Comportamento autista
A autarquia CDU acusa o Governo de abandonar o conceito do arco ribeirinho entre os quatro municípios da Margem Sul, ao retirar a nova estrada Seixal/Barreiro do Plano Rodoviário Nacional.
Comportamento autista e contrário às necessidades da população
Segundo o vereador das Acessibilidades e Infra-estruturas Municipais na Câmara do Seixal, Joaquim Santos, o troço rodoviário Seixal/Barreiro não só iria encurtar, significativamente, o percurso entre os dois concelhos, como também iria descongestionar o tráfego automóvel na EN10.
«A ligação entre o Seixal e o Barreiro seria efectuada através de uma ponte sobre o estuário do Tejo, com cerca de mil metros de comprimento, reduzindo drasticamente o actual percurso (catorze quilómetros) entre os dois concelhos», salientou Joaquim Santos.
«Com a retirada do troço Seixal/Barreiro do Plano Rodoviário Nacional, para além de se perder a nova ligação rodoviária Seixal/Barreiro, perde-se também o conceito do arco ribeirinho, com ligações viárias de primeiro nível entre os quatro municípios da Margem Sul - Almada, Seixal, Barreiro e Moita», acrescentou o vereador.
A alteração ao Plano Rodoviário Nacional 2000, aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros e publicada no Diário da Republica de 16 de Agosto último (D.L.182/2003), substitui a ER10 (Almada-Moita) por uma nova ER10 (Almada-Seixal) e por uma ER11-2 (Barreiro-Moita), abandonando o traçado inicial, onde estava prevista a construção de uma ligação rodoviária Seixal/Barreiro.
Preocupações pertinentes
Em comunicado, emitido na passada semana, a Câmara Municipal do Seixal diz que o Governo e o Ministro das Obras Públicas revelaram um «comportamento autista e contrário às necessidades evidentes da população do Seixal e da Margem Sul».
A Câmara do Seixal argumenta também que as alterações do Plano Rodoviário Nacional «subvertem o conceito de arco ribeirinho contrariando claramente a estratégia polinucleada prevista no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML)».
A autarquia CDU receia ainda que não seja construída a segunda fase da versão inicial da ER10, entre o nó do Rouxinol, em Corroios, e Amora, um troço de cerca de dez quilómetros de estrada que deveria servir como alternativa à EN10 durante as obras do Metro Sul do Tejo, conforme foi reconhecido pelo Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes.
«A opção tomada pelo Governo afecta de sobremaneira os interesses, as necessidades e um futuro com melhor qualidade de vida para os mais de 500 mil habitantes do concelho do Seixal e dos municípios do arco ribeirinho do Tejo», conclui o comunicado da Câmara Municipal do Seixal.
«A ligação entre o Seixal e o Barreiro seria efectuada através de uma ponte sobre o estuário do Tejo, com cerca de mil metros de comprimento, reduzindo drasticamente o actual percurso (catorze quilómetros) entre os dois concelhos», salientou Joaquim Santos.
«Com a retirada do troço Seixal/Barreiro do Plano Rodoviário Nacional, para além de se perder a nova ligação rodoviária Seixal/Barreiro, perde-se também o conceito do arco ribeirinho, com ligações viárias de primeiro nível entre os quatro municípios da Margem Sul - Almada, Seixal, Barreiro e Moita», acrescentou o vereador.
A alteração ao Plano Rodoviário Nacional 2000, aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros e publicada no Diário da Republica de 16 de Agosto último (D.L.182/2003), substitui a ER10 (Almada-Moita) por uma nova ER10 (Almada-Seixal) e por uma ER11-2 (Barreiro-Moita), abandonando o traçado inicial, onde estava prevista a construção de uma ligação rodoviária Seixal/Barreiro.
Preocupações pertinentes
Em comunicado, emitido na passada semana, a Câmara Municipal do Seixal diz que o Governo e o Ministro das Obras Públicas revelaram um «comportamento autista e contrário às necessidades evidentes da população do Seixal e da Margem Sul».
A Câmara do Seixal argumenta também que as alterações do Plano Rodoviário Nacional «subvertem o conceito de arco ribeirinho contrariando claramente a estratégia polinucleada prevista no Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML)».
A autarquia CDU receia ainda que não seja construída a segunda fase da versão inicial da ER10, entre o nó do Rouxinol, em Corroios, e Amora, um troço de cerca de dez quilómetros de estrada que deveria servir como alternativa à EN10 durante as obras do Metro Sul do Tejo, conforme foi reconhecido pelo Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes.
«A opção tomada pelo Governo afecta de sobremaneira os interesses, as necessidades e um futuro com melhor qualidade de vida para os mais de 500 mil habitantes do concelho do Seixal e dos municípios do arco ribeirinho do Tejo», conclui o comunicado da Câmara Municipal do Seixal.