A <i>VEM</i> arruína a <i>TAP</i>

A empresa brasileira de manutenção aeronáutica,VEM, «está a meter a TAP num grande buraco», acusa, num comunicado de dia 5, o Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos, Sitava/CGTP-IN.

Lembrando que a VEM, adquirida pela transportadora nacional, registou no ano passado prejuízos na ordem dos 30 milhões de euros e tem prejuízos acumulados de 280 milhões de euros, o sindicato considera ser esta a causa «do resultado negativo obtido pela TAP» em 2010.

Para o sindicato é imperioso conservar as capacidades de manutenção aeronáutica no aeroporto da Portela, prejudicada por «desvios» de aviões para o Brasil, o que desrespeita o compromisso assumido pela TAP no Protocolo firmado entre sindicatos, administração e Governo em 29 de Agosto de 2009. Ali se garante que os aviões da TAP só serão reparados na VEM quando se verifique esgotada a capacidade de manutenção na Portela. No entanto, três aviões foram desviados para a VEM sem que a capacidade portuguesa estivesse esgotada, afirma o Sitava. «Milhões de euros saem dos cofres da TAP para escamotear os prejuízos da VEM e, consequentemente, as contas da TAP apresentam prejuízos». «Será que estamos perante mais um caso BPN?», pergunta.

De pouco vale à TAP atingir o recorde de nove milhões de passageiros para, «logo a seguir, a VEM absorver milhões», refere o sindicato, garantindo ainda que o administrador da transportadora aérea, Fernando Pinto, disse aos representantes sindicais que «se fosse hoje, não teria havido o negócio» de aquisição da empresa brasileira.

 

Negreiros” no handling

 

Após o despedimento de 336 trabalhadores no handling de Faro, «de um dia para o outro», e de a Sociedade Portuguesa de Handling (SpdH/Groundforce) ter abandonado a escala daquele aeroporto, «prescindindo de uma receita próxima de seis milhões de euros anuais», «em Lisboa, os “negreiros” da subcontratação preparam-se para abocanhar mais um negócio chorudo», cedendo mais de 250 trabalhadores à SPdH/TAP. Estas contratações custarão «mais cerca de 30 por cento do que custariam se a SPdH os contratasse directamente», acusa o Sitava.



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