Israel continua a assassinar no Líbano
Pelo menos 27 libaneses foram assassinados e 69 ficaram feridos, incluindo crianças, em três dias de bombardeamentos israelitas no sul do Líbano, segundo informou na segunda-feira, 7, o Centro de Operações de Emergência de Saúde do Líbano.
Os ataques militares israelitas foram dirigidos contra várias localidades no distrito de Nabatieh. As autoridades libanesas condenaram Israel pelos crimes cometidos contra zonas residenciais, centros de saúde e meios de comunicação.
O presidente libanês, Joseph Aoun, que é apoiado pelos EUA e seus aliados da UE e na região, condenou mais estes crimes: «Os repetidos ataques de Israel, o assassinato de civis inocentes, incluindo crianças e mulheres, a destruição e o incêndio de habitações e a demolição de propriedades são crimes condenáveis, rejeitados e injustificados». Enfatizou que «estas acções atentam contra o acordo-quadro e minam todos os esforços para deter a escalada no sul do país e em toda a região no seu conjunto».
O Ministério da Saúde Pública libanês contabilizou desde 2 de Março passado, data em que Israel reiniciou a sua agressão militar contra o Líbano, um total de 4362 de mortos e 12400 feridos. «As forças de ocupação recorrem ao bombardeamento de povoados e diferentes localidades mediante artilharia, ataques aéreos e drones, além do incêndio deliberado de campos agrícolas, da demolição de habitações e da destruição de infra-estruturas», denunciaram responsáveis libaneses.
No passado dia 31 de Agosto, o governo libanês reiterou o seu compromisso diplomático de trabalhar para pôr fim à ocupação militar de Israel de territórios libaneses e deter as incursões bélicas contra infra-estruturas libanesas.
O governo libanês insiste no pedido do cumprimento integral do acordo trilateral entre Israel e Líbano, assinado em Washington a 26 de junho de 2026, com a mediação dos EUA, e que várias forças da resistência libanesa rejeitam. O texto estabelece a retirada gradual de Israel, condicionada ao desarmamento unilateral das forças de resistência libanesa, e posterior retorno do controlo libanês da fronteira sul. Apesar do compromisso alcançado, as forças militares israelitas prosseguiram a agressão militar contra o Líbano, desrespeitando o acordo, como fizeram com todos os acordos que assinaram anteriormente, violando tantas e tantas vezes o direito internacional.




