As desigualdades
e assimetrias
no concelho mantêm-se
CDU quer aumentar o número
de votos e de eleitos
Transformar a Maia

«A Maia para todos» foi o mote do Encontro Concelhio que reuniu, sábado, 11, no salão da antiga Junta de Freguesia da Maia, eleitos e activistas da CDU.

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Tendo como objectivo a preparação das próximas eleições autárquicas – daí a preocupação de, pela parte dos eleitos nos diversos órgãos autárquicos, prestar contas relativamente à intervenção no presente mandato – os participantes no encontro constataram que: os eleitos da Coligação PCP-PEV honraram o seu compromisso de serem uma força coerente e interventiva na defesa dos interesses da população maiata e partem com confiança para a próxima batalha eleitoral.

Ana Virgínia, vereadora na autarquia e deputada na Assembleia da República, apresentou, com pormenor, as propostas, perguntas e requerimentos que ao longo do mandato no executivo municipal, de maioria absoluta PSD/CDS, foram apresentadas, tentando, nem sempre com resultado, chamar a atenção e resolver problemas que chegam ao conhecimento da CDU.

É que, mau grado uma certa imagem de grandeza e até de opulência que esta maioria tenta fazer passar, fazendo crer que já não existem problemas estruturais, as desigualdades e assimetrias no concelho mantêm-se e há sectores da população que continuam a viver em exclusão social, em resultado da falta de habitação condigna e de acesso a bens essenciais.

Denunciar problemas

Da crítica aos posicionamentos da actual maioria, e que têm merecido a séria oposição da Coligação PCP-PEV, salienta-se o recurso sistemático à externalização de serviços, não recorrendo e rentabilizando os próprios recursos humanos, a manutenção de situações que têm lesado a saúde financeira da Câmara, como os fundos imobiliários e a Tecmaia, ou a aceitação de que lhe sejam transferidas competências, como no caso da educação, que acabou por ser devolvida.

Problemas como a deficiente rede de transportes públicos, o atraso no tratamento da poluição de linhas de água, com natural destaque para o Rio Leça (que exige atenção de vários municípios), algumas medidas problemáticas na recolha e posterior tratamento de resíduos, foram, entre muitos outros, ressaltados.

Trabalho de oposição

No encontro, deu-se ainda conta do trabalho desenvolvido pelos eleitos na Assembleia Municipal da Maia que, com poucas excepções, funciona como «câmara de ressonância» do executivo e onde os presidentes de Junta de Freguesia mal se fazem ouvir. Das assembleias de freguesia, onde governam maiorias de direita ou de listas independentes (quase sempre dissidentes de forças partidárias que deixaram de os escolher para candidatos), vieram relatos de sectarismo atroz (como no caso de Pedrouçou em que, quase por princípio, as moções da CDU são chumbadas pelo PSD/CDS, mesmo que para saudar o 25 de Abril); de receptividade às propostas e sugestões de trabalho, como no caso de Folgosa; da inércia e incapacidade de realização de uma Junta como a de Águas Santas, que consegue manter, de ano para ano, um saldo positivo de meio milhão de euros; ou da Junta da Cidade da Maia que consegue passar um mandato sem qualquer documento previsional ou de contas aprovado pela Assembleia.




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