Exterminador ao poder
Em vésperas de chegada às salas de cinema da estreia da terceira versão da série de filmes conhecidas como «O Exterminador» e poucos dias após se ter deslocado ao Iraque para tentar animar as tropas ocupantes ali sediadas, ficámos a saber que Arnold Schwarzenegger não afasta a possibilidade de se candidatar ao cargo de Governador da Califórnia.
Um rasgo de génio esta decisão, reconheça-se, capaz de desmentir todos aqueles que insinuam possuir o dito actor cérebro em porção equivalente à personagem robotizada que interpreta. Comprovada que está a falta de qualidade como actor, e ao que parece a diminuta capacidade de persuasão para convencer os marines deslocados no Iraque da invulnerabilidade da sua missão, Schwarzenegger arrisca-se ao sucesso com esta sua decisão. O homem tem olho. É uma questão de intuição, e alguma lógica. Acompanhe-se o raciocínio: se à Casa Branca e ao exercício da presidência dos Estados Unidos chegaram um sofrível actor de Westerns e filmes de Far West (Reagan), e se à frente da administração americana se encontra quem como presidente da nação se comporta e a conduz no melhor género do que se conhece de filmes de pistoleiros e cowboys (Bush), fundadas e legítimas expectativas alimentará Schwarzenegger de ter na política a sua genuína e ainda não evidenciada vocação. E sobretudo perfil para na melhor tradição das últimas décadas de administração americana aspirar, com inteira e justificada razão a ocupar o seu lugar na Casa Branca. Pouco ou nada lhe falta. Ressalvada alguma escassez cultural ou de inteligência, manifestamente dispensáveis a olhar para quem aspira um dia vir a substituir, o homem já revelou ser capaz do melhor em matéria de violência e rapidez de gatilho, domínio de novos armamentos, invasão de domicílios e velocidade de escoamento de munições, qualidades comprovadamente indispensáveis na condução da diplomacia e da política externa americanas.
Aguardem-se agora com expectativa os desenvolvimentos possíveis desta anunciada intenção e do sucesso que venha a obter. E com mais expectativa o que os Blair deste mundo, e os Durões e José Manuéis Fernandes deste país tenham a dizer sobre a incontestada evidência das mentiras divulgadas e das falsas provas forjadas sobre o regime iraquiano para justificar a invasão, a ocupação e a pilhagem daquele país, que faz deles cúmplices e actores activos da política criminosa que os Estados Unidos vêm impondo ao mundo.
Um rasgo de génio esta decisão, reconheça-se, capaz de desmentir todos aqueles que insinuam possuir o dito actor cérebro em porção equivalente à personagem robotizada que interpreta. Comprovada que está a falta de qualidade como actor, e ao que parece a diminuta capacidade de persuasão para convencer os marines deslocados no Iraque da invulnerabilidade da sua missão, Schwarzenegger arrisca-se ao sucesso com esta sua decisão. O homem tem olho. É uma questão de intuição, e alguma lógica. Acompanhe-se o raciocínio: se à Casa Branca e ao exercício da presidência dos Estados Unidos chegaram um sofrível actor de Westerns e filmes de Far West (Reagan), e se à frente da administração americana se encontra quem como presidente da nação se comporta e a conduz no melhor género do que se conhece de filmes de pistoleiros e cowboys (Bush), fundadas e legítimas expectativas alimentará Schwarzenegger de ter na política a sua genuína e ainda não evidenciada vocação. E sobretudo perfil para na melhor tradição das últimas décadas de administração americana aspirar, com inteira e justificada razão a ocupar o seu lugar na Casa Branca. Pouco ou nada lhe falta. Ressalvada alguma escassez cultural ou de inteligência, manifestamente dispensáveis a olhar para quem aspira um dia vir a substituir, o homem já revelou ser capaz do melhor em matéria de violência e rapidez de gatilho, domínio de novos armamentos, invasão de domicílios e velocidade de escoamento de munições, qualidades comprovadamente indispensáveis na condução da diplomacia e da política externa americanas.
Aguardem-se agora com expectativa os desenvolvimentos possíveis desta anunciada intenção e do sucesso que venha a obter. E com mais expectativa o que os Blair deste mundo, e os Durões e José Manuéis Fernandes deste país tenham a dizer sobre a incontestada evidência das mentiras divulgadas e das falsas provas forjadas sobre o regime iraquiano para justificar a invasão, a ocupação e a pilhagem daquele país, que faz deles cúmplices e actores activos da política criminosa que os Estados Unidos vêm impondo ao mundo.