Quinze admitem uso da força
Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus apadrinharam a proposta da presidência grega da UE de se forjar a prazo uma «estratégia europeia de segurança», anunciou, na sexta-feira passada, o chefe da diplomacia grego, Georges Papandréou.
Esta estratégia, elaborada com base no modelo da «National Security Strategy» (estratégia de segurança nacional) dos Estados Unidos, poderá admitir claramente «o uso da força», se bem que como último recurso, em caso de uma crise relacionada, por exemplo, com as armas de destruição em massa, referiu o ministro grego.
«Decidimos hoje que será necessário dotarmo-nos de uma doutrina de segurança europeia, um conceito estratégico europeu», referiu Papandréou após a reunião informal com os seus homólogos dos quinze e dos dez futuros membros da UE alargada, na ilha grega de Kastellorizo.
Os ministros não tomaram qualquer decisão formal, mas Papandréou sublinhou que se tinha obtido «um consenso» durante o encontro.
O Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE, Javier Solana, foi encarregado de apresentar propostas, que serão discutidas em meados de Junho entre os ministros, e depois a nível dos chefes de Estado e de governo, na cimeira de Salónica, em 20 e 21 de Junho.
A futura doutrina terá por objectivo fixar as prioridades da UE em matéria de segurança e que poderão passar pelo combate às armas de destruição em massa ou ao terrorismo.
«De um ponto de vista histórico, as armas de destruição em massa e a sua proliferação são provavelmente tão desestabilizadoras como a invenção da pólvora», afirmou Papandréou. «O nosso principal desafio é acompanhar esta proliferação, mas temos também a proliferação de grupos e de nações irresponsáveis», acrescentou .
Interrogado sobre a possibilidade de a UE apoiar no futuro o recurso à força em casos de crises como a do Iraque, o ministro grego garantiu que a UE não tencionava ignorar «os grandes problemas do mundo». «Isso não quer dizer que a nossa primeira opção seja o uso da força. Gostaríamos de, no quadro das Nações Unidas, esgotar todos os meios pacíficos, mas não excluiremos a utilização da força».
Após as divisões que prevaleceram durante a crise iraquiana, Javier Solana realçou, após o encontro, «a atmosfera esplêndida» das discussões. «Foi um debate sedutor, muito interessante no plano intelectual», afirmou o Alto Representante.
Esta estratégia, elaborada com base no modelo da «National Security Strategy» (estratégia de segurança nacional) dos Estados Unidos, poderá admitir claramente «o uso da força», se bem que como último recurso, em caso de uma crise relacionada, por exemplo, com as armas de destruição em massa, referiu o ministro grego.
«Decidimos hoje que será necessário dotarmo-nos de uma doutrina de segurança europeia, um conceito estratégico europeu», referiu Papandréou após a reunião informal com os seus homólogos dos quinze e dos dez futuros membros da UE alargada, na ilha grega de Kastellorizo.
Os ministros não tomaram qualquer decisão formal, mas Papandréou sublinhou que se tinha obtido «um consenso» durante o encontro.
O Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE, Javier Solana, foi encarregado de apresentar propostas, que serão discutidas em meados de Junho entre os ministros, e depois a nível dos chefes de Estado e de governo, na cimeira de Salónica, em 20 e 21 de Junho.
A futura doutrina terá por objectivo fixar as prioridades da UE em matéria de segurança e que poderão passar pelo combate às armas de destruição em massa ou ao terrorismo.
«De um ponto de vista histórico, as armas de destruição em massa e a sua proliferação são provavelmente tão desestabilizadoras como a invenção da pólvora», afirmou Papandréou. «O nosso principal desafio é acompanhar esta proliferação, mas temos também a proliferação de grupos e de nações irresponsáveis», acrescentou .
Interrogado sobre a possibilidade de a UE apoiar no futuro o recurso à força em casos de crises como a do Iraque, o ministro grego garantiu que a UE não tencionava ignorar «os grandes problemas do mundo». «Isso não quer dizer que a nossa primeira opção seja o uso da força. Gostaríamos de, no quadro das Nações Unidas, esgotar todos os meios pacíficos, mas não excluiremos a utilização da força».
Após as divisões que prevaleceram durante a crise iraquiana, Javier Solana realçou, após o encontro, «a atmosfera esplêndida» das discussões. «Foi um debate sedutor, muito interessante no plano intelectual», afirmou o Alto Representante.