O professor
João Fernandes.
16 anos, estudante em Setúbal, militante da JCP.
Lê o Avante! na escola, no centro de trabalho ou no autocarro.
Toca para a saída na Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal. João Fernandes põe a mala às costas e leva o Avante! na mão. Quer aproveitar o intervalo para ler mais um bocadinho do jornal.
Esta é uma das suas companhias habituais desde que se tornou militante da JCP há quase dois anos. «A organização explicou-me qual é a importância de ler o Avante!. Disseram-me que o jornal é como um professor: está ali para ensinar. Eu sinto isso, senão não lia. Quando estou a ler, sinto-me claramente bem, a saber de coisas que não fazia ideia que existiam e que a outra comunicação social não passa. Por isso temos de fazer chegar o Avante! a mais pessoas para mostrar que há coisas importantes que não são habitualmente referidas», afirma.
João Fernandes não tem áreas preferidas do jornal, mas alguns temas interessam-lhe mais. Dirigente associativo, as páginas da Juventude são lidas com mais atenção, mas não só: «A situação dos trabalhadores é uma preocupação constante, os assuntos internacionais também. É importante saber o que se anda a passar. O Avante! tem muito que se lhe diga, abrange muitas vertentes e cada uma tem a sua especificidade. Para mim, todas elas são importantes.»
«Em termos de informação, acho que aprendi muito com o Avante!, especialmente nas notícias e artigos que falam da educação e questões como a revisão curricular, o estatuto do estudante não superior e a lei de bases da educação. O Avante! consegue explicar os temas e exemplificar questões gerais ou pormenorizadas que são muito importantes para um dirigente associativo, para podermos chegar ao pé dos estudantes e explicar», refere.
Meio de intervençãos
João Fernandes costuma ler o Público, o Diário de Notícias, o Setubalenses e às vezes o Correio da Manhã, por isso é fácil fazer uma comparação destes jornais com o Avante!. «Há uma coisa que salta à vista: o Avante! apresenta notícias e artigos muito mais críticos e com questões muito mais importantes para a sociedade. Dá um ponto de vista alternativo, de esquerda. Nos outros, por vezes notamos uma certa censura por parte de editores ou dos próprios jornalistas. Dá para ver que no Avante! há mais liberdade de escrita, enquanto os outros jornais se baseiam nos moldes da sociedade capitalista. Isso é visível nos artigos sobre a guerra do Iraque, por exemplo. Se calhar aos outros jornais há temas que não interessa muito abordar, visto serem controlados por quem são», comenta.
Mas, João não é um mero leitor, é também vendedor. Frequentemente participa em vendas do Avante! nas escolas de Setúbal, na baixa da cidade, no centro de camionagem, no mercado, na zona das docas e à porta das empresas. «Aqui nunca senti aqueles olhares que algumas pessoas fazem em Lisboa, não ficam chocadas com a foice e o martelo da primeira página», afirma.
Não foram poucos os professores que já compraram jornais a João. Depois, costumam conversar sobre temas que são abordados naquele número. Porque, afinal, «o Avante! é um meio de intervenção, tem de sair para a rua».
Esta é uma das suas companhias habituais desde que se tornou militante da JCP há quase dois anos. «A organização explicou-me qual é a importância de ler o Avante!. Disseram-me que o jornal é como um professor: está ali para ensinar. Eu sinto isso, senão não lia. Quando estou a ler, sinto-me claramente bem, a saber de coisas que não fazia ideia que existiam e que a outra comunicação social não passa. Por isso temos de fazer chegar o Avante! a mais pessoas para mostrar que há coisas importantes que não são habitualmente referidas», afirma.
João Fernandes não tem áreas preferidas do jornal, mas alguns temas interessam-lhe mais. Dirigente associativo, as páginas da Juventude são lidas com mais atenção, mas não só: «A situação dos trabalhadores é uma preocupação constante, os assuntos internacionais também. É importante saber o que se anda a passar. O Avante! tem muito que se lhe diga, abrange muitas vertentes e cada uma tem a sua especificidade. Para mim, todas elas são importantes.»
«Em termos de informação, acho que aprendi muito com o Avante!, especialmente nas notícias e artigos que falam da educação e questões como a revisão curricular, o estatuto do estudante não superior e a lei de bases da educação. O Avante! consegue explicar os temas e exemplificar questões gerais ou pormenorizadas que são muito importantes para um dirigente associativo, para podermos chegar ao pé dos estudantes e explicar», refere.
Meio de intervençãos
João Fernandes costuma ler o Público, o Diário de Notícias, o Setubalenses e às vezes o Correio da Manhã, por isso é fácil fazer uma comparação destes jornais com o Avante!. «Há uma coisa que salta à vista: o Avante! apresenta notícias e artigos muito mais críticos e com questões muito mais importantes para a sociedade. Dá um ponto de vista alternativo, de esquerda. Nos outros, por vezes notamos uma certa censura por parte de editores ou dos próprios jornalistas. Dá para ver que no Avante! há mais liberdade de escrita, enquanto os outros jornais se baseiam nos moldes da sociedade capitalista. Isso é visível nos artigos sobre a guerra do Iraque, por exemplo. Se calhar aos outros jornais há temas que não interessa muito abordar, visto serem controlados por quem são», comenta.
Mas, João não é um mero leitor, é também vendedor. Frequentemente participa em vendas do Avante! nas escolas de Setúbal, na baixa da cidade, no centro de camionagem, no mercado, na zona das docas e à porta das empresas. «Aqui nunca senti aqueles olhares que algumas pessoas fazem em Lisboa, não ficam chocadas com a foice e o martelo da primeira página», afirma.
Não foram poucos os professores que já compraram jornais a João. Depois, costumam conversar sobre temas que são abordados naquele número. Porque, afinal, «o Avante! é um meio de intervenção, tem de sair para a rua».