Agricultores exigem mais apoios
A CNA exigiu domingo, durante o IV Congresso da organização, que se realizou em Coimbra, incentivos e «preços justos» para os produtores portugueses e comparou a situação com os «grandes agricultores» norte-americanos que beneficiam de apoios do Estado para melhorar os rendimentos.
«Não nos venham dizer que somos "subsídio-dependentes" ou que passamos a vida a pedir esmolas ao Estado», afirmou Armando Carvalho, da direcção Nacional da CNA, perante o ministro da Agricultura e cerca de dois mil congressistas, sublinhando que até os EUA, que «possuem a agricultura mais rica do planeta, os produtores recebem milhares de dólares para apoiar os seus rendimentos e defender o comércio dos seus produtos».
O dirigente da CNA criticou ainda o comércio internacional «sem qualquer controlo sanitário ou veterinário» e rejeitou a integração da agricultura na Organização Mundial do Comércio, «tendo em conta as particularidades da produção agrícola».
Armando Carvalho insistiu igualmente na necessidade de «outra Política Agrícola Comum (PAC)». «Portugal precisa de produzir mais e não de pagar multas por produzir».
A prevenção dos apoios à produção «devidamente plafonados» e a defesa de critérios de fixação de preços que assegurem «rendimentos adequados à actividade agrícola» são outras das reivindicações aprovadas pelos agricultores.
No mesmo dia, dois dirigentes nacionais da CNA, Joaquim Casimiro e Roberto Mileu, foram condecorados pelos Presidente da República pela sua actividade em defesa da agricultura portuguesa. A imposição de insígnias de mérito agrícola aos cidadãos coube ao ministro da Agricultura, Sevinate Pinto, na ausência do chefe de Estado.