Holanda
Direita populista dissolve-se
A «Lista de Pim Fortuyn», partido de extrema-direita holandês, deverá dissolver-se este ano, por falta de representatividade eleitoral.
A decisão foi tomada no passado fim-de-semana num conclave partidário e deverá ser confirmada numa consulta interna que decorrerá no próximo mês de Agosto, pondo fim a uma formação xenófoba que chegou a integrar o governo da Holanda.
Fundado em 2002, este partido conheceu uma ascensão meteórica, tornando-se logo nesse ano na segunda força política, a seguir à democracia-cristã, apesar de o seu fundador e líder, Pim Fortuyn, ter sido assassinado durante a campanha eleitoral por um ecologista radical.
O declínio, porém, não tardou, primeiro provocado por dissensões internas que levaram à saída do governo, depois por uma acentuada erosão eleitoral que, em cerca de cinco aos, riscou a «Lista» do mapa político do país, deixando-a sem deputados e com apenas cinco eleitos locais. «Um partido sem votos é como uma bicicleta sem rodas, não pode continuar», lamentou-se o seu secretário, Jens van der Vorm, citado pelo diário espanhol El País (23.07.07).
Curiosamente, algumas das propostas xenófobas de Fortuyn acabaram por ser aplicadas pelos democratas-cristãos, designadamente no que respeita ao endurecimento das leis da imigração e restrição do direito de asilo.


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