PCP - um partido indispensável
Nas últimas semanas, à perspectiva, colocada por jornalistas, de o PS, num futuro próximo, poder vir a fazer alianças com o PCP, nomeadamente no campo das soluções governativas, o secretário geral do PS, Ferro Rodrigues, tem vindo a responder com observações e acusações em relação ao PCP.
Sem o PCP ou contra o PCP não há qualquer alternativa de esquerda
Entre outros mimos, que há décadas fazem parte do arsenal anticomunista, Ferro Rodrigues acusa o PCP, nomeadamente, de não estar de acordo com a construção da União Europeia e de ser ortodoxo e, bem ao jeito dos manuais da guerra psicológica, ficou-se pela afirmação e insinuação. Razão por que se impõem algumas perguntas.
Será que estava a pensar na «ortodoxa» oposição e denúncia que o PCP fez, há muito tempo, do pacto de estabilidade e das suas consequências para o País e para o povo português? Enquanto o PS, o considerava e considera como um instrumento muito importante para resolver os problemas do País?
Estaria o Sr. Ferro Rodrigues a lembrar-se de um documento entregue pelo PCP ao Governo de que ele fazia parte, respondendo a um apelo do ex-primeiro ministro para que os partidos da oposição apresentassem propostas para a elaboração do plano e orçamento do ano de 2001? E onde constavam os eixos fundamentais para uma nova política, nomeadamente a dinamização do mercado interno através do aumento das pensões e dos salários que levasse à recuperação do poder de compra dos trabalhadores e, como consequência, ao aumento da produção e riqueza nacional? E cuja resposta do Governo/PS foi ignorar por completo as propostas que tinha solicitado, preferindo continuar com uma política de alinhamento com o grande capital numa escandalosa subordinação aos seus interesses de classe e atentatória dos direitos de quem trabalha?
Ou estaria a referir-se à exigência, feita pelo PCP ao Governo PS, para que respeitasse as decisões da Assembleia da República e aplicasse a lei que taxava os lucros adquiridos pelo grande capital na especulação bolsista? A verdade é que, logo que os mandões da finança gritaram um bocado mais alto, o Governo PS agachou-se, beijou-lhes a mão e pediu-lhes desculpa prometendo não fazer mais asneiras, promessa que, aliás, cumpriu. Entretanto, já na oposição, votou contra a proposta do PCP onde se propunha de novo que essas mais valias fossem sujeitas a imposto.
Rejeitar chantagens
O PCP não partilha de nenhuma visão estreita ou exclusivista sobre as contribuições necessárias para a construção de uma alternativa de esquerda. Mas sublinha de igual modo que, se é verdade que outras forças e sectores são indispensáveis para a realização desse objectivo, também sem este PCP ou contra este PCP não há qualquer alternativa de esquerda digna desse nome.
E para desconsolo daqueles que gostariam de ver o PCP abandonar a luta pela liquidação da sociedade capitalista, aqui se afirmam e confirmam alguns princípios:
- O PCP afirma e confirma a sua independência de classe e soberania de decisões, e não cede à pressão e à chantagem ideológica e política do capital e dos seus colaboradores;
- o PCP afirma e confirma que é e será, não apenas no nome, mas na sua política e nas suas posições e atitudes, um Partido Comunista.
Dependendo de forma essencial e determinante do reforço orgânico, político e eleitoral do PCP, a luta pela construção de uma alternativa democrática reclama dos comunistas e do seu Partido a confiante afirmação, em todos os planos da sua intervenção, do valor próprio e distintivo das suas propostas e do seu projecto político; um persistente esforço para esclarecer através da acção e da palavra, a verdade sobre o que o PCP é, faz, defende e quer, para que, possa rasgar a espessa cortina de falsidades, deturpações e caricaturas diariamente forjadas e repetidas, para enraizar preconceitos e desconfianças em relação ao PCP e um revigorado empenho em criar e aprofundar os laços com a classe operária, com os trabalhadores, com a juventude, com os agricultores, com as micro, pequenas e médias empresas, com os intelectuais e quadros técnicos, com todos os cidadãos que já partilham da convicção - ou que a podem ganhar - de que há um outro rumo e outro caminho à esquerda para Portugal, que para o conquistar o que mais conta e contará sempre é a sua opinião e a sua luta.
