Utentes denunciam «mau serviço» da Soflusa
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro aprovou, segunda-feira, 4, uma moção de protesto contra a qualidade do serviço prestado pela Soflusa e exigem uma nova reunião com o Conselho de Administração da empresa.
No documento, apresentado durante uma tribuna pública realizada de manhã no terminal do Barreiro, os utentes queixam-se de não estarem «a ser garantidos os serviços públicos pelos quais pagamos os nossos passes e bilhetes para a travessia do Tejo» e não haver «quaisquer melhorias ao nível das carreiras e sua frequência, uma vez que o número de navios existentes é insuficiente para prestar o serviço desejado pelos utentes».
A estas razões junta-se a «enorme preocupação» com o facto de as verbas previstas no Orçamento do Estado (OE) para 2018 serem inferiores ao orçamento do grupo Transtejo durante o ano de 2017, que «demonstrou ser claramente insuficiente para um serviço público de qualidade».
Neste sentido, os utentes exigem ser «ressarcidos dos valores pagos pelo incumprimento da prestação de serviço que não está a ser garantido», o «reforço de verbas no OE que permitam a prestação de um serviço público de qualidade na Soflusa, Transtejo e restantes empresas públicas de transportes», um «plano de renovação de frota» e «manter o plano de investimento de manutenção da frota, remodelação e limpeza de navios».
Transportes mais caros
Em nota de imprensa divulgada no dia 1, o Grupo de Utentes dos Transportes Públicos do Porto considera «surpreendente» o aumento dos preços que «são já demasiado elevados». A decisão do Governo, baseada na promessa de mais investimento e melhores serviços, não convence, uma vez que não cabe aos utentes «pagar a factura».