Ameaças de hoje
No curto espaço de dois dias, dois responsáveis da administração Bush acusaram a Síria e o Irão de hostilizar os EUA e ameaçaram com retaliações.
O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, exigiu no domingo que o Irão ponha termo às tentativas de conseguir armas de destruição maciça e que a Síria deixe de apoiar o terrorismo. Foi a segunda vez, no curto espaço de 48 horas, que responsáveis norte-americanos acusaram aqueles dois países de estarem a atrapalhar os planos de Washington.
Na sexta-feira, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, abriu as hostilidades afirmando que a Síria está a autorizar a entrada de material de guerra para o Iraque, incluindo visores nocturnos, uma atitude considerada «hostil» por Washington.
Falando para os membros do American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), um grupo de pressão norte-americano pró-Israel, Powell foi mais longe e afirmou que a Síria «enfrenta uma escolha crítica».
«A Síria pode continuar a apoiar grupos terroristas no regime moribundo de Saddam Hussein, ou pode seguir um rumo diferente e mais promissor», disse Powell, acrescentando que em qualquer dos casos «está nas mãos da Síria a responsabilidade por suas escolhas e pelas consequências».
Perante as centenas de judeus norte-americanos que assistiam à 44ª Conferência do AIPAC, Colin Powell prometeu que os EUA acabarão com «as armas de destruição maciça do Médio Oriente» e exortou o Irão a deixar de apoiar o terrorismo contra Israel e a pôr termo «à sua procura de armas de destruição maciça e da capacidade de as produzir».
O cacete e a cenoura
O Irão - incluído por George W. Bush no «eixo do mal», ao lado do Iraque e da Coreia do Norte, no seu discurso sobre o Estado da União, de Janeiro de 2002 - respondeu às acusações garantindo que as duas instalações nucleares de que dispõe não se destinam a fins militares. As autoridades de Teerão negaram também que o Irão esteja a treinar combatentes iraquianos ligados a um grupo da oposição, com base em território iraniano, como afirmou a semana passada Donald Rumsfeld.
O governo sírio rejeitou igualmente as acusações de Rumsfeld. «Isso não tem fundamento, não é verdadeiro e é injusto», declarou no domingo o embaixador da Síria nos EUA, Rostom al-Zoubi. «Nós respeitamos e temos um compromisso com a legitimidade internacional, e a Síria não faz nem fez nada que violasse a legitimidade internacional», acrescentou.
Entretanto, na sua intervenção, Colin Powell não se ficou pelas ameaças e anunciou «recompensas» aos países que optarem «pela paz e pela democracia». Lembrando as promessas de Bush nos seu «desafio do milénio», Powell garantiu que os EUA «darão grandes somas de dinheiro àqueles países que assumam um verdadeiro compromisso com a democracia», que implantem governos justos, que invistam nas suas populações e que sigam o caminho da liberdade económica.
Na sexta-feira, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, abriu as hostilidades afirmando que a Síria está a autorizar a entrada de material de guerra para o Iraque, incluindo visores nocturnos, uma atitude considerada «hostil» por Washington.
Falando para os membros do American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), um grupo de pressão norte-americano pró-Israel, Powell foi mais longe e afirmou que a Síria «enfrenta uma escolha crítica».
«A Síria pode continuar a apoiar grupos terroristas no regime moribundo de Saddam Hussein, ou pode seguir um rumo diferente e mais promissor», disse Powell, acrescentando que em qualquer dos casos «está nas mãos da Síria a responsabilidade por suas escolhas e pelas consequências».
Perante as centenas de judeus norte-americanos que assistiam à 44ª Conferência do AIPAC, Colin Powell prometeu que os EUA acabarão com «as armas de destruição maciça do Médio Oriente» e exortou o Irão a deixar de apoiar o terrorismo contra Israel e a pôr termo «à sua procura de armas de destruição maciça e da capacidade de as produzir».
O cacete e a cenoura
O Irão - incluído por George W. Bush no «eixo do mal», ao lado do Iraque e da Coreia do Norte, no seu discurso sobre o Estado da União, de Janeiro de 2002 - respondeu às acusações garantindo que as duas instalações nucleares de que dispõe não se destinam a fins militares. As autoridades de Teerão negaram também que o Irão esteja a treinar combatentes iraquianos ligados a um grupo da oposição, com base em território iraniano, como afirmou a semana passada Donald Rumsfeld.
O governo sírio rejeitou igualmente as acusações de Rumsfeld. «Isso não tem fundamento, não é verdadeiro e é injusto», declarou no domingo o embaixador da Síria nos EUA, Rostom al-Zoubi. «Nós respeitamos e temos um compromisso com a legitimidade internacional, e a Síria não faz nem fez nada que violasse a legitimidade internacional», acrescentou.
Entretanto, na sua intervenção, Colin Powell não se ficou pelas ameaças e anunciou «recompensas» aos países que optarem «pela paz e pela democracia». Lembrando as promessas de Bush nos seu «desafio do milénio», Powell garantiu que os EUA «darão grandes somas de dinheiro àqueles países que assumam um verdadeiro compromisso com a democracia», que implantem governos justos, que invistam nas suas populações e que sigam o caminho da liberdade económica.