A pretexto da guerra
Os Batalhões de Azedin Al Kasem, braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), anunciaram na segunda-feira, 25, que irão vingar o assassinato de quatro dos seus combatentes perpetrado, no domingo, por militares israelitas a partir de helicópteros «Apache» na cidade de Gaza.
Já na quinta-feira, 21, o mesmo expediente tinha sido utilizado para liquidar um destacado dirigente do Hamas, Ismail Abu Shanab, e os seus guarda-costas que se deslocavam de automóvel dentro de um bairro de Gaza. Ao todo, as operações israelitas causaram sete baixas nas fileiras do Hamas e cerca de duas dezenas de mortos civis, deitando por terra qualquer esperança de se alcançar a paz num futuro próximo.
No início da passada semana, na sequência do atentado suicida em Jerusalém, reivindicado pelo Hamas, que vitimou 21 pessoas, o primeiro-ministro, Mahmud Abas (Abu Mazen), anunciou que iria desmantelar as facções palestinianas, ordenando às suas forças de segurança a detenção e o desarmamento dos militantes do Hamas e da Jihad Islâmica.
O estado israelita, porém, não lhe deu tempo e respondeu dois dias depois com o assassinato de Abu Shanab, cujo funeral juntou milhares de palestinianos, numa das maiores manifestações realizadas recentemente no território.
Nas seis semanas que precederam ao atentando de Jerusalém, palestinianos e israelitas mantiveram uma série de contactos, beneficiando de uma trégua de três meses declarada pelas facções palestinianas.
Por seu lado, Israel tinha retirado o seu exército da faixa de Gaza e da cidade cisjordana de Belém, acordando a transferência para a Autoridade Palestiniana do controlo de outras cidades com vista a pôr fim à Intifada reiniciada há quase três anos,
Ao longo deste periclitante processo de «paz», Israel exigiu insistentemente o desmantelamento das diversas facções palestinas, como condição para a paz. Todavia, bastou o anúncio desta medida pela Autoridade Palestiniana, para que fossem enviadas tropas em busca do alvo ideal para reacender a guerra. As facções e atentados parecem ser assim o pretexto indispensável para justificar a política agressiva ao abrigo da qual proliferam os colonatos judaicos.
Já na quinta-feira, 21, o mesmo expediente tinha sido utilizado para liquidar um destacado dirigente do Hamas, Ismail Abu Shanab, e os seus guarda-costas que se deslocavam de automóvel dentro de um bairro de Gaza. Ao todo, as operações israelitas causaram sete baixas nas fileiras do Hamas e cerca de duas dezenas de mortos civis, deitando por terra qualquer esperança de se alcançar a paz num futuro próximo.
No início da passada semana, na sequência do atentado suicida em Jerusalém, reivindicado pelo Hamas, que vitimou 21 pessoas, o primeiro-ministro, Mahmud Abas (Abu Mazen), anunciou que iria desmantelar as facções palestinianas, ordenando às suas forças de segurança a detenção e o desarmamento dos militantes do Hamas e da Jihad Islâmica.
O estado israelita, porém, não lhe deu tempo e respondeu dois dias depois com o assassinato de Abu Shanab, cujo funeral juntou milhares de palestinianos, numa das maiores manifestações realizadas recentemente no território.
Nas seis semanas que precederam ao atentando de Jerusalém, palestinianos e israelitas mantiveram uma série de contactos, beneficiando de uma trégua de três meses declarada pelas facções palestinianas.
Por seu lado, Israel tinha retirado o seu exército da faixa de Gaza e da cidade cisjordana de Belém, acordando a transferência para a Autoridade Palestiniana do controlo de outras cidades com vista a pôr fim à Intifada reiniciada há quase três anos,
Ao longo deste periclitante processo de «paz», Israel exigiu insistentemente o desmantelamento das diversas facções palestinas, como condição para a paz. Todavia, bastou o anúncio desta medida pela Autoridade Palestiniana, para que fossem enviadas tropas em busca do alvo ideal para reacender a guerra. As facções e atentados parecem ser assim o pretexto indispensável para justificar a política agressiva ao abrigo da qual proliferam os colonatos judaicos.