Acesso dificultado
Em média, mais de um terço dos cidadãos europeus não participa actualmente em nenhuma forma de ensino ou formação. A falta de tempo e de dinheiro são os principais obstáculos.
Dois terços dos portugueses não sabem utilizar um computador
Nove em cada dez europeus consideram que a aprendizagem ao longo da vida é importante, segundo um inquérito Eurobarómetro, realizado pela Direcção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia e divulgado na passada segunda-feira.
No entanto, se na Alemanha e na Islândia esta opinião recolheu quase a unanimidade dos inquiridos (mais de 18 mil no total), países como a Bélgica, Irlanda, Holanda e Grécia mostraram-se mais cépticos. A grande maioria dos cidadãos (oito em dez) considera que a aprendizagem ao longo da vida visa objectivos não só económicos mas também sociais. Por isso, afirmam, esta deve ser acessível a pessoas de todas as idades e não deve limitar-se aos jovens, ou aos idosos, mas sim constituir um processo contínuo ao longo da vida.
Porém, para que tal se concretize, como reconheceu a comissária europeia da Educação e Cultura, Viviane Reding, «devemos mobilizar mais recursos» para que seja possível garantir a aprendizagem «sobretudo às pessoas que dela mais necessitam e para as quais o acesso é mais difícil».
E é este paradoxo que caracteriza a actual situação na União Europeia. Os países mais desenvolvidos são os que apresentam os índices mais elevados, o mesmo se passando em relação aos extractos sociais mais favorecidos. Ou seja, o inquérito confirma que as pessoas com níveis de educação e profissionais elevados participam mais frequentemente na educação e formação.
Em média, 58 por cento dos entrevistados responderam que sabem utilizar um computador, 50 por cento sabem utilizar a Internet. Contudo, na Grécia e em Portugal, dois terços dos inquiridos indicaram não saber utilizar o computador.
Nos países nórdicos, a percentagem de inquiridos que não participa no ensino ou na formação é inferior a 50 por cento, ao passo que em Portugal apenas dois em cada dez cidadãos afirmaram ter frequentado actividades de aprendizagem durante o ano anterior. A percentagem de pessoas que dizem não estar interessadas na aprendizagem é especialmente elevada em Espanha (47%) e em Portugal (50%).
Este inquérito insere-se no âmbito da comunicação da Comissão Europeia intitulada «Tornar o espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida uma realidade», de Novembro de 2001. Na sua apresentação, Viviane Reding, revelou que os estados-membros foram convidados a apresentar relatórios nacionais sobre o tema até final do presente mês de Maio.
No entanto, se na Alemanha e na Islândia esta opinião recolheu quase a unanimidade dos inquiridos (mais de 18 mil no total), países como a Bélgica, Irlanda, Holanda e Grécia mostraram-se mais cépticos. A grande maioria dos cidadãos (oito em dez) considera que a aprendizagem ao longo da vida visa objectivos não só económicos mas também sociais. Por isso, afirmam, esta deve ser acessível a pessoas de todas as idades e não deve limitar-se aos jovens, ou aos idosos, mas sim constituir um processo contínuo ao longo da vida.
Porém, para que tal se concretize, como reconheceu a comissária europeia da Educação e Cultura, Viviane Reding, «devemos mobilizar mais recursos» para que seja possível garantir a aprendizagem «sobretudo às pessoas que dela mais necessitam e para as quais o acesso é mais difícil».
E é este paradoxo que caracteriza a actual situação na União Europeia. Os países mais desenvolvidos são os que apresentam os índices mais elevados, o mesmo se passando em relação aos extractos sociais mais favorecidos. Ou seja, o inquérito confirma que as pessoas com níveis de educação e profissionais elevados participam mais frequentemente na educação e formação.
Em média, 58 por cento dos entrevistados responderam que sabem utilizar um computador, 50 por cento sabem utilizar a Internet. Contudo, na Grécia e em Portugal, dois terços dos inquiridos indicaram não saber utilizar o computador.
Nos países nórdicos, a percentagem de inquiridos que não participa no ensino ou na formação é inferior a 50 por cento, ao passo que em Portugal apenas dois em cada dez cidadãos afirmaram ter frequentado actividades de aprendizagem durante o ano anterior. A percentagem de pessoas que dizem não estar interessadas na aprendizagem é especialmente elevada em Espanha (47%) e em Portugal (50%).
Este inquérito insere-se no âmbito da comunicação da Comissão Europeia intitulada «Tornar o espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida uma realidade», de Novembro de 2001. Na sua apresentação, Viviane Reding, revelou que os estados-membros foram convidados a apresentar relatórios nacionais sobre o tema até final do presente mês de Maio.