Será que estava a pensar na «ortodoxa» oposição e denúncia que o PCP fez, há muito tempo, do pacto de estabilidade e das suas consequências para o País e para o povo português? Enquanto o PS, o considerava e considera como um instrumento muito importante para resolver os problemas do País?
Estaria o Sr. Ferro Rodrigues a lembrar-se de um documento entregue pelo PCP ao Governo de que ele fazia parte, respondendo a um apelo do ex-primeiro ministro para que os partidos da oposição apresentassem propostas para a elaboração do plano e orçamento do ano de 2001? E onde constavam os eixos fundamentais para uma nova política, nomeadamente a dinamização do mercado interno através do aumento das pensões e dos salários que levasse à recuperação do poder de compra dos trabalhadores e, como consequência, ao aumento da produção e riqueza nacional? E cuja resposta do Governo/PS foi ignorar por completo as propostas que tinha solicitado, preferindo continuar com uma política de alinhamento com o grande capital numa escandalosa subordinação aos seus interesses de classe e atentatória dos direitos de quem trabalha?
Ou estaria a referir-se à exigência, feita pelo PCP ao Governo PS, para que respeitasse as decisões da Assembleia da República e aplicasse a lei que taxava os lucros adquiridos pelo grande capital na especulação bolsista? A verdade é que, logo que os mandões da finança gritaram um bocado mais alto, o Governo PS agachou-se, beijou-lhes a mão e pediu-lhes desculpa prometendo não fazer mais asneiras, promessa que, aliás, cumpriu. Entretanto, já na oposição, votou contra a proposta do PCP onde se propunha de novo que essas mais valias fossem sujeitas a imposto.
Rejeitar chantagens
O PCP não partilha de nenhuma visão estreita ou exclusivista sobre as contribuições necessárias para a construção de uma alternativa de esquerda. Mas sublinha de igual modo que, se é verdade que outras forças e sectores são indispensáveis para a realização desse objectivo, também sem este PCP ou contra este PCP não há qualquer alternativa de esquerda digna desse nome.
E para desconsolo daqueles que gostariam de ver o PCP abandonar a luta pela liquidação da sociedade capitalista, aqui se afirmam e confirmam alguns princípios:
- O PCP afirma e confirma a sua independência de classe e soberania de decisões, e não cede à pressão e à chantagem ideológica e política do capital e dos seus colaboradores;
- o PCP afirma e confirma que é e será, não apenas no nome, mas na sua política e nas suas posições e atitudes, um Partido Comunista.
Dependendo de forma essencial e determinante do reforço orgânico, político e eleitoral do PCP, a luta pela construção de uma alternativa democrática reclama dos comunistas e do seu Partido a confiante afirmação, em todos os planos da sua intervenção, do valor próprio e distintivo das suas propostas e do seu projecto político; um persistente esforço para esclarecer através da acção e da palavra, a verdade sobre o que o PCP é, faz, defende e quer, para que, possa rasgar a espessa cortina de falsidades, deturpações e caricaturas diariamente forjadas e repetidas, para enraizar preconceitos e desconfianças em relação ao PCP e um revigorado empenho em criar e aprofundar os laços com a classe operária, com os trabalhadores, com a juventude, com os agricultores, com as micro, pequenas e médias empresas, com os intelectuais e quadros técnicos, com todos os cidadãos que já partilham da convicção - ou que a podem ganhar - de que há um outro rumo e outro caminho à esquerda para Portugal, que para o conquistar o que mais conta e contará sempre é a sua opinião e a sua luta.