Ataque aos interesses do Ensino Superior Público

Três associações académicas e duas associações de estudantes do ensino superior pediram segunda-feira aos reitores e presidentes dos politécnicos, numa carta aberta, para não fixarem o valor da propina para o ano lectivo de 2003/2004.
Caso o venham a fazer, os estudantes entendem que estarão a pactuar com o Governo «no grave ataque aos nobres interesses do Ensino Superior Público em Portugal».
Os estudantes contestam assim a transferência do poder de decisão e definição do valor da propina para as instituições, considerando que a medida denota «uma manifesta falta de coragem política».
Ao abrigo da nova lei do financiamento as propinas passam já este ano lectivo dos actuais 356 euros anuais para um montante mínimo de 460 euros e um máximo de 770 euros por ano, sendo fixadas de acordo com a natureza dos cursos. A lei define ainda que serão as instituições a fixar o valor entre o mínimo e o máximo.
A medida, defendem os alunos, pode mesmo «criar situações de grande instabilidade dentro das próprias instituições, posicionando estudantes contra reitores e presidentes de politécnicos».
A carta aberta, dirigida ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superior Politécnicos, é subscrita pela Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, Federação Académica do Porto, Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e Associações Académicas da Beira Interior e de Aveiro.
Na missiva, os estudantes referem que as medidas do Governo para o ensino superior público contribuirão para a degradação do sector com consequência negativas e irreversíveis no futuro de Portugal.
«Todos temos consciência que a recentemente aprovada e promulgada Lei do Financiamento do Ensino Superior, aliada a uma diminuição dos Numerus Clausus, reveste-se exclusivamente de uma medida economicista e de contenção orçamental, que desresponsabiliza o Estado de Financiar as instituições», dizem os estudantes.


Mais artigos de: Nacional

Cortes nas bolsas de investigação cientifica

Os bolseiros de investigação científica acusam a Fundação para a Ciência e a Tecnologia de contrariar compromissos assumidos, reduzindo o número de bolsas atribuídas no concurso de Janeiro/Maio.

Comportamento autista

A autarquia CDU acusa o Governo de abandonar o conceito do arco ribeirinho entre os quatro municípios da Margem Sul, ao retirar a nova estrada Seixal/Barreiro do Plano Rodoviário Nacional.

Aumenta a repressão nas empresas

Há muito que a JCP se tem envolvido na denúncia do Pacote Laboral e dos retrocessos em termos de direitos dos trabalhadores, que a aplicação de tais medidas legislativas significam. Neste sentido, em nota enviada aos órgão de comunicação social, a Comissão Política da Direcção Nacional da JCP alerta para o facto de que,...

Abastecimento de água na Moita

A Câmara Municipal da Moita aprovou, na sua última reunião, a adjudicação da empreitada de execução do Reservatório Elevado do Alto do Facho e respectiva adução na Baixa da Banheira.Esta obra destina-se a reforçar o abastecimento de água à zona Norte da vila e integra-se num plano mais vasto de reforço de todo o sistema...

Poceirão exige nova escola

Os pais e crianças do Poceirão, concelho de Palmela, saíram à rua, na passada semana, para exigir uma escola dos 2.º e 3.º ciclos na freguesia. Cansados de esperar, a população lembrou ao Governo que as crianças desta freguesia têm que percorrer 40 quilómetros para frequentar a escola noutros concelhos.José Silvério,...

Arranha-céus no centro da cidade

Corre por estes dias na CML um dos casos mais graves do presente mandato: uma revisão do Plano Director camuflada de alteração simplificada, para dispensar no futuro a intervenção quer da população de Lisboa quer da Assembleia Municipal. A maioria PSD-PP na CML insiste assim em tentar permitir ao capital imobiliário...