Aleluia!
Talvez por o habitual titular da rubrica (José António Lima) ter folgado ou talvez por episódico sentido de justiça, a verdade é que nos «Altos...& Baixos» do último «Expresso», coisa nunca ou raramente vista, Carlos Carvalhas e o PCP foram colocados nos «Altos», o que muito deve ter surpreendido os leitores, convencidos que devem estar que a ambos foi há muito atribuído um lugar cativo nos «Baixos».
A razão expressamente invocada para tão excepcional generosidade e isenção do «Expresso» foi o facto de o PCP ser «o único do leque parlamentar que pode reclamar ter proposto medidas concretas e em tempo devido - Novembro de 2002 – para a prevenção da época de fogos».
Se a nossa dignidade fosse compatível com a eterna gratidão por qualquer migalha e a nossa atitude fosse a de trocar o espirito crítico pela reverência perante os «media», nada mais haveria a dizer sobre este assunto.
Acontece porém que não é assim e, por isso, não podemos deixar de registar que a autora do texto do «Expresso», antes mesmo de explicar porque é que Carvalhas e o PCP naquela semana iam para os «Altos», sentiu necessidade de sublinhar que «são raras as vezes que o PCP é legítimo merecedor de aplauso».
Sem dúvida que abona a favor de vários órgãos de informação, incluindo o «Expresso», que, por especial conjunção dos astros ou de evidências, tenham sido capazes de reconhecer em Agosto de 2003 a atempada, persistente e qualificada intervenção do PCP em torno do problema dos fogos florestais.
O que, sendo águas passadas ou talvez não, se lamenta é que essa intervenção do PCP, designadamente durante o último Inverno tenha sido tão desprezada e silenciada na generalidade da comunicação social, o que bem ilustra que os «media» também não se podem pôr de fora da perigosa distracção de só acordar para os incêndios florestais quando eles já devastam tragicamente o país.
E já quanto às «raras as vezes» em que, segundo a jornalista do «Expresso», o PCP seria «merecedor de aplauso», o que acontece é que, se o «Expresso» e outros órgãos de informação fossem capazes de, para além dos incêndios e em relação a muitos outros temas, assuntos e problemas, recuperar e reconstituir a memória da real intervenção do PCP ou, melhor ainda, prestar-lhe atenção «em tempo devido», então é mais que certo que descobririam frequentes motivos de aplauso ao PCP.
Mas para isso seria necessário menos preconceito, menos conservadorismo político, mais procura de informação objectiva, mais pluralismo. E, ponto crucial, que muitos profissionais de informação se convencessem finalmente que os «media» não são toda a realidade e nem sequer um seu algo embaciado espelho.
A razão expressamente invocada para tão excepcional generosidade e isenção do «Expresso» foi o facto de o PCP ser «o único do leque parlamentar que pode reclamar ter proposto medidas concretas e em tempo devido - Novembro de 2002 – para a prevenção da época de fogos».
Se a nossa dignidade fosse compatível com a eterna gratidão por qualquer migalha e a nossa atitude fosse a de trocar o espirito crítico pela reverência perante os «media», nada mais haveria a dizer sobre este assunto.
Acontece porém que não é assim e, por isso, não podemos deixar de registar que a autora do texto do «Expresso», antes mesmo de explicar porque é que Carvalhas e o PCP naquela semana iam para os «Altos», sentiu necessidade de sublinhar que «são raras as vezes que o PCP é legítimo merecedor de aplauso».
Sem dúvida que abona a favor de vários órgãos de informação, incluindo o «Expresso», que, por especial conjunção dos astros ou de evidências, tenham sido capazes de reconhecer em Agosto de 2003 a atempada, persistente e qualificada intervenção do PCP em torno do problema dos fogos florestais.
O que, sendo águas passadas ou talvez não, se lamenta é que essa intervenção do PCP, designadamente durante o último Inverno tenha sido tão desprezada e silenciada na generalidade da comunicação social, o que bem ilustra que os «media» também não se podem pôr de fora da perigosa distracção de só acordar para os incêndios florestais quando eles já devastam tragicamente o país.
E já quanto às «raras as vezes» em que, segundo a jornalista do «Expresso», o PCP seria «merecedor de aplauso», o que acontece é que, se o «Expresso» e outros órgãos de informação fossem capazes de, para além dos incêndios e em relação a muitos outros temas, assuntos e problemas, recuperar e reconstituir a memória da real intervenção do PCP ou, melhor ainda, prestar-lhe atenção «em tempo devido», então é mais que certo que descobririam frequentes motivos de aplauso ao PCP.
Mas para isso seria necessário menos preconceito, menos conservadorismo político, mais procura de informação objectiva, mais pluralismo. E, ponto crucial, que muitos profissionais de informação se convencessem finalmente que os «media» não são toda a realidade e nem sequer um seu algo embaciado espelho.