Jobs, boys & girls
O PSD, fantasiado de oposição, acompanhou a denúncia pelo PCP no final do Governo PS/Guterres dos doze mil boys & girls, nomeados sem concurso, para cargos de direcção, gabinetes de ministros e afins e comissões de trabalho.
Depois, o programa deste Governo para a Administração Pública, em contraponto às «clientelas» do PS, preconizava a «...introdução decisiva de uma cultura de excelência norteada por princípios de avaliação e reconhecimento do mérito...».
Para os trabalhadores da Função Pública, destas palavras, sobra hoje o pacote laboral, o congelamento de salários e carreiras, o subfinanciamento dos serviços, as rescisões, a «disponibilidade», a ameaça de novas «surpresas» da Ministra Ferreira Leite e a proposta de Carlos Encarnação de acabar de vez com os concursos públicos.
E as juras de rigor e imposições do déficit, quando se trata do pessoal da cor. valem, conforme o Diário da República, 3095 boys & girls nomeados sem concurso até fim de Março, dos quais 2029 para cargos de direcção ou equiparados e, até à remodelação, 962 para os gabinetes de membros do Governo - sem contar os jobs nos hospitais-sociedades anónimas, institutos públicos, empresas com capitais do Estado, etc.
Mais que uma opção clientelar é uma multidão de «comissários políticos» da direita e dos interesses em assalto a áreas sensíveis do aparelho de Estado - Serradas Duarte, de ex-espião dos assassínios dos GAL para «colaborador» do Sec. Estado da Admin. Interna, Alberto Coelho e Manuel Brandão da assessoria do CDS, um para Dir. Geral de Pessoal e Recrutamento Militar, outro para Vogal nas contrapartidas das aquisições militares, Pedro Guerra do «Independente» de todas as manobras e Miguel Guedes da SIC, um para «assessor político», outro de imprensa do «Ministro dos velhinhos», ambos auferindo 4888 Euros/mês.
Entre estes boys & girls há, em todos os ministérios, uma nova «elite» para, por via burocrática e dilatória, impedir que se consumem certos investimentos públicos, inclusive alguns já consignados em Lei Orçamental. São os super boys da Ministra das Finanças, um «governo sombra» do fundamentalismo do déficit, de que se diz que manda às vezes mais que os Ministros, (coitadinhos!).
Já esteve mais longe o dia em que os barões da direita vão ajustar as contas deste rosário e «remodelar» boys, girls e «bodes expiatórios» do fracasso das políticas deste Governo.
Uma remodelação democrática – para todos eles– é que era uma ideia.
Depois, o programa deste Governo para a Administração Pública, em contraponto às «clientelas» do PS, preconizava a «...introdução decisiva de uma cultura de excelência norteada por princípios de avaliação e reconhecimento do mérito...».
Para os trabalhadores da Função Pública, destas palavras, sobra hoje o pacote laboral, o congelamento de salários e carreiras, o subfinanciamento dos serviços, as rescisões, a «disponibilidade», a ameaça de novas «surpresas» da Ministra Ferreira Leite e a proposta de Carlos Encarnação de acabar de vez com os concursos públicos.
E as juras de rigor e imposições do déficit, quando se trata do pessoal da cor. valem, conforme o Diário da República, 3095 boys & girls nomeados sem concurso até fim de Março, dos quais 2029 para cargos de direcção ou equiparados e, até à remodelação, 962 para os gabinetes de membros do Governo - sem contar os jobs nos hospitais-sociedades anónimas, institutos públicos, empresas com capitais do Estado, etc.
Mais que uma opção clientelar é uma multidão de «comissários políticos» da direita e dos interesses em assalto a áreas sensíveis do aparelho de Estado - Serradas Duarte, de ex-espião dos assassínios dos GAL para «colaborador» do Sec. Estado da Admin. Interna, Alberto Coelho e Manuel Brandão da assessoria do CDS, um para Dir. Geral de Pessoal e Recrutamento Militar, outro para Vogal nas contrapartidas das aquisições militares, Pedro Guerra do «Independente» de todas as manobras e Miguel Guedes da SIC, um para «assessor político», outro de imprensa do «Ministro dos velhinhos», ambos auferindo 4888 Euros/mês.
Entre estes boys & girls há, em todos os ministérios, uma nova «elite» para, por via burocrática e dilatória, impedir que se consumem certos investimentos públicos, inclusive alguns já consignados em Lei Orçamental. São os super boys da Ministra das Finanças, um «governo sombra» do fundamentalismo do déficit, de que se diz que manda às vezes mais que os Ministros, (coitadinhos!).
Já esteve mais longe o dia em que os barões da direita vão ajustar as contas deste rosário e «remodelar» boys, girls e «bodes expiatórios» do fracasso das políticas deste Governo.
Uma remodelação democrática – para todos eles– é que era uma ideia.