, o seu valor é enorme, a construção em altura seria um verdadeiro mealheiro para alguns, à custa do equilíbrio e do ambiente urbano, da sustentabilidade e da harmonia da cidade de Lisboa.
São já várias as tentativas do PSD e do PP neste sentido, dando mostras de terem pressa ou de estarem a ser pressionados.
De facto, a partir desta fase, seriam os próprios urbanizadores a definir o quê e o como das suas pretensões, dispensados de plano de pormenor ou de urbanização, substituídos por mero «projecto urbanístico», sendo desde logo implementadas apenas por via de deliberação da CML ou mesmo só com despacho de um(a) vereador(a).
Absurdo dos absurdos. Uma situação anómala totalmente desnecessária, já que decorre neste momento um processo normal de revisão, o qual, se acelerado, resolve todas as questões de forma legal. A velocidade dessa revisão normal só depende da própria maioria, que desta forma parece antes estar a querer fugir a esse processo...
É que mesmo as alterações simplificadas vão para consulta pública e aprovação pela Assembleia Municipal. No mesmo período, poderia avançar-se antes com o processo normal de revisão do PDM.
O céu é o limite?
Além da alteração de uso do solo em determinados locais, o que mais pretendem PSD e PP? Eliminar a obrigatoriedade legal da regra da cércea dos oito pisos. Mas, a que propósito se colocaria em Lisboa um problema destes? Qual é o pretexto? O que é que justifica tal intenção? A quem beneficiaria e com que justificação? Vem daí algum bem à Cidade? Não: trata-se apenas de ceder em toda a linha ao capital imobiliário. O que é que está em causa? A estética e o equilíbrio. A cidade sustentável e a paisagem urbana. A qualidade da nossa vida. Em defesa da cidade, o PCP denunciou e continuará a denunciar este tipo de «golpes».
Mas afinal, o PCP está contra o crescimento, contra o desenvolvimento? Está a defender os atrasos e as burocracias? Trata-se de defender velharias? Afinal, pode ou não um cidadão valorizar a sua propriedade e obter dela rendimento? Sim, sem dúvida. Pode ou não a CML autorizar fórmulas expeditas de construir com o mínimo de burocracias? Sem dúvida, também. Mas deve ou não o Plano Director Municipal obstar à criação de paredes de cimento, à impermeabilização, ao «sombreamento» da Cidade? Indiscutivelmente! Então, o que tem estado a levantar tanta celeuma nestas semanas na CML? Um objectivo que começa a ficar claro para toda a gente: Santana Lopes pretende que os seus nomeados de uma Comissão Consultiva do PDM autorizem os seus amigos detentores de terrenos e locais bem situados a construir sem medida, «desde que a estética seja adequada», de acordo com o «parecer favorável» da tal Comissão Consultiva… Cobrança, mealheiro ou hipoteca?
Fiasco atrás de fiasco
Festival atrás de festival, a CML acumula fracassos na área da animação cultural. As Festas de Lisboa nos dois anos passados foram o fiasco que se viu. As Marchas, um mar de instabilidades. A animação do Terreiro do Paço nem sequer se realizou. A pretendida animação do Parque Mayer, outro fracasso. Em Monsanto, cada espectador deve ter ficado em milhões, pois nunca ali se juntaram mais que poucas centenas de pessoas em espectáculos de muitas dezenas de milhares de euros… Agora foi mais um fiasco reconhecido por todos, com a pretendida animação do Parque Eduardo VII. Somam-se os fiascos ao mesmo ritmo das contas elevadas destes espectáculos.
Prédio ameaça ruína na Ajuda
Em princípios de Agosto, ardeu um prédio na Ajuda. Alguns moradores foram evacuados, a zona isolada pelos Bombeiros, a Polícia ficou a vigiar em permanência. Os moradores em mobilidade continuam isolados. Pessoas que moram mesmo ao lado temem pela sua segurança. Mas passado tanto tempo, o prédio ameaça ruína, como denuncia a Comissão de Freguesia da Ajuda do PCP. Santana Lopes tem mais que fazer?
Monsanto com menos árvores
Cortar árvores e construir parques de estacionamento está a ameaçar Monsanto. A mata está a ser desbaratada. Centenas de árvores já foram cortadas. A Quercus e alguns jornais denunciam, mas a situação não melhora. A CML adoptou agora esta atitude repetida: primeiro faz-se o irremediável, depois estudam-se as opções… Lamentável. Entretanto, alguns técnicos asseguram que tudo está dentro do normal. Uma questão que deve ser esclarecida de vez, mas antes de proceder a mais abates…
Milhões em publicidade
«Já reparou que a CML colocou um pavimento novo nesta rua?» O cidadão pode andar distraído mas tem de ver o cartaz. É uma moda nova em Lisboa. Pavimentar uma rua é rotina de serviço de uma câmara. Mas Santana Lopes acha que as pessoas andam distraídas… e, vai daí, desatou a colocar propaganda deste tipo por toda a cidade. Está por apurar quanto é que a CML gasta a publicitar de forma obsessiva os actos mais simples, tornando a gestão da cidade numa autêntica sucessão de paranóias.
São já várias as tentativas do PSD e do PP neste sentido, dando mostras de terem pressa ou de estarem a ser pressionados.
De facto, a partir desta fase, seriam os próprios urbanizadores a definir o quê e o como das suas pretensões, dispensados de plano de pormenor ou de urbanização, substituídos por mero «projecto urbanístico», sendo desde logo implementadas apenas por via de deliberação da CML ou mesmo só com despacho de um(a) vereador(a).
Absurdo dos absurdos. Uma situação anómala totalmente desnecessária, já que decorre neste momento um processo normal de revisão, o qual, se acelerado, resolve todas as questões de forma legal. A velocidade dessa revisão normal só depende da própria maioria, que desta forma parece antes estar a querer fugir a esse processo...
É que mesmo as alterações simplificadas vão para consulta pública e aprovação pela Assembleia Municipal. No mesmo período, poderia avançar-se antes com o processo normal de revisão do PDM.
O céu é o limite?
Além da alteração de uso do solo em determinados locais, o que mais pretendem PSD e PP? Eliminar a obrigatoriedade legal da regra da cércea dos oito pisos. Mas, a que propósito se colocaria em Lisboa um problema destes? Qual é o pretexto? O que é que justifica tal intenção? A quem beneficiaria e com que justificação? Vem daí algum bem à Cidade? Não: trata-se apenas de ceder em toda a linha ao capital imobiliário. O que é que está em causa? A estética e o equilíbrio. A cidade sustentável e a paisagem urbana. A qualidade da nossa vida. Em defesa da cidade, o PCP denunciou e continuará a denunciar este tipo de «golpes».
Mas afinal, o PCP está contra o crescimento, contra o desenvolvimento? Está a defender os atrasos e as burocracias? Trata-se de defender velharias? Afinal, pode ou não um cidadão valorizar a sua propriedade e obter dela rendimento? Sim, sem dúvida. Pode ou não a CML autorizar fórmulas expeditas de construir com o mínimo de burocracias? Sem dúvida, também. Mas deve ou não o Plano Director Municipal obstar à criação de paredes de cimento, à impermeabilização, ao «sombreamento» da Cidade? Indiscutivelmente! Então, o que tem estado a levantar tanta celeuma nestas semanas na CML? Um objectivo que começa a ficar claro para toda a gente: Santana Lopes pretende que os seus nomeados de uma Comissão Consultiva do PDM autorizem os seus amigos detentores de terrenos e locais bem situados a construir sem medida, «desde que a estética seja adequada», de acordo com o «parecer favorável» da tal Comissão Consultiva… Cobrança, mealheiro ou hipoteca?
Fiasco atrás de fiasco
Festival atrás de festival, a CML acumula fracassos na área da animação cultural. As Festas de Lisboa nos dois anos passados foram o fiasco que se viu. As Marchas, um mar de instabilidades. A animação do Terreiro do Paço nem sequer se realizou. A pretendida animação do Parque Mayer, outro fracasso. Em Monsanto, cada espectador deve ter ficado em milhões, pois nunca ali se juntaram mais que poucas centenas de pessoas em espectáculos de muitas dezenas de milhares de euros… Agora foi mais um fiasco reconhecido por todos, com a pretendida animação do Parque Eduardo VII. Somam-se os fiascos ao mesmo ritmo das contas elevadas destes espectáculos.
Prédio ameaça ruína na Ajuda
Em princípios de Agosto, ardeu um prédio na Ajuda. Alguns moradores foram evacuados, a zona isolada pelos Bombeiros, a Polícia ficou a vigiar em permanência. Os moradores em mobilidade continuam isolados. Pessoas que moram mesmo ao lado temem pela sua segurança. Mas passado tanto tempo, o prédio ameaça ruína, como denuncia a Comissão de Freguesia da Ajuda do PCP. Santana Lopes tem mais que fazer?
Monsanto com menos árvores
Cortar árvores e construir parques de estacionamento está a ameaçar Monsanto. A mata está a ser desbaratada. Centenas de árvores já foram cortadas. A Quercus e alguns jornais denunciam, mas a situação não melhora. A CML adoptou agora esta atitude repetida: primeiro faz-se o irremediável, depois estudam-se as opções… Lamentável. Entretanto, alguns técnicos asseguram que tudo está dentro do normal. Uma questão que deve ser esclarecida de vez, mas antes de proceder a mais abates…
Milhões em publicidade
«Já reparou que a CML colocou um pavimento novo nesta rua?» O cidadão pode andar distraído mas tem de ver o cartaz. É uma moda nova em Lisboa. Pavimentar uma rua é rotina de serviço de uma câmara. Mas Santana Lopes acha que as pessoas andam distraídas… e, vai daí, desatou a colocar propaganda deste tipo por toda a cidade. Está por apurar quanto é que a CML gasta a publicitar de forma obsessiva os actos mais simples, tornando a gestão da cidade numa autêntica sucessão de paranóias.