1953
– Publicação de Fahrenheit 451

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Romance de ficção científica da autoria do norte-americano Ray Bradbury, Fahrenheit 451, escrito nos primeiros anos da Guerra Fria, é uma antevisão crítica do futuro, indefinido mas próximo, em que a sociedade é dominada pela tecnologia, por um poder opressivo e pelo pensamento único. Todos os livros – considerados um perigo para o sistema – são proibidos e as opiniões próprias consideradas como anti-sociais e reprimidas. A televisão, omnipresente tanto nos espaços privados como públicos, controla tudo; a leitura deixou de ser meio para adquirir conhecimento, servindo apenas para os cidadãos lerem manuais e operar aparelhos. Tendo como figura principal um «bombeiro», que na história significa «queimador de livros e das casas onde eles estão», o romance, segundo o próprio autor, desaparecido em 2012, é um grito de alerta: «Não tento descrever o futuro. Tento preveni-lo. E evitar que as coisas aconteçam da maneira errada». A mensagem de Fahrenheit 451 (a temperatura a que arde o papel) mantém toda a actualidade: Por que precisamos dos livros? «Vês agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pêlos, sem expressão».

 


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