Política centralista do Governo
agrava assimetrias e desequilíbrios no País

Desemprego dispara no Porto

A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, reunida recentemente, analisou as repercussões da política do Governo PSD-CDS/PP na situação política e social da região.

O carácter «centralista» da política do Governo continua a aprofundar assimetrias e desequilíbrios no País e na região do Porto, hoje marcada por retrocessos sociais e de investimentos públicos, denuncia a DORP. Relativamente a Lisboa, por exemplo, o Porto «perde nos índices de desenvolvimento e produtividade, em poder de compra, em qualidade de emprego (continua a ser dos distritos com mais baixos salários)», colocando-se, apenas, à frente no «brutal aumento do desemprego».

Investimentos públicos tão importantes para a região como a Aerogare do Aeroporto ou algumas vias rodoviárias continuam a «marcar passo» e outros, como o novo Hospital Vila do Conde / Póvoa do Varzim, «simplesmente recuam». O desemprego «disparou» no distrito, situando-se, em Outubro passado, segundo dados oficiais nos 80 mil, mas o que se constata é que, só em Janeiro, deram entrada na Segurança Social cinco mil novos requerimentos para atribuição do subsídio de desemprego, pago muitas vezes com cinco meses de atraso.

A precarização e o trabalho sem direitos têm crescido também no sector de comunicação social. Apesar do manifesto subscrito por centenas de personalidades dos mais diversos quadrantes da vida política e social, continua a pairar sobre os trabalhadores a ameaça de encerramento da delegação do Porto e «Notícias Magazine» e, «num quadro de hesitações e ambiguidades», aponta-se para a transformação da «NTV» num «Canal Regiões» - de modelo «difuso» -, ou para a sua privatização. Isto, porque o Governo e os grupos empresariais que dominam a comunicação social entendem, cada vez mais, a informação pública como «simples área de negócios», onde interessa dispor de «mão-de-obra dócil e barata».


Lobbies afectam região

 

Os comunistas do Porto estão, ainda, preocupados com os rumores sobre a existência de «lobbies de interesses» entre PSD e PS na Área Metropolitana do Porto, que afectam negativamente a afirmação política e capacidade reivindicativa da região no contexto nacional e têm conduzido a uma gestão autárquica que condiciona o funcionamento democrático dos órgãos, «com o objectivo de entregar aos grupos económicos serviços essenciais para as populações», caso do abastecimento de água e da recolha do lixo. Em nome da «transparência e da defesa do poder local», é ainda necessário que a investigação sobre os processos criminais pendentes em autarquias do distrito - Felgueiras, Marco de Canavezes e Paredes - vá até ao fim e que a justiça seja «célere».

Por fim, a DORP, valorizando as condições de debate e reflexão existentes dentro do Partido, critica «as persistentes atitudes e tomadas de posição públicas» de alguns militantes que afrontam «valores, regras e princípios consagrados nos Estatutos do PCP», considerando «intolerável e inadmissível» a continuação de actividades que visam, de facto, «a formação de uma nova força política (seja qual for o tipo de organização ou estrutura que se adopte por razões de conveniência), que se dispõe a combater as orientações e acção do PCP, intervindo com as suas próprias propostas e diálogos com outras forças políticas». A insistência em tais atitudes por parte de alguns membros do Partido, conclui a DORP, significa «uma deliberada opção pela sua auto-exclusão do PCP».



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