Mais «caso»
O «caso Felgueiras» continua na ordem do dia, nomeadamente através de dois episódios rocambolescos que se vieram acrescentar à fuga da ex-presidente da Câmara, Fátima Felgueiras: o primeiro, foi a inadmissível agressão à estalada do dirigente do PS Francisco Assis quando este se deslocou à localidade, o outro foi a inacreditável recusa dos eleitos do PS, numa reunião da Assembleia Municipal da autarquia, a pedirem a demissão dos cargos e desencadearem a convocação de eleições antecipadas.
Em primeiro lugar – e em relação ao primeiro episódio – convém deixar bem claro que os energúmenos que provocaram e agrediram Francisco Assis de modo algum espelham ou representam a população de Felgueiras.
Por duas razões.
Uma, porque não são umas dezenas de indivíduos aos berros numa turbamulta que representam seja quem for - e os agressores directos nem às dezenas chegariam.
Outra, porque era evidente – é sempre evidente, em casos do pretensa «justiça popular» - que havia ali, no aparente «descontrolo» da populaça, uma deliberada acção provocatória conduzida não se sabe por quem. Mas não era, de certeza, conduzida pela «população de Felgueiras», aliás toda ela bem sossegada em suas casas na altura dos acontecimentos.
Já faz parte da história recente do nosso País os pretensos «levantamentos populares» que, no ano de 1975, quadrilhas organizadas pela contra-revolução encenavam país fora para destruir e incendiar sedes do PCP, actos de banditismo que, depois, a direita em geral e a política de direita em particular apelidavam de «vagas de fundo» e «revoltas populares» para as legitimar, enquanto as populações, atónitas e amedrontadas, aguardavam recolhidas em casa a evolução dos acontecimentos.
Portanto, parem lá com as generalizações acerca da «população de Felgueiras» como responsável destes lamentáveis factos porque, em rigor, a dita população de Felgueiras não tem mais a ver com os acontecimentos que todas as outras populações do País, que também não foram vistas nem achadas no reboliço montado à visita de Francisco Assis.
Além do mais, até nem há-de ser difícil apurar quem estimulou e participou nos desacatos, dado que foram amplamente filmados pelos diversos canais de televisão.
Seja como for, é absolutamente ilegítimo, obviamente incorrecto e rotundamente falso atribuir à «população de Felgueiras» a condução dos desacatos e, sobretudo, pretender que eles materializam apoio popular à conduta de Fátima Felgueiras.
Já o mesmo não se pode dizer dos actuais eleitos do PS na Câmara Municipal de Felgueiras, pois a sua recusa em apresentarem a demissão após a fuga de Fátima Felgueiras para o Brasil só pode ser entendida como um apoio explícito quer à fugitiva, quer à sua anterior gestão, que teimam em garantir imaculada – tão imaculada que não admitem que os tribunais a avaliem…
Já entrou igualmente, não na história mas no anedotário nacional, esta curiosa postura dos eleitos autárquicos do PS na Câmara de Felgueiras.
Repetindo o argumento da própria Fátima Felgueiras - quando esta invocava a sua vitória eleitoral como único «julgamento» a que admitia submeter-se -, os seus parceiros na gestão autárquica recusam-se agora a abandonar voluntariamente os cargos porque se consideram «legitimados» pelo voto popular que os elegeu.
O facto de a candidatura com que se apresentaram se encontrar, toda ela, sob manifesta suspeita dos tribunais não parece perturbar estes convictos democratas que, pelos vistos, entendem que uma eleição autárquica outorga uma espécie de mandato divino.
O pior é que o mandato que tanto resguardam está crivado de falhas… muito terrenas.
Em primeiro lugar – e em relação ao primeiro episódio – convém deixar bem claro que os energúmenos que provocaram e agrediram Francisco Assis de modo algum espelham ou representam a população de Felgueiras.
Por duas razões.
Uma, porque não são umas dezenas de indivíduos aos berros numa turbamulta que representam seja quem for - e os agressores directos nem às dezenas chegariam.
Outra, porque era evidente – é sempre evidente, em casos do pretensa «justiça popular» - que havia ali, no aparente «descontrolo» da populaça, uma deliberada acção provocatória conduzida não se sabe por quem. Mas não era, de certeza, conduzida pela «população de Felgueiras», aliás toda ela bem sossegada em suas casas na altura dos acontecimentos.
Já faz parte da história recente do nosso País os pretensos «levantamentos populares» que, no ano de 1975, quadrilhas organizadas pela contra-revolução encenavam país fora para destruir e incendiar sedes do PCP, actos de banditismo que, depois, a direita em geral e a política de direita em particular apelidavam de «vagas de fundo» e «revoltas populares» para as legitimar, enquanto as populações, atónitas e amedrontadas, aguardavam recolhidas em casa a evolução dos acontecimentos.
Portanto, parem lá com as generalizações acerca da «população de Felgueiras» como responsável destes lamentáveis factos porque, em rigor, a dita população de Felgueiras não tem mais a ver com os acontecimentos que todas as outras populações do País, que também não foram vistas nem achadas no reboliço montado à visita de Francisco Assis.
Além do mais, até nem há-de ser difícil apurar quem estimulou e participou nos desacatos, dado que foram amplamente filmados pelos diversos canais de televisão.
Seja como for, é absolutamente ilegítimo, obviamente incorrecto e rotundamente falso atribuir à «população de Felgueiras» a condução dos desacatos e, sobretudo, pretender que eles materializam apoio popular à conduta de Fátima Felgueiras.
Já o mesmo não se pode dizer dos actuais eleitos do PS na Câmara Municipal de Felgueiras, pois a sua recusa em apresentarem a demissão após a fuga de Fátima Felgueiras para o Brasil só pode ser entendida como um apoio explícito quer à fugitiva, quer à sua anterior gestão, que teimam em garantir imaculada – tão imaculada que não admitem que os tribunais a avaliem…
Já entrou igualmente, não na história mas no anedotário nacional, esta curiosa postura dos eleitos autárquicos do PS na Câmara de Felgueiras.
Repetindo o argumento da própria Fátima Felgueiras - quando esta invocava a sua vitória eleitoral como único «julgamento» a que admitia submeter-se -, os seus parceiros na gestão autárquica recusam-se agora a abandonar voluntariamente os cargos porque se consideram «legitimados» pelo voto popular que os elegeu.
O facto de a candidatura com que se apresentaram se encontrar, toda ela, sob manifesta suspeita dos tribunais não parece perturbar estes convictos democratas que, pelos vistos, entendem que uma eleição autárquica outorga uma espécie de mandato divino.
O pior é que o mandato que tanto resguardam está crivado de falhas… muito terrenas.