Comunistas atentos e vigilantes em Almada
Na primeira sessão da Assembleia Municipal (AM) de Almada, realizada a 23 de Novembro, os eleitos do PCP pronunciaram-se sobre a «alteração na correlação entre os mandatos obtidos pelas diferentes forças políticas presentes nos órgãos municipais» de Almada.
Ainda que com um número idêntico de eleitos na Câmara Municipal (CM), quatro, o PS conquistou à CDU a presidência daquele órgão. Na AM, a Coligação PCP-PEV mantém-se como o maior grupo municipal – 14 eleitos – e nas freguesias alcança igualmente um maior número de presidências (três em cinco).
Apesar deste quadro político não foi possível, contudo, encontrar «caminhos de convergência» para o estabelecimento de uma plataforma mínima de entendimento entre as duas forças políticas mais votadas pelos almadenses, de onde resulta a não assumpção de funções executivas pelos vereadores eleitos nas listas da CDU para a CM, não obstante a sua disponibilidade de diálogo.
«A opção do PS foi pela celebração de um acordo com o PSD», observaram os comunistas que, por razões de evidente transparência política, reclamam «o esclarecimento público sobre quais os efectivos compromissos assumidos pelo PS e pelo PSD no quadro do acordo entre ambos estabelecido».
Compromissos com a população
A CDU reafirmou, de seguida, o seu compromisso de apoiar e aprovar, entre outras matérias, a concretização dos «projectos estratégicos de desenvolvimento de enorme qualidade que já dispomos», como o Plano de Urbanização «Cidade da Água», os Planos de Pormenor do Ginjal e Cacilhas, o Plano de Desenvolvimento Estratégico da Costa da Caparica, da Costa da Trafaria, do Terciário da Charneca da Caparica, de Almada Poente, os projectos de sustentabilidade ambiental, «tendo em vista o desenvolvimento económico e social do concelho e da região» e a «criação de emprego de qualidade e justamente remunerado».
De igual forma, serão rejeitadas «todas as propostas, decisões, acções ou projectos» que possam colocar em causa o caminho progresso e desenvolvimento do concelho, como a concessão ou privatização da gestão da água e do saneamento.