Alerta da FIJ
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) alertou em comunicado que «as duas partes envolvidas nesta guerra estão obrigadas a cumprir as determinações internacionais estabelecidas nas Convenções de Genebra», acrescentando que «é vital que os media não contribuam inadvertidamente para violações da lei internacional por qualquer uma das partes». A FIJ afirma que as críticas aos iraquianos são plenamente justificadas, mas lembra que «esta questão envolve todas as partes, incluindo as forças americanas e britânicas e o tratamento que estão a dar aos prisioneiros iraquianos, que também apareceram na televisão». O comunicado lembra que a responsabilidade pela cobertura noticiosa é dos media e dos jornalistas, a quem apela para que «sejam profissionais e não se deixem usar para objectivos de propaganda».
Jornalistas em risco
Entretanto, o secretário-geral da FIJ, Aidan White, exigiu uma investigação exaustiva para apurar os factos que provocaram a morte do jornalista Terry Lloyd, vítima de disparos das forças anglo-saxónicas. «Falar no alegado "fogo amigável" ou em "bombardeamento de precisão" adquire uma dimensão terrível quando conhecemos as circunstâncias em que se deu este incidente», disse Aidan White, para quem «deve ser levada a cabo uma investigação exaustiva para se saber como um veículo transportando jornalistas, claramente identificado, pode ser submetido a um ataque desta dimensão. Isto não pode voltar a acontecer».
O operador de câmara Fred Nerac e o tradutor Ossman Hussein, que acompanhavam Terry Lloyd, estão dados como desaparecidos, enquanto o quarto membro do grupo, o operador de câmara belga Daniel Demoustier, foi ferido mas conseguiu alcançar as linhas da força invasora.
Estão registados no Koweit 2074 jornalistas e profissionais dos media, mas a FIJ estima que o número total destes profissionais seja superior. Apenas 529 estão incorporados em unidades militares anglo-saxónicas.