Bloqueio dos EUA contra Cuba volta às Nações Unidas em Outubro
A Assembleia Geral das Nações Unidas volta a debater e a votar, nos dias 27 e 28 de Outubro, a exigência de pôr fim ao criminoso e ilegal bloqueio norte-americano contra Cuba, que as autoridades cubanas denunciam como um «genocídio silencioso».
Cuba acusa os EUA de “genocídio silencioso”
Apresentado desde 1992, e todos os anos aprovado por amplas maiorias dos países que integram a ONU, o relatório “Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba” e a sua respectiva resolução serão submetidos a debate e votação na Assembleia Geral das Nações Unidas no final do próximo mês.
Tal como se verificou em anos anteriores, as autoridades cubanas antevêem inaceitáveis pressões, chantagens e acções de intimidação dos EUA sobre diversos países, assim como tentativas de desvirtuar o texto apresentado por Cuba, mas confiam no apoio à exigência de pôr fim ao bloqueio, à semelhança do que se tem verificado.
O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodriguez, informou que Cuba reafirmará na Assembleia Geral das Nações Unidas o seu desejo de viver em paz e que, entre outros aspectos, denunciará os prejuízos provocados pelo bloqueio. Entre 1 de Março de 2025 e 28 de Fevereiro deste ano, os danos infligidos pelo criminoso e ilegal bloqueio imposto pelos EUA ultrapassaram os 8083 milhões de dólares – mais sete por cento do que no ano anterior, naquele que é um valor recorde.
Este valor, clarificou Bruno Rodriguez, não inclui os danos provocados desde a ordem executiva da administração norte-americana de Janeiro de 2026, que impôs o cerco energético ao país, ameaçando empresas de outros países que fizessem chegar a Cuba produtos petrolíferos ou componentes para o sistema eléctrico cubano.
O governante cubano lembrou que por trás de cada número há uma família que sofre as consequências diárias de um plano friamente calculado para alcançar objectivos políticos. Trata-se, insistiu, de um “genocídio silencioso”.




