Estamos perante outro infeliz episódio para a cidade de Lisboa
PCP contra o encerramento de seis hospitais em Lisboa

SAÚDE A moção «Exigir a manutenção dos hospitais do Centro Hospitalar Central», apresentada pelos vereadores do PCP na Câmara de Lisboa, foi chumbada com os votos contra do PS, PSD, CDS e a abstenção do BE.

No dia 28 de Novembro foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros que formaliza o processo de encerramento dos seis hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) e os procedimentos necessários para a celebração de uma parceria público-privada (PPP) para o projecto, construção, financiamento, conservação, manutenção e exploração do futuro Hospital Oriental de Lisboa.

«Estamos perante outro infeliz episódio para a cidade de Lisboa, mas também para o País, uma vez que é agora assumido cabalmente o encerramento de seis hospitais do CHLC (São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Maternidade Alfredo da Costa e Curry Cabral), dos quais três estão situados na Colina de Santana», referem os vereadores do PCP, em nota de imprensa, lembrando que aqueles hospitais «cumprem com a prestação dos serviços de saúde essenciais à população da cidade», sendo «hospitais de referência», abrangendo, portanto, todo o território nacional ao nível das patalogias complexas.

Privados beneficiados
Entretanto, os eleitos do PCP (João Ferreira e Carlos Moura) apresentaram, dia 29, em reunião de Câmara, uma moção para que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) assumisse o compromisso de defender a reversão do processo de encerramento dos hospitais do CHLC.

O documento foi reprovado com os votos contra do PS, PSD, CDS e a abstenção do BE, que manifestaram o seu posicionamento num processo em que o «modelo de PPP para o novo hospital beneficia claramente o sector privado» e os «serviços hospitalares prestados actualmente pelos seis hospitais sofrerão uma redução com o que está previsto instalar no novo hospital».

A situação agrava-se com a «sistemática transferência da prestação de cuidados de saúde do serviço público para as unidades privadas», apontam os vereadores comunistas.




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