Razões falsas da guerra ilegítima
Quatro meses depois do início da agressão ao Iraque, o secretário-geral do PCP lembra as justificações dadas pelo Governo para «atrelar o País a uma guerra ilegítima».
O Governo deve reconhecer que as razões para a guerra eram falsas
«À medida que os dias passam, fica cada vez mais claro o embuste desta guerra e das armas de destruição massiva», denunciou Carlos Carvalhas, em conferência de imprensa realizada no passado dia 17 para assinalar a passagem de quatro meses sobre o início da agressão ao Iraque. Para o secretário-geral do PCP, percebe-se cada vez melhor porque razão os inspectores foram impedidos de voltar ao Iraque, uma vez consumada a ocupação e dominados os recursos energéticos daqueles país pelos Estados Unidos.
Assim, considera o secretário-geral comunista, «não se pode deixar de retirar as respectivas consequências e de pedir responsabilidades ao Governo português que, fazendo suas as pseudo provas de Bush e Blair, mentiu ao povo português, ao Presidente da República e à Assembleia da República». Carlos Carvalhas exige ao Governo que reconheça publicamente que as «afirmações que fez acerca das armas de destruição massiva e sobre a perigosidade do Iraque não tinham sustentação nem eram fiáveis».
O dirigente do PCP considera necessário recordar que por diversas vezes o primeiro-ministro, «sem qualquer hesitação, sem querer ter em conta as afirmações do inspector da ONU, Hans Blix, nem as dúvidas manifestadas por outros estados da União Europeia», afirmou que o Iraque era «um perigo para a Humanidade porque tinha armas de destruição massiva».
Agressão premeditada
«É hoje evidente que a guerra de agressão e ocupação do Iraque nada teve que ver com os pretextos invocados», afirma Carlos Carvalhas. Pelo contrário, esta constitui um «acto de agressão premeditado, de há muito decidido pelos EUA», considera. O secretário-geral do PCP lembra que após ter sido derrotada nos seus esforços para conseguir a cobertura do Conselho de Segurança, a coligação anglo-americana «tomou a grave decisão de bombardear e invadir o Iraque, à revelia da ONU e da legalidade internacional».
Carlos Carvalhas denunciou também a forma utilizada para procurar ganhar aliados e enganar a opinião pública: «com o activo concurso de poderosos meios de comunicação social», recorreu-se às «mais abjectas mentiras e falsificações, como hoje está abundantemente comprovado e como o revelam os embaraços de Bush e de Blair acerca do episódio do urânio que o Iraque teria tentado adquirir em África».
O secretário-geral comunista considera que quatro meses depois do início da guerra confirmam-se as afirmações do PCP acerca das reais motivações dos EUA ao avançar para esta guerra: conquistar os recursos energéticos, consolidar e alargar a sua influência norte-americana na região e redesenhar o mapa político, económico e militar do Médio Oriente à medida dos seus interesses.
O PCP continuará, garantiu, a luta «contra a política do Governo PSD/CDS-PP de vassalagem ao império». Considerando o alinhamento do executivo com a administração Bush como «uma vergonha para o Portugal democrático», Carlos Carvalhas considera urgente inverter a posição de seguidismo do Governo e anular a decisão de enviar para a ocupação do Iraque um contingente da GNR. Quanto ao PCP, reafirma, «fará tudo o que estiver ao seu alcance para prosseguir e reforçar o movimento da Paz em Portugal e, no plano internacional, para fortalecer a cooperação e a unidade na acção dos comunistas e de todas as forças do progresso social e da paz».
Pesados sacrifícios para o povo
«A agressão, invasão e ocupação do Iraque impôs e continua a impor ao povo iraquiano pesados sacrifícios», afirma Carlos Carvalhas. Depois de milhares de mortos civis e das «destruições provocadas por bombardeamentos sem precedentes, assiste-se a um desemprego massivo, às pilhagens generalizadas, às múltiplas faltas de água e energia e à imposição pela violência da ocupação e tutela anglo-americana sobre o Iraque», recorda o secretário-geral do PCP. As potências ocupantes, denuncia, negam ao povo iraquiano o direito de decidir sobre o seu futuro e, «perante a continuada resistência patriótica do povo iraquiano e as baixas que provoca nos invasores», acentuam a repressão e «espezinham os mais elementares direitos, liberdades e garantias».
Esta ocupação, lembra Carvalhas, garante o controlo do petróleo iraquiano pelos EUA e a abertura de «chorudos negócios» às multinacionais. «Ao mesmo tempo que instalam bases militares no Iraque, os EUA multiplicam as pressões e provocações a países ditos do “eixo do mal” e em particular em relação aos países vizinhos como o Irão e a Síria», afirmou.
Assim, considera o secretário-geral comunista, «não se pode deixar de retirar as respectivas consequências e de pedir responsabilidades ao Governo português que, fazendo suas as pseudo provas de Bush e Blair, mentiu ao povo português, ao Presidente da República e à Assembleia da República». Carlos Carvalhas exige ao Governo que reconheça publicamente que as «afirmações que fez acerca das armas de destruição massiva e sobre a perigosidade do Iraque não tinham sustentação nem eram fiáveis».
O dirigente do PCP considera necessário recordar que por diversas vezes o primeiro-ministro, «sem qualquer hesitação, sem querer ter em conta as afirmações do inspector da ONU, Hans Blix, nem as dúvidas manifestadas por outros estados da União Europeia», afirmou que o Iraque era «um perigo para a Humanidade porque tinha armas de destruição massiva».
Agressão premeditada
«É hoje evidente que a guerra de agressão e ocupação do Iraque nada teve que ver com os pretextos invocados», afirma Carlos Carvalhas. Pelo contrário, esta constitui um «acto de agressão premeditado, de há muito decidido pelos EUA», considera. O secretário-geral do PCP lembra que após ter sido derrotada nos seus esforços para conseguir a cobertura do Conselho de Segurança, a coligação anglo-americana «tomou a grave decisão de bombardear e invadir o Iraque, à revelia da ONU e da legalidade internacional».
Carlos Carvalhas denunciou também a forma utilizada para procurar ganhar aliados e enganar a opinião pública: «com o activo concurso de poderosos meios de comunicação social», recorreu-se às «mais abjectas mentiras e falsificações, como hoje está abundantemente comprovado e como o revelam os embaraços de Bush e de Blair acerca do episódio do urânio que o Iraque teria tentado adquirir em África».
O secretário-geral comunista considera que quatro meses depois do início da guerra confirmam-se as afirmações do PCP acerca das reais motivações dos EUA ao avançar para esta guerra: conquistar os recursos energéticos, consolidar e alargar a sua influência norte-americana na região e redesenhar o mapa político, económico e militar do Médio Oriente à medida dos seus interesses.
O PCP continuará, garantiu, a luta «contra a política do Governo PSD/CDS-PP de vassalagem ao império». Considerando o alinhamento do executivo com a administração Bush como «uma vergonha para o Portugal democrático», Carlos Carvalhas considera urgente inverter a posição de seguidismo do Governo e anular a decisão de enviar para a ocupação do Iraque um contingente da GNR. Quanto ao PCP, reafirma, «fará tudo o que estiver ao seu alcance para prosseguir e reforçar o movimento da Paz em Portugal e, no plano internacional, para fortalecer a cooperação e a unidade na acção dos comunistas e de todas as forças do progresso social e da paz».
Pesados sacrifícios para o povo
«A agressão, invasão e ocupação do Iraque impôs e continua a impor ao povo iraquiano pesados sacrifícios», afirma Carlos Carvalhas. Depois de milhares de mortos civis e das «destruições provocadas por bombardeamentos sem precedentes, assiste-se a um desemprego massivo, às pilhagens generalizadas, às múltiplas faltas de água e energia e à imposição pela violência da ocupação e tutela anglo-americana sobre o Iraque», recorda o secretário-geral do PCP. As potências ocupantes, denuncia, negam ao povo iraquiano o direito de decidir sobre o seu futuro e, «perante a continuada resistência patriótica do povo iraquiano e as baixas que provoca nos invasores», acentuam a repressão e «espezinham os mais elementares direitos, liberdades e garantias».
Esta ocupação, lembra Carvalhas, garante o controlo do petróleo iraquiano pelos EUA e a abertura de «chorudos negócios» às multinacionais. «Ao mesmo tempo que instalam bases militares no Iraque, os EUA multiplicam as pressões e provocações a países ditos do “eixo do mal” e em particular em relação aos países vizinhos como o Irão e a Síria», afirmou.