Remake
Em vez da anunciada rentrée com uma «viragem à esquerda», que certos «comentadores» se esfalfaram a inventar, o que o PS e Ferro produziram no passado fim de semana em Portimão foi um «remake», uma nova versão dum filme antigo, com um guião de retórica à esquerda mas de políticas e propostas antes pelo contrário.
Como disse Ferro domingo ao «JN» no seu «caminho» estão «pactos» e «acordos» com a direita – na «política externa, Justiça Defesa e autoridades de regulação», na (contra) reforma do «sistema político» e na «concretização da revisão das leis eleitorais» - e está a recusa categórica da convergência com o PCP no combate ao «código laboral», a «partir daqui» remetido para os «tribunais comuns».
São justas as acusações à «direita radical» no governo e ao assalto de cariz fascisante que tem vindo a concretizar em áreas chave do Estado – é positivo que o PS adira ao que há muito dizemos a este respeito. Mas é negativo que das entrelinhas ressalte o tacticismo para dividir a direita, em vez da convicção sobre o conteúdo das políticas do Governo.
A questão é que a escolha dos «alvos» PPortas e Bagão desvaloriza responsabilidades maiores, do PSD, do PMinistro e outras, e é uma desculpa das políticas de direita «normais».
Ferro é refém da sua «má consciência» - das demasiadas políticas de direita que hoje preconiza e das que promoveu nos governos PS, do negócio que abriu a Segurança Social aos privados, que o «ministro das seguradoras» pagou com a defesa da abstenção no «menos mau» OE 2002 do Governo PS, e dum passado recente de «episódios que não interessam» (sic) com PPortas, nas negociatas do PS/Guterres e nas «convergências», concretizadas ou não, em que o Presidente do PP «nem sempre foi leal».
Por isso nem surpreende que, num «golpe de imagem» Ferro se assuma «conselheiro» de DBarroso e da «remodelação» do Governo – objectivamente para ser mais eficaz na sua desgraçada política – insistindo na linha da «descrispação» de Janeiro, que levou certinha ao acordo da Lei dos Partidos e afins, mas que em Maio acusou o PMinistro de «não ser de confiança». Se calhar são demasiados «estados de alma» para uma mesma realidade.
Neste «remake» do PS, não houve rotura com a «ditadura financista», o essencial da poilítica económica, ou o cerne da política social contra os trabalhadores, nem abandono da perversão da democracia. Só mesmo o Bloco é que vê «abertura do PS a uma política económica e social responsável».
Enfim, são «estados de alma».
Como disse Ferro domingo ao «JN» no seu «caminho» estão «pactos» e «acordos» com a direita – na «política externa, Justiça Defesa e autoridades de regulação», na (contra) reforma do «sistema político» e na «concretização da revisão das leis eleitorais» - e está a recusa categórica da convergência com o PCP no combate ao «código laboral», a «partir daqui» remetido para os «tribunais comuns».
São justas as acusações à «direita radical» no governo e ao assalto de cariz fascisante que tem vindo a concretizar em áreas chave do Estado – é positivo que o PS adira ao que há muito dizemos a este respeito. Mas é negativo que das entrelinhas ressalte o tacticismo para dividir a direita, em vez da convicção sobre o conteúdo das políticas do Governo.
A questão é que a escolha dos «alvos» PPortas e Bagão desvaloriza responsabilidades maiores, do PSD, do PMinistro e outras, e é uma desculpa das políticas de direita «normais».
Ferro é refém da sua «má consciência» - das demasiadas políticas de direita que hoje preconiza e das que promoveu nos governos PS, do negócio que abriu a Segurança Social aos privados, que o «ministro das seguradoras» pagou com a defesa da abstenção no «menos mau» OE 2002 do Governo PS, e dum passado recente de «episódios que não interessam» (sic) com PPortas, nas negociatas do PS/Guterres e nas «convergências», concretizadas ou não, em que o Presidente do PP «nem sempre foi leal».
Por isso nem surpreende que, num «golpe de imagem» Ferro se assuma «conselheiro» de DBarroso e da «remodelação» do Governo – objectivamente para ser mais eficaz na sua desgraçada política – insistindo na linha da «descrispação» de Janeiro, que levou certinha ao acordo da Lei dos Partidos e afins, mas que em Maio acusou o PMinistro de «não ser de confiança». Se calhar são demasiados «estados de alma» para uma mesma realidade.
Neste «remake» do PS, não houve rotura com a «ditadura financista», o essencial da poilítica económica, ou o cerne da política social contra os trabalhadores, nem abandono da perversão da democracia. Só mesmo o Bloco é que vê «abertura do PS a uma política económica e social responsável».
Enfim, são «estados de alma».