No bom caminho
Realizada no passado sábado na Quinta da Atalaia, com a participação de Francisco Lopes, da Comissão Política, a 1.ª Assembleia da célula dos trabalhadores da Autoeuropa constatou que as medidas orgânicas tomadas há cerca de um ano estão a começar a dar os primeiros frutos. Os comunistas da empresa reúnem já com regularidade e elegeram recentemente um secretariado de célula, composto por sete elementos. A edição de um boletim próprio e o aumento da venda e divulgação do Avante! foram outras das conquistas mais recentes.
O reforço orgânico da célula do Partido na empresa não deixou de se repercutir nos órgãos representativos dos trabalhadores. Nas eleições para a comissão sindical, marcadas por uma grande participação, os comunistas reforçaram a sua presença neste órgão. Ao mesmo tempo, é a própria influência dos sindicatos que aumenta entre os trabalhadores da Autoeuropa, bem como das restantes empresas do parque industrial. Sobretudo a do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas, afirma a resolução aprovada. «Hoje podemos dizer que os sindicatos afectos à CGTP representam 74 por cento dos sindicalizados na empresa», concluiu-se na assembleia.
A constatação dos passos positivos que foram dados não significa esquecer as muitas debilidades e dificuldades com que os comunistas se deparam. A dispersão geográfica do local de residência dos trabalhadores e a reduzida consciência de classe de muitos trabalhadores são talvez os maiores obstáculos à influência do PCP e dos sindicatos. Com uma média de idades muito baixa – 27 anos –, os trabalhadores da Autoeuropa são, na sua maioria, muito inexperientes, do que resulta uma relativamente «pouca disponibilidade para a luta».
Mas esta tendência tem-se vindo a alterar e a consciência «vai aumentando», afirmou-se na assembleia. Isto é facilmente verificado pela mobilização dos trabalhadores às várias acções de luta realizadas, nomeadamente a manifestação de 29 de Outubro e a adesão de cerca de 86 por cento à Greve Geral de 10 de Dezembro.
O reforço orgânico da célula do Partido na empresa não deixou de se repercutir nos órgãos representativos dos trabalhadores. Nas eleições para a comissão sindical, marcadas por uma grande participação, os comunistas reforçaram a sua presença neste órgão. Ao mesmo tempo, é a própria influência dos sindicatos que aumenta entre os trabalhadores da Autoeuropa, bem como das restantes empresas do parque industrial. Sobretudo a do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas, afirma a resolução aprovada. «Hoje podemos dizer que os sindicatos afectos à CGTP representam 74 por cento dos sindicalizados na empresa», concluiu-se na assembleia.
A constatação dos passos positivos que foram dados não significa esquecer as muitas debilidades e dificuldades com que os comunistas se deparam. A dispersão geográfica do local de residência dos trabalhadores e a reduzida consciência de classe de muitos trabalhadores são talvez os maiores obstáculos à influência do PCP e dos sindicatos. Com uma média de idades muito baixa – 27 anos –, os trabalhadores da Autoeuropa são, na sua maioria, muito inexperientes, do que resulta uma relativamente «pouca disponibilidade para a luta».
Mas esta tendência tem-se vindo a alterar e a consciência «vai aumentando», afirmou-se na assembleia. Isto é facilmente verificado pela mobilização dos trabalhadores às várias acções de luta realizadas, nomeadamente a manifestação de 29 de Outubro e a adesão de cerca de 86 por cento à Greve Geral de 10 de Dezembro.