Contra o desemprego! Pelo emprego!
A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP realizou, na sexta-feira passada, com a participação de Jerónimo de Sousa, membro da Comissão Política, uma Tribuna Pública sobre a realidade do desemprego no distrito
A iniciativa, que decorreu na Baixa do Porto, apontou os pesados custos humanos, económicos e sociais deste fenómeno, realçando o facto de, no mês de Abril, os desempregados inscritos no IEFP terem atingido os 94.228 trabalhadores - 55,4% dos quais mulheres -, o que significa um crescimento de 33% num só ano. Também a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos aumentou de 10.738 para 15.103, ou seja, 40,65%.
Testemunho emocionados deram conta na Tribuna, de verdadeiros dramas resultantes da política económica do governo PSD/PP, que o patronato tem aproveitado: as empresas vão encerrando sem que os seus responsáveis assumam o pagamento das dívidas aos trabalhadores, como há dias aconteceu na Maia com a Arnaud Transitários; outras foram deixando de pagar salários, despediram trabalhadores, desviaram equipamentos, abandonaram a actividade produtiva e encerraram; aumenta a deslocalização de empresas estrangeiras, que enriqueceram em Portugal à custa dos trabalhadores e dos fundos públicos nacionais e comunitários, acrescendo a tudo isto milhares de rescisões forçadas dos contratos de trabalho.
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa denunciou «as erradas opções da política económica do governo», com a «submissão cega às medidas mais draconianas do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a diminuição do investimento público acompanhada da redução da capacidade financeira das autarquias, uma política de privatização a preços da chuva com entrega a privados estrangeiros e nacionais de alavancas fundamentais para o nosso desenvolvimento económico».
A Tribuna Pública fez ainda uma alerta ao Governo Português, já que estão a decorrer negociações sobre os têxteis e confecções na OMC, para liberalização deste sector de enorme peso e importância na região. «É indispensável haver reciprocidade nas concessões e que a Têxtil não sirva para qualquer moeda de troca e que o governo português se empenhe na defesa do sector e aposte no seu desenvolvimento», diz, entretanto, em comunicado, a DORP do PCP.
«Sem abandonar o rigor das contas públicas, é necessário abrandar a pressão do déficit, apostando no investimento, no crescimento da produção de bens transaccionáveis e na inversão da política de crescimento dos salários reais», defendeu ainda Jerónimo de Sousa, para quem é necessário desenvolver a luta por uma política alternativa que promova o emprego e o desenvolvimento económico de Portugal.
A iniciativa, que decorreu na Baixa do Porto, apontou os pesados custos humanos, económicos e sociais deste fenómeno, realçando o facto de, no mês de Abril, os desempregados inscritos no IEFP terem atingido os 94.228 trabalhadores - 55,4% dos quais mulheres -, o que significa um crescimento de 33% num só ano. Também a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos aumentou de 10.738 para 15.103, ou seja, 40,65%.
Testemunho emocionados deram conta na Tribuna, de verdadeiros dramas resultantes da política económica do governo PSD/PP, que o patronato tem aproveitado: as empresas vão encerrando sem que os seus responsáveis assumam o pagamento das dívidas aos trabalhadores, como há dias aconteceu na Maia com a Arnaud Transitários; outras foram deixando de pagar salários, despediram trabalhadores, desviaram equipamentos, abandonaram a actividade produtiva e encerraram; aumenta a deslocalização de empresas estrangeiras, que enriqueceram em Portugal à custa dos trabalhadores e dos fundos públicos nacionais e comunitários, acrescendo a tudo isto milhares de rescisões forçadas dos contratos de trabalho.
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa denunciou «as erradas opções da política económica do governo», com a «submissão cega às medidas mais draconianas do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a diminuição do investimento público acompanhada da redução da capacidade financeira das autarquias, uma política de privatização a preços da chuva com entrega a privados estrangeiros e nacionais de alavancas fundamentais para o nosso desenvolvimento económico».
A Tribuna Pública fez ainda uma alerta ao Governo Português, já que estão a decorrer negociações sobre os têxteis e confecções na OMC, para liberalização deste sector de enorme peso e importância na região. «É indispensável haver reciprocidade nas concessões e que a Têxtil não sirva para qualquer moeda de troca e que o governo português se empenhe na defesa do sector e aposte no seu desenvolvimento», diz, entretanto, em comunicado, a DORP do PCP.
«Sem abandonar o rigor das contas públicas, é necessário abrandar a pressão do déficit, apostando no investimento, no crescimento da produção de bens transaccionáveis e na inversão da política de crescimento dos salários reais», defendeu ainda Jerónimo de Sousa, para quem é necessário desenvolver a luta por uma política alternativa que promova o emprego e o desenvolvimento económico de Portugal